No dia 3 de julho, a Freguesia da Ribeira Grande – Matriz acolheu a inauguração do novo campo de basquetebol 3×3. Este novo espaço desportivo nasceu da sugestão de um morador da freguesia, o professor João Santos, e consistiu na requalificação de um antigo campo de futsal, que se encontrava muito degradado. Alexandre Gaudêncio, presidente da Câmara Municipal da Ribeira Grande, bem como José António Garcia, vereador da mesma autarquia, marcaram presença no evento e destacaram a importância do novo equipamento, por significar o aumento da oferta desportiva do concelho. Estiveram ainda presentes na inauguração, diversos autarcas de Juntas do concelho, deputados do Parlamento Regional, entre outras individualidades.

 

 

A requalificação do polidesportivo da Freguesia da Ribeira Grande – Matriz deu lugar a um novo campo de basquetebol, que foi inaugurado no dia 3 de julho. O espaço, localizado na rua Saudades da Terra, junto ao parque de estacionamento do Passal, trata-se de um campo para a prática da modalidade na vertente 3×3 e, na sua inauguração, estiveram presentes diversos presidentes de Juntas de Freguesia do município, o presidente da Câmara Municipal da Ribeira Grande, Alexandre Gaudêncio, o vereador com o pelouro do Desporto, José António Garcia, o presidente da Casa do Povo ribeiragrandense, os deputados do Parlamento Regional, Délia Melo e Jaime Vieira, também presidente da Junta de Freguesia de Rabo de Peixe, entre outras individualidades.

Depois da bênção do novo espaço, André Mendonça, presidente da Junta de Freguesia da Ribeira Grande – Matriz, tomou a palavra, enaltecendo que o novo campo vem diversificar a oferta desportiva da freguesia e do concelho. “O campo de basquetebol é uma alternativa desportiva na nossa freguesia. Assim, os jovens têm mais uma opção, porque um euro gasto no desporto, é menos um euro gasto na saúde”, disse o autarca que ainda lembrou os presentes que o projeto nasceu da sugestão que um residente, no caso, o professor João Santos. “A Junta de Freguesia está sempre disponível para receber as ideias das pessoas. Estamos a trabalhar noutra obra desportiva, para o próximo ano, um skate park, também sugestão de um residente”, referiu André Mendonça, que ainda reforçou que a Junta “trabalha com e para as pessoas, para proporcionar melhores condições aos moradores e a quem nos visita”.

As obras de reconversão do polidesportivo da Matriz em campo de basquetebol e a construção do circuito de manutenção ao lado, equipado com máquinas para a prática de desporto de forma individual, tiveram um custo de 50 mil euros. O investimento foi da Câmara Municipal da Ribeira Grande, que celebrou, com a Junta de Freguesia da Ribeira Grande – Matriz, um contrato interadministrativo. “Foi uma boa aposta esta delegação de competências na Junta de Freguesia, que foi a grande obreira deste projeto”, disse Alexandre Gaudêncio.

“Estamos, aqui, a inaugurar uma nova infraestrutura, a primeira dedicada, exclusivamente, ao basquetebol e que tem a pertinência de diversificar a nossa oferta desportiva. Esta modalidade está a ter uma boa adesão, aqui, na ilha, e ficamos com mais um espaço do qual a população pode usufruir”, reforçou o autarca que, durante a sua intervenção, ainda destacou o facto da autarquia investir, anualmente, cerca de 500 mil euros na área do desporto. “Neste ano 2022, alocamos cerca de 250 mil euros a apoiar os nossos clubes desportivos, já apoiamos mais de 1000 atletas, de 17 clubes diferentes e de modalidades, também elas, distintas. Investimos no Estádio Municipal, onde estamos a mudar o sintético, uma obra de 210 mil euros, e pretendemos, até ao final do ano, melhorar as condições de iluminação do espaço desportivo de Pico da Pedra e concluir a segunda fase do Campo de Jogos de Rabo de Peixe. São mais de 500 mil euros, por ano, alocados ao desporto, uma aposta nos jovens, em particular, e no desporto, em geral”, destacou o edil ribeiragrandense.

