Prometendo “colocar mais seriedade na política”, Fernando Mota é o candidato do Chega à autarquia ribeiragrandense. Com a forte convicção de que é “a alternativa de confiança”, o empresário no setor da agropecuária alerta que a Ribeira Grande é um concelho “sem honra, sem glória e sem esperança” e que exige “uma atenção voltada para as pessoas e não para obras de fachada ou vaidades pessoais”. Assumindo ter o “dever de dizer chega e rumar a um novo paradigma”, Fernando Mota revelou que algumas das suas prioridades estão focadas na criação de incentivos à formação e de respostas sociais, entre outras propostas que garante que “trarão conforto, oportunidades e soluções para os problemas do dia-a-dia”.

 

 

 

Como surgiu o convite e porque decidiu candidatar-se ao cargo de presidente da Câmara Municipal da Ribeira Grande?

Aceitei, no sentido de renovar a política. As pessoas sabem quem eu sou. Sabem de onde venho. Chegou a hora de dar o meu contributo, para a dignidade do nosso concelho. Estou a colocar mais seriedade na política, porque os políticos e candidatos atuais, não são bem aceites e com qualidade.

 

Quais são as principais motivações da sua candidatura?

Nas circunstâncias atuais, a constatação relativa à dignidade e honra dos políticos do nosso concelho, determinaram a minha participação. Proponho-me a dar resposta aos problemas da pessoa e, nos superiores interesses do concelho, não poderia ficar parado. O meu carácter impele-me a tomar uma posição, onde vai prevalecer o meu contributo social, em prol de todos e de cada um em particular. Os candidatos devem estar acima de qualquer suspeita na sua conduta no passado, no presente, como para futuro. O concelho da Ribeira Grande exige uma atenção voltada para as pessoas e não para obras de fachada ou de vaidades pessoais. A autarquia deve pautar a sua conduta de forma séria e responsável, gerir os dinheiros públicos de forma correta e transparente, em prol dos munícipes.

 

Como avalia o trabalho que o atual executivo tem realizado ao longo dos últimos oito anos?

Não só nos últimos oito anos, mas, também, desde 2009. O concelho está estagnado, parado, inerte, submisso e sem vida. Sem honra, sem glória e sem esperança. Não é um concelho de referência regional ou nacional a não ser pelos piores motivos, provocados pelos mesmos na política local. Temos que perceber o que nos trouxe até aqui, a este estado letárgico e catastrófico. Querem fazer parecer que não existe alternativa, mas ela existe e eu sou a alternativa de confiança.

 

Como vê a evolução do concelho da Ribeira Grande nestes últimos anos? O que teria feito de diferente?

O orçamento da Câmara Municipal, para este ano, é vinte e quatro milhões e seiscentos mil euros. Mais de mil euros por eleitor, ou seja dois mil e quinhentos euros por voto. Os fatores de desequilíbrio social do concelho da Ribeira Grande são estruturais. São exteriores aos munícipes, macrossociais e persistem no tempo. Os atuais e anteriores gestores do nosso concelho, persistem numa maneira habitual e constante de reagir com os mesmos resultados, que nos trouxeram ao momento atual. É necessário uma qualidade distintiva de gestão, de dignidade e formação moral. Um modo de ser, de parecer e de aparência, como resposta a uma série de desafios e que permite, por comparação, situar-me numa categoria diferente. Os seus valores e firmeza moral definem a coerência das suas ações, do seu procedimento e comportamento. Proponho uma solução governativa capaz de ultrapassar o descrédito, por condutas desonrosas dos partidos, que governaram o nosso concelho, ao longo dos últimos doze anos. Se não fizeram até agora, não vai ser agora que dizem que vão fazer diferente. Eu faria diferente, pois, acima de tudo, tenho credibilidade e honorabilidade na ação. Trabalho todos os dias. Irei trabalhar, todos os dias, para que o munícipe tenha orgulho em pertencer a este concelho. Digo a verdade e sou justo com aqueles ao meu redor. Conheço bem esta terra que me viu nascer e crescer. Nada vale mais a pena do que corresponder àquilo que o eleitor espera de nós. Tenho o dever de dizer chega e rumar a um novo paradigma.

 

Se for eleito, o que anseia concretizar durante o seu primeiro mandato, em prol do desenvolvimento da população e do concelho?

Seremos aquilo a que demos atenção e proponho-me a fazer, agora, a coisa certa. Pensar a pós-pandemia, significa pensar e criar condições para o emprego, como apoiar as prestações bancárias, como apoiar as famílias e comparticipar nos custos com a água, luz, saneamento e taxas em vigor, nomeadamente, no mercado municipal. O que as pessoas querem e o que as pessoas esperam são respostas e soluções para os seus problemas e eu tenho propostas e soluções e conheço as pessoas. Como presidente, podem contar com a participação na concretização de projetos, não de fachada, mas necessários para o concelho. Não me interessam modas, mas sentido de justiça e humanidade.

 

Em caso de vitória, pode mencionar alguns projetos que serão implementados nas áreas da educação, saúde, desporto, cultura, ação social e ambiente?

