A III edição da Noite de Pantas da Maia aconteceu no chamado “Domingo Gordo”, a 23 de fevereiro. A iniciativa organizada pela Casa do Povo da Maia através do Posto de Turismo tem cada vez mais a adesão, não só dos participantes no desfile, mas também daqueles que se juntam para assistir e fazer parte da animação pela noite dentro no Largo Dr. Fraga Gomes.

 

 A “Noite de Pantas” é uma festa carnavalesca organizada pela Casa do Povo da Maia, que pretende constituir aquela que é uma tradição secular e única da ilha de São Miguel. De acordo com alguns relatos dos mais antigos, há alguns anos as pessoas cobriam-se com lençóis brancos durante a noite, percorrendo as ruas e batendo às portas dos amigos e das famílias. No Domingo Gordo ou no dia de Entrudo, entrava-se nas casas mais abastadas da freguesia em busca de malassadas.

 De acordo com Daniel Pacheco, técnico superior de turismo, de forma sucinta, “as Pantas simbolizam fantasmas ou almas penadas que regressão ao nosso mundo para conviver com os vivos e festejar a época do Carnaval”. É uma tradição que sempre foi vivida na freguesia mas que agora, através do Posto de Turismo da Maia, deve ser levada mais longe, já que a realização desta iniciativa “é um plano para a promoção turística da freguesia”.

 Como disse Daniel Pacheco, “nós mantemos sempre a parte da tradição, mas juntamos a inovação”. Se na primeira edição o programa era menos vasto, na terceira já se tornou mais apelativo: para além da recriação histórica das Pantas pelas ruas da Maia – transversal em todas as edições -, “as forças vivas da freguesia”, como os BomboMania e a Lira do Espírito Santo da Maia, também participaram no desfile, havendo espaço para uma pequena exibição no final do mesmo.

A Associação Tradições (através dos grupos “Urro das Marés” e “Be Freak”, que proporcionaram um momento musical de percussão e gaitas de fole e outro de performance em andas) também animou o desfile e o serão, assim como grupos de dança que atuaram no largo. No entanto, a atenção principal foi para a novidade das edições da Noite de Pantas: um espetáculo de arte circense reuniu malabarismo e fogo, sendo este um momento protagonizado pelos “Fungis Magic Truxis”, a principal atração da noite.

Quanto à adesão das pessoas, está a olhos vistos que “tinha mais gente que no ano passado”, e que a tendência é a juntar cada vez mais pessoas. “Estamos muito satisfeitos porque os objetivos foram alcançados e tivemos uma grande adesão”, assegura Daniel Pacheco.

Para além das 40 pantas que ingressaram no desfile, a par das várias dezenas de “mascarados” que circulavam pelo Largo Dr. Fraga Gomes, mais de duas centenas de pessoas esperavam o final do desfile e início do serão naquele espaço. De ano para ano a “Noite de Pantas” reúne mais gente na Maia, na celebração de uma tradição que se quer prolongar.

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