“A Junta de Freguesia e a Câmara Municipal agarraram a ideia de um morador e transformaram um campo de futsal, que estava já em avançado estado de degradação, num novo campo de basquetebol e numa zona de lazer anexa, que vem proporcionar, não só aos habitantes da Matriz, mas do concelho em geral, e até de fora do mesmo, um espaço lúdico-desportivo, que é muito apreciado e deve ser utilizado pela população em geral”, afirmou José António Garcia, vereador da Câmara Municipal da Ribeira Grande com o pelouro do Desporto.

Quanto ao facto de se tratar de uma obra a céu aberto, André Mendonça e José António Garcia acabaram por apelar ao bom senso dos habitantes da Ribeira Grande, para que o espaço se possa manter em boas condições de utilização. “Vamos todos pensar positivo e acreditar que as pessoas vão saber usufruir deste espaço, fruto de dinheiros públicos, feito para elas”, disse o presidente da Matriz. Já o vereador lembrou que “os equipamentos públicos não são da Câmara, não são da Junta, são dos ribeiragrandenses e eles devem, também, defender e preservar aquilo que é o património publico de todos nós, porque o dinheiro aqui investido não é meu, não é seu, não é de ninguém em particular, é dinheiro público, é de nós todos, e se o tratarmos bem, estamos a utilizá-lo bem, se o tratarmos mal, estamos a utilizá-lo mal, portanto, é um apelo que fazemos a toda a gente”.

O professor João Santos, morador que apresentou a ideia à Junta, apenas agradeceu a concretização do projeto e admitiu sentir-se honrado por a Matriz ter um campo de basquetebol onde se pode organizar vários eventos desportivos.

Já Beatriz Correia, deputada da Assembleia de Freguesia da Ribeira Grande – Matriz, também comentou, em exclusivo ao Jornal AUDIÊNCIA, que esta inauguração é vista como “uma oportunidade de praticar um desporto diferente e acaba por promover a saúde e bem-estar de qualquer cidadão”. Apesar de ter sido oponente de André Mendonça na corrida às eleições de 2021, Beatriz Correia fez um balanço positivo destes primeiros meses de governação, dizendo “que tem sempre coisas a melhorar, mas está a percorrer um bom caminho”.

Ricardo Pacheco, presidente do Clube Desportivo Santa Clara, também marcou presença no evento e admitiu que “é uma alegria ver mais uma infraestrutura desportiva aparecer no concelho, que é jovem e muito virado para a prática desportiva”.

Quanto ao regresso à normalidade turística, depois de dois anos de pandemia, José António Garcia, vereador que também possui o pelouro do Turismo, confessou que o processo tem sido positivo. “Cabe-nos continuar a criar condições para atrair o turista, nomeadamente, através do nosso programa de eventos, das festas que temos retomado, essa é a função da autarquia. O concelho não foge à regra, felizmente, temos muita gente a visitar-nos, muitos turistas, e isso é importante”, disse. Neste âmbito, o presidente da Junta de Freguesia da Ribeira Grande – Matriz, recordou os emigrantes que, muitas vezes, escolhem os meses de verão para visitar a sua terra natal, afirmando que a freguesia se encontra de braços abertos para os receber.

 

 

Clube Desportivo Santa Clara quer mais apoio dos Açores

Ricardo Pacheco, presidente do Clube Desportivo Santa Clara, esteve presente na inauguração do novo campo de basquetebol na Freguesia da Ribeira Grande – Matriz, e conversou com o Jornal AUDIÊNCIA sobre o percurso da equipa e os desafios que atravessa.

O dirigente desportivo lembrou que, este clube, “tem atingido uma projeção internacional muito grande” e recordou que, anualmente, pagam mais de 2,5 milhões de euros em impostos à região, uma vez que o futebol é o segundo setor de atividade que mais impostos paga, sendo apenas ultrapassado pelo turismo. “Somos uma equipa da primeira liga, vista em todos os cantos do mundo. Todos os dias recebemos cartas de miúdos da China e do Peru, por exemplo, que acompanham a equipa”, disse, admitindo que o nome Santa Clara acaba por ser mais conhecido no estrangeiro do que propriamente o nome Açores.