Acima de tudo, é aquilo que o concelho precisa. A taxa de pobreza do concelho está diretamente relacionada com a oferta do mercado de trabalho. A formação, no seu todo, surge como um motor e alavanca na elevação social, para uma educação igualitária na conquista de um patamar mínimo de dignidade. São projetos inovadores e estruturantes para o concelho da Ribeira Grande e, em algumas valências, podem ser alargados a toda a Ilha de São Miguel e Arquipélago dos Açores. Apresento projetos a implementar, que passam por constituir uma Fundação, maioritariamente, detida pela autarquia, com objetivo de criar, desenvolver, acolher, divulgar a mobilidade social. Terá a participação de outros parceiros sociais. Englobará o Serviço de Apoio ao Cuidador Informal, Centro Referência para a Resiliência Comunitária, Centro Adictos e Dependências e Centro de Formação, destinado à capacitação turística, na área da pesca desportiva e níveis adequados de escolaridade, por integração e combate ao abandono escolar. Um novo Mercado Municipal do concelho, para o século XXI, com inovação e qualidade, transformando-se numa referência cultural da vida profissional. Na área social, tenho propostas de soluções que mitigam as necessidades básicas e permitem o acesso a cuidados básicos de saúde. Aumentar a resposta social, participando na criação de Rendimento Básico Incondicional, para elevar a empregabilidade. Tenho respostas em habitação para classe média e média baixa, ou para quem tem rendimentos mais insuficientes, para, sozinhos, construírem a sua habitação. Arrendamento com opção de compra e cedência de lotes para execução direta. Pretendo renovar, reformular e avaliar programas municipais de habitação e manter os apoios em termos sociais, culturais, de saúde e desporto. Em termos ambientais, contrariamente à ideia propagandeada de que investimento enterrado não dá votos, pois não se vê, proponho-me a melhorar, construir e criar soluções para o saneamento básico, estações de tratamento de águas residuais, melhorar e alargar o abastecimento de água e esgotos. Avaliar as reais razões quanto à qualidade das praias e bacias agrícolas, cheiros e qualidade do ar.

 

Que equipamentos ou infraestruturas acredita que enriqueceriam e proporcionariam melhor qualidade de vida na Ribeira Grande?

Construir os mais elevados padrões de índice de qualidade de vida, são todos os que permitam o crescimento com charme e encanto para se viver. Um concelho agradável e tranquilo em termos de educação, relacionamento social, participação cívica, ambiente e segurança.

 

Relativamente ao projeto autárquico que lidera para este concelho, pode falar-nos sobre a equipa que o está a acompanhar ao longo deste desafio?

Não sou um candidato perdedor, nem um candidato de faz de conta. Conto com pessoas honestas, sérias, honradas e trabalhadoras. Não são políticos de carreira, como algumas candidatas, nem acossados ou expulsos da direção do partido. Conto com uma equipa forte e coesa que, em tempo oportuno e sem qualquer impedimento legal ou outro, irá, comigo, gerir os destinos do concelho. Também, contarei com o contributo e disponibilidade de um conjunto de técnicos especialistas, para juntos, trabalharmos para o bem-estar de cada um e para o que cada um será chamado a participar.

 

Que mensagem gostaria de deixar à população?

Cada um é livre de fazer as suas escolhas, escolher as pessoas que são como elas e que sabem quem são e onde foram nascidas e criadas. A esta chamada todos devem responder, porque é muito urgente restaurar a dignidade do nosso concelho. Da minha parte, tenho propostas para a solução do problema de cada um e da comunidade, como um todo. São propostas que trarão conforto, oportunidades e soluções para os problemas do dia-a-dia. Eu tenho a minha profissão, que todos conhecem, e chegou a necessidade, o dever e a hora de dar o meu contributo social, para o bem do concelho, assim como outros que todos conhecem o fizeram antes de mim e de uma forma nobre, responsável e honrada. A cor partidária não é, nunca será e nunca poderá ser um entrave ao desenvolvimento e à aplicação de soluções, nas necessárias respostas para cada um. Não interessa o partido político, nem a cor, interessam as suas necessidades e as aspirações. As pessoas são diferentes, daí que o método de trabalho também seja diferente. Começamos com o meu método, confiança e seriedade. Os eleitores conhecem os candidatos à autarquia e podem avaliar cada um deles. Cada um dos meus adversários políticos tem o seu veículo político. Cada um tem o seu programa, mas, acima de tudo, cada um tem o seu carácter e a sua personalidade. Cada um carrega o seu passado e projeta o futuro. Cada um só pode colher o que semeia. Cada um que me apoia e que me escolhe vai participar no projeto e vai fazer a renovação da política no concelho. O assunto é muito sério. Estou preparado para provas maiores e honrar as verdades com a prática. Empresto a minha condição de simples cidadão, como sempre fui, num compromisso de honra para construir um Norte positivo. Não vence quem tem força. Vence quem se adapta. Eu sou o candidato a presidente, para o concelho da Ribeira Grande. A Ribeira Grande é a minha casa.

 

 

Lista candidata pelo Chega

  • Fernando Luís Hintze Ataíde Mota
  • Ricardo Jorge Nascimento Teixeira
  • Filipa Isabel dos Santos Lopes
  • João Manuel Martim Arruda
  • José António Carvalho Lindo
  • Márcia Natércia Costa Travassos
  • Valter Plácido Furtado
  • Ruben Manuel de Melo Furtado
  • Helena Margarida Garcia Inácio Rego
  • Luís Guilherme Carreiro Costa Hintze Mota
  • Jéssica Micaela Costa Travassos
  • Márcia Patrícia Nascimento Teixeira

 

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