A quantidade de plásticos no mar é um problema cada vez maior. Os especialistas indicam que 5% de todos os plásticos produzidos no mundo terminam no mar. Se pensarmos nas toneladas que se produzem no mundo 5% torna-se um número absolutamente astronómico. Senão diminuirmos o número de micropartículas de plásticos que terminam nos mares um dia tomaremos banho não com água salgada mas com um mar de plástico, para não referir a quantidade de plástico que vamos ingerir na nossa alimentação.

A guerra anti-plástico está lançada e deve ser uma prioridade para todos os cidadãos e para as suas famílias, numa perspectiva de preservação do planeta e dos seus ecossistemas para as gerações do presente e do futuro.

Perante esta realidade a Alemanha e outros 32 países do mundo tais como a Dinamarca, a Suécia, a Espanha, a Finlândia ou a Holanda instalaram máquinas de reciclagem de garrafas de plástico e latas de alumínio nos supermercados e superfícies comerciais. Estas máquinas no caso da Alemanha devolvem 25 cêntimos por embalagem ao consumidor, em forma de vale para que este consuma naquela cadeia de supermercado.

Em Espanha a cadeia Covirán, devolve 5 cêntimos ao consumidor por embalagem reciclada e depositada nestas máquinas.

Em Portugal a febre da emergência climática, alastrou-se sobretudo no último ano, tendo tido efeitos altamente positivos. Desde iniciativas de recolha de plásticos nas praias, a uma maior utilização de sacos de pano, ao invés da aquisição dos sacos plásticos taxados nos últimos anos pelas cadeias comerciais.

Quando pensamos na sustentabilidade do ambiente não podemos apenas pensar em fazer pesar ainda mais o bolso dos cidadãos.

Devemos pensar em como podemos criar um formato de compensação ao mesmo tempo que reeducamos os hábitos de vida dos cidadãos, de forma a que todos beneficiemos em comunidade.

A verdadeira forma de educar o ser humano em cadeia, quer o queiramos admitir querpassa por engordar o seu bolso.

Isto deveria ter acontecido quando o Ministério do Ambiente passou a taxar as sacas plásticas nos hipermercados.

Aquilo que se tirou por um lado deveria ter sido reposto por outro, compensando o factor mais importante de todos, a sustentabilidade do ambiente com alguma pedagogia cívica pelo meio.

O sistema “Pfand” da Alemanha começou de certa forma em 1920, quando os alemães decidiram que embalagens deveriam ser retornadas e recicladas.

Este hábito evoluiu para o leite quando não haviam frigoríficos e os leiteiros passavam de porta em porta.

Nos anos 70, expandiram a medida para a maioria das embalagens, incluindo latas de alumínio e garrafas pequenas de vidro.

A partir de 2005 os supermercados alemães passaram a ter máquinas de reciclagem que devolvem dinheiro ao consumidor que recicla as suas embalagens de plástico e de alumínio.

Em Espanha o cidadão Alexandre Dray, inspirado por aquilo que viu nas ruas de Berlim, criou uma petição pública para que os supermercados espanhóis também instalassem estas máquinas.

Segundo a portaria 202/2019 o nosso governo criou um projecto-piloto que previa arrancar no final de 2019 com o objectivo de instalar nas cadeias de supermercados estas máquinas.

Infelizmente em Portugal as boas ideias chegam com alguns anos de atraso mas ainda assim é de louvar que esta medida seja implementada o quanto antes para benefício de todos os cidadãos e do nosso planeta.

Se a medida for bem sucedida por cá, será possível deixar se ver embalagens de plástico do tipo (PET) até dois litros de volume como garrafas de água, refrigerantes, sumos e bebidas alcoólicas nas ruas e nos respectivos caixotes do lixo uma vez que passarão a valer ‘dinheiro’.

Isto acontecerá claro está se as cadeias comerciais aderirem a esta excelente medida.

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