Expulsos da administração dos Estados Unidos, os Straussianos seguidores de Leon Strauss filósofo político germano-americano de origem judaica, e que já afectam politicamente a Ucrânia e Israel, estenderam também a sua influência, através de organizações intergovernamentais, à União Europeia, à ONU e ao Grupo de Contato sobre a Defesa da Ucrânia, anteriormente denominado Grupo Ramstein, de tal forma que agora possuem os meios para incentivar a guerra e mesmo paralisar os partidários da paz.
Por outro lado, o presidente Donald Trump tem tentado restaurar coercivamente a ordem nos Estados Unidos, restabelecendo os princípios da igualdade perante a lei e a promoção baseada no mérito em detrimento da diversidade, equidade e inclusão, inclusive, cortando orçamentos federais em tudo o que é relacionado com gastos imperiais e procurando promover a função dos militares na defesa interna.
Ao mesmo tempo, Trump conseguiu na faixa de Gaza um cessar fogo, mas não a Paz, como também não conseguiu persuadir o sionista-nazi Netanyahu a acalmar os colonos israelitas do Líbano com pretensões a anexarem ou roubarem mais terras aos palestinianos e relativamente à Ucrânia, Trump está a incumbir os europeus de lutarem não por este País, mas sim contra a Rússia com todas as consequências nefastas que daí podem advir.
Neste verão, a Alemanha, a França e o Reino Unido adoptaram uma estranha posição comum sobre o acordo nuclear assinado durante as negociações com o Irão e os Estados Unidos lideraram essas negociações supostamente para acabar com o programa nuclear militar do Irão e impedir este País de adquirir uma bomba atómica, mas depois da primeira discussão as reuniões foram interrompidas por um ano, enquanto Washington e Teerão concluíram um protocolo secreto sobre o qual não sabemos nada.
Retomadas as negociações, elas foram imediatamente concluídas com um Tratado em Viena, sendo importante lembrar que tanto a China como a Rússia, que participaram nas mesmas, confirmaram que não havia nenhum programa nuclear militar iraniano desde 1988 e o Tratado foi validado pela Resolução 2231 do Conselho de Segurança em 20 de Julho de 2015 e como resultado as sanções que o Conselho adoptou contra o Irão foram gradualmente levantadas.
No entanto e no ano seguinte, os Estados Unidos, o Reino Unido, a França e Alemanha questionavam o acordo com o argumento de que o Irão estava a realizar pesquisas com mísseis capazes de usar bombas atómicas e em 8 de Maio de 2018, o presidente Donald Trump, no seu primeiro mandato, decidiu retirar-se do acordo com o argumento de que não conseguiu impedir o Irão de aumentar o seu poder militar no Oriente Médio.
Já em 19 de Setembro de 2020, Elliott Abrams, representante do presidente Trump para a Venezuela e o Irão, anunciou a reintegração das sanções dos Estados Unidos, supostamente recorrendo ao parágrafo 11 da Resolução, no entanto, nem Washington, Londres, Paris e Berlim tentaram recorrer ao parágrafo 36 do Tratado pela simples razão de que teriam de admitir que estavam errados.
Em suma, estamos a viver uma certa legitimação do irracionalismo que parece não sabermos ou querermos controlar, no entanto, o cidadão comum deve perceber que a ONU ainda é a entidade que pode solucionar os conflitos, sendo fundamental para a manutenção da Paz e para a demanda de mais estabilidade a nível global.


