O presidente da Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores (ALRAA), Luís Garcia, defendeu, em Bruxelas, perante os seus homólogos europeus, a necessidade de responder “às preocupações dos cidadãos europeus” e não deixar que estas “fiquem apenas no papel”.

“Não podemos ouvir os cidadãos e, depois, não dar seguimento às suas preocupações, porque isso seria acentuar o divórcio entre os cidadãos e as instituições europeias, um problema que também afeta os Açores”, afirmou o presidente, na segunda reunião anual da Conferência das Assembleias Legislativas Regionais da Europa (CALRE), que teve lugar no Comité das Reuniões, com a presença de representantes dos Parlamentos Regionais da Bélgica, Alemanha, Áustria, Finlândia, Espanha e Portugal, retomando, assim, a regularidade das reuniões presenciais, depois de um interregno causado pela pandemia da Covid-19. A reunião do Comité Permanente contou, ainda, com a presença do novo presidente do Comité das Regiões, Vasco Cordeiro.

Da agenda de trabalhos da reunião constava, entre outros pontos, o Programa de Trabalho da Comissão Europeia, as propostas de resoluções das instituições europeias e a apresentação das conclusões da Conferência sobre o Futuro da Europa, que foram alvo de debate no Comité Permanente da CALRE.

Enquanto representante de Portugal na reunião, Luís Garcia manifestou-se preocupado com a forma vaga como algumas das conclusões têm sido apresentadas. “Temos de garantir que as preocupações dos nossos cidadãos são ouvidas” e “agir em conformidade”, acrescentou.

Nos Açores, “vamos continuar a debater estes temas e a trabalhar para o reforço da participação das regiões” no processo decisório, garantiu o presidente da ALRAA, sublinhando que é a única forma de “continuar nesta construção de uma Europa mais democrática e forte”