O Multiusos de Gondomar acolheu, no passado dia 5 de novembro, o ato de instalação dos novos órgãos da autarquia para o quadriénio 2025-2029. No contexto das eleições ocorridas no passado dia 12 de outubro, Luís Filipe Araújo recebeu a confiança dos gondomarenses e iniciou, assim, aquele que será o seu primeiro mandato à frente dos destinos da Câmara Municipal de Gondomar. Após a cerimónia, decorreu a primeira reunião da Assembleia Municipal, onde foi realizada a votação para a Mesa, que resultou na reeleição, com 20 votos na lista apresentada pelo Partido Socialista, face aos 12 conseguidos pela lista social-democrata e seis pelo Chega, de Manuel António Pereira, que vai assumir, pela primeira vez, a posição de presidente.
Os novos órgãos autárquicos do município de Gondomar para o quadriénio 2025-2029, Câmara e Assembleia, resultantes do ato eleitoral realizado no passado dia 12 de outubro, tomaram posse, no passado dia 5 de novembro, numa cerimónia a que teve lugar no Multiusos gondomarense.
Luís Filipe Araújo, eleito pelo Partido Socialista (PS), tomou posse como presidente da Câmara Municipal de Gondomar. Juntamente com o edil, foram igualmente empossados os vereadores que formarão o restante executivo, composto por Nuno Fonseca, que foi nomeado vice-presidente, enquanto Maria Aurora Vieira, José Moreira, Ana Luísa Gomes e Celso Santos foram eleitos vereadores pelo PS. Por parte da coligação PPD/PSD.IL, Emídio Guerreiro, Maria Germana Rocha e António Torres também assumiram funções na vereação, ao passo que o Chega está representado no executivo gondomarense por Rui Afonso e Edison Pinheiro.
Durante a sessão, foram igualmente instalados os novos órgãos autárquicos da Assembleia Municipal, em cuja primeira reunião foram apresentadas três listas, nomeadamente a A, pelo Partido Socialista, a B pelo Partido Social Democrata (PSD) e a C pelo Chega. Após a votação, por escrutínio secreto, para a eleição do presidente e membros da Mesa, Manuel António Pereira foi eleito como presidente, com 20 votos na lista A, 12 na B, seis na C e dois em branco, ao passo que Carla Ferreira foi nomeada 1ª secretária e Fernando Morais 2º secretário.
Concluídos os momentos formais, chegou a ocasião das intervenções, que foi inaugurada por Aníbal Lira, presidente cessante da Assembleia Municipal de Gondomar, que fez questão de salientar que “decidi num tempo que julgo oportuno terminar a minha atividade autárquica”.
Assegurando que “procurei sempre dar o meu melhor em defesa do nosso município”, o presidente cessante da Assembleia Municipal de Gondomar expressou a sua “gratidão aos eleitores, colaboradores, instituições, eleitos locais e à comunidade em geral pelo apoio, confiança demonstrados ao longo de quase 50 anos de trabalho no poder local democrático”.
Durante a sua intervenção, Aníbal Lira destacou, ainda, que “as Assembleias Municipais são provavelmente o órgão das autarquias locais cuja dimensão é mais invisível aos olhos de portugueses, mas não por isso menos importante. Na verdade, a sua relevância nos sistemas de governos locais, o seu papel insubstituível na promoção de participação política democrática, dando oportunidade a milhares de contribuírem nas decisões dos municípios, dando opiniões, apresentando propostas, fazendo escolhas e assumindo responsabilidades através do seu voto, as Assembleias Municipais são espaços onde a pluralidade de opiniões e participação política dos cidadãos atingem o seu grau mais frangente”.
Por fim, foi Luís Filipe Araújo, presidente eleito da Câmara Municipal de Gondomar, quem interveio, dirigindo-se “em primeiro lugar, a todos os gondomarenses que me elegeram de forma clara, com um resultado eleitoral consistente e inequívoco e que em mim e na minha equipa depositaram a confiança necessária para liderar os destinos de Gondomar”.
Agradecendo aos funcionários da autarquia, pelo trabalho realizado diariamente, o edil recordou todos os presidentes de Câmara dos últimos 50 anos de democracia e frisou que “ter a oportunidade de servir Gondomar como presidente, terra que me viu nascer, crescer e onde fiz praticamente toda a minha vida, é realmente a maior honra possível”.
Garantindo que “a partir desta hora, o meu compromisso mais solene é honrar a confiança que em mim depositaram”, o autarca eleito sublinhou que “não serei o presidente de uma equipa ou cor política, serei o presidente de todos os gondomarenses”.
Na ocasião, o edil falou sobre os seus objetivos para o seu primeiro mandato, evocando a importância da modernização e da proximidade com os cidadãos, assim como a ambição de transformar o concelho num território mais inovador, competitivo e socialmente coeso. “A nossa proposta foi a de nos preocuparmos menos com a gestão corrente, para assumirmos o risco de abrir caminho e encontrar novos destinos para Gondomar. É isto que faremos”, afiançou Luís Filipe Araújo.
Evidenciando o orgulho nas tradições locais, o autarca destacou que “Gondomar é e continuará a ser a capital da ourivesaria”, mas sublinhou a necessidade de ir mais longe, apostando na modernização das indústrias tradicionais e na criação de condições para o crescimento económico. “Queremos ajudar todas as nossas empresas, melhorando as infraestruturas que as servem, melhorando também a relação com a Câmara Municipal e deixando absolutamente claro que o nosso papel é, desde logo, resolver problemas, fazer com que possam crescer, gerar mais riqueza e valor para o nosso concelho”, referiu o presidente eleito.
Além de fortalecer o tecido empresarial, o autarca destacou a importância de atrair investimento e inovação, com vista à criação de “mais emprego qualificado” e à fixação de jovens no município”.
Classificando a habitação como “uma emergência social”, Luís Filipe Araújo comprometeu-se a “mobilizar os nossos recursos, também para garantir que os jovens, as famílias e a classe média consigam viver em Gondomar, sem terem de abdicar de uma habitação digna”.
A mobilidade foi outro ponto forte do discurso. Aproveitando a presença de representantes de várias empresas de transportes públicos, o edil reconheceu o impacto direto da rede na qualidade de vida dos gondomarenses e prometeu melhorias.
Defendendo uma gestão municipal mais participativa e tecnológica, que funcione como a “extensão da voz de cada munícipe”, o presidente revelou que “o cidadão tem de ser ouvido. A sua voz não pode ficar esquecida”.
Luís Filipe Araújo prometeu, também, reforçar a cooperação com as Juntas de Freguesia, valorizando a descentralização de competências e a tomada de decisões mais próximas da população e garantiu que áreas fundamentais como a educação, a saúde, a cultura, a coesão territorial e a segurança continuarão a ser pilares da ação municipal, assegurando o combate às desigualdades e o cumprimento das funções essenciais do Estado.
Terminado o seu discurso com uma nota de compromisso e esperança, o edil enalteceu que “não viemos apenas para gerir, viemos para transformar. O caminho é longo e exigirá sacrifício e empenho de todos. Mas tenho convicção inabalável de que, com a vossa participação, o rigor com que nos comprometemos e a paixão que nos move, conseguiremos superar todos os desafios”.