No entanto, também não é segredo que o Santa Clara tem estado em desacordo com a SAD do mesmo clube. “O Santa Clara possui 40% da estrutura acionista da SAD e, como tal, não decide sozinho. Muitas vezes temos estado sós em algumas matérias, por exemplo, a permanência do treinador deveu-se ao clube, foi ele que lutou por isso, mas, também, nos opusemos à forma como um dos nossos atletas, o Lincoln, foi alienado. O clube quis participar e não conseguiu, porque tendo só 40%, a maioria do capital acaba por decidir a vida”, afirmou Ricardo Pacheco. Quanto à possibilidade dos investidores mudarem, o dirigente não adiantou muito, acabando apenas por reforçar que “para o futuro será necessário, e de salutar, um encontro de posições, para que todos possamos trabalhar, em conjunto, pelo engrandecimento da maior instituição desportiva dos Açores”.

O presidente do Santa Clara falou, também, da falta de equipamentos para a prática desportiva, que vai muito além do futebol profissional. “Um dos principais objetivos do clube é o desporto adaptado. O Santa Clara é uma referência nacional, está entre as três principais instituições a dedicar-se ao desporto adaptado. O ano passado criamos o basket, o volei, estamos a crescer, de forma sustentável. Quando chegamos encontramos um mar de dívidas e de problemas, felizmente, hoje, temos as nossas dívidas controladas, o pagamento de todos os colaboradores em dia, mas não foi fácil, foi recuando umas áreas, mas teve de ser, porque mais importante do que ganharmos, é pagarmos a quem se deve, isso é fundamental”, contou. “O Santa Clara não tem infraestruturas. Tem a sua sede, porque nos últimos anos, o futebol profissional tem ficado com a totalidade dos ganhos e o clube foi esquecido”, acrescentou Ricardo Pacheco que referiu a vontade do clube adquirir uma parte que está acoplada à sede, no sentido de crescer. Mas o presidente acha que os Açores deviam ajudar mais, dada a visibilidade que trazem à região. “Há jogos do clube que são vistos por cerca de 20 milhões de pessoas no mundo. Ponta Delgada é uma das 11 Câmaras do país que tem uma equipa na primeira liga e é preciso perceber o que isso significa, a influência que isso tem para o próprio município”, destacou.

Quando questionado sobre a amizade com Alexandre Gaudêncio e a possibilidade da Ribeira Grande acolher um centro de estágio para o Santa Clara, Ricardo Pacheco confessou a simpatia pelo jovem autarca, que classificou de “extremamente dinâmico”, mas apesar de acreditar que Alexandre Gaudêncio “é uma voz que não é insensível a estas questões”, também admitiu que “se calhar não depende só dele, mas vamos aguardar o futuro”.

Já Alexandre Gaudêncio, presidente da Câmara Municipal da Ribeira Grande, disse, em exclusivo ao AUDIÊNCIA, que “ao nível da autarquia, estamos sempre disponíveis para melhorar a oferta desportiva no nosso concelho”, assumindo que esta vontade do Santa Clara “é uma boa notícia porque revela que o maior clube da região está atento ao que as autarquias vão fazendo, principalmente a autarquia da Ribeira Grande”. No entanto, o edil ribeirgrandense lembrou que o município já tem alguns clubes de futebol e que estes estarão sempre em primeiro lugar. “Se o Santa Clara vir, aqui, uma perspetiva de investimento no nosso concelho, certamente serão recebidos de braços abertos, mas sempre tendo em conta que, primeiro os da nossa terra, para depois podermos investir em quem vem de fora”, disse, destacando, porém, que “nesta fase, não vejo nenhum espaço ou campo da autarquia disponível para ceder. Neste momento, as infraestruturas desportivas estão bem preenchidas”, concluiu o autarca.