Pedro Duarte assumiu no passado dia 5 de novembro a presidência da Câmara Municipal do Porto, pela coligação O Porto Somos Nós. A cerimónia teve lugar no Mosteiro de São Bento da Vitória e foi marcada por apelos à proximidade, ao diálogo e à preservação da identidade da cidade. Após a instalação dos órgãos autárquicos, decorreu a primeira reunião da Assembleia Municipal, na qual Marta Massada foi nomeada presidente.
O Mosteiro de São Bento da Vitória foi o palco da cerimónia de tomada de posse dos novos órgãos municipais do Porto, cujo início foi assinalado pela atuação da Banda Sinfónica Portuguesa. Foi perante uma sala cheia que Pedro Duarte assumiu a liderança da Câmara Municipal do Porto, afirmando que este é “o momento de agir” e lançando um compromisso claro, nomeadamente, que “é a hora de melhorar a vida dos portuenses”.
Eleito pela coligação O Porto Somos Nós, que reúne PPD/PSD, CDS-PP e Iniciativa Liberal, Pedro Duarte apresentou os princípios que irão orientar o novo ciclo autárquico. Destacou o diálogo, a transparência, a proximidade, a coragem e a visão de futuro como pilares fundamentais, explicando que “governar é criar as condições para que as pessoas sejam felizes”. Ao lado dos novos vereadores — da coligação, nomeadamente, Catarina Araújo, Gabriela Queiroz, Rodrigo Passos, Hugo Beirão e Matilde Rocha, do movimento independente, Jorge Sobrado, do Partido Socialista, especificamente, Manuel Pizarro, Fernando Paulo, Francisca Fernandes, Jorge Garcia Pereira e Marta Sá Lemos, e do Chega, com Miguel Corte-Real, garantiu que o executivo trabalhará com espírito construtivo e abertura.
A cerimónia foi inaugurada com a intervenção de Sebastião Azevedo, presidente cessante da Assembleia Municipal, que recordou o desenvolvimento vivido desde as tomadas de posse de Rui Rio e Rui Moreira, homenageou todos os cidadãos que contribuíram para esse percurso e realçou a importância da participação democrática nas eleições de 12 de outubro. Olhando para o futuro, Sebastião Azevedo assegurou que confia plenamente na liderança de Pedro Duarte, reforçando que “não lhe faltarão qualidades para fazer o Porto progredir”.
Após o juramento de honra, Pedro Duarte tomou a palavra e recordou a herança deixada por Rui Moreira, afiançando que “transformou profundamente o Porto, deu-lhe nova vida e projetou-o internacionalmente”. Contudo, reconheceu que ao crescimento se somaram novas dificuldades. “Com o desenvolvimento vieram também novas dores: a pressão sobre a habitação, a insegurança, a mobilidade limitada e desigualdades persistentes”, alertou. Para Pedro Duarte, estas questões tornam urgente “um novo ritmo, uma nova energia e uma nova atitude”.
Foi neste contexto que apresentou os grandes objetivos do seu mandato, comprometendo-se a garantir uma cidade segura, evidenciando que “o Porto deve ser um lugar onde se viva sem medo”. A mobilidade surgiu como prioridade, para que “o tempo seja devolvido às famílias” e para que a cidade funcione de forma mais ágil e sustentável. Outro objetivo central é o acesso generalizado a uma habitação justa e acessível, sublinhando que “ninguém pode ser empurrado para fora da sua própria cidade”.
Pedro Duarte pretende ainda reforçar a educação como motor de igualdade, promover um Porto verde e ambientalmente responsável, fortalecer a convivência social e garantir que a cidade é solidária com quem mais precisa. “O Porto tem de ser uma cidade onde todos tenham oportunidades, seja num bairro social ou num condomínio de luxo”, evidenciou o autarca.
Ao nível económico, o edil defendeu que é essencial “diversificar e proteger a base produtiva”, reduzindo a dependência do turismo e do imobiliário e apostando nas indústrias criativas, na inovação e no comércio de proximidade.
Na ocasião, o autaca frisou também a necessidade de o Porto se assumir como peça central na cooperação regional, liderando o Grande Porto e reforçando o papel do Norte na estratégia nacional.
Com a promessa de proximidade, Pedro Duarte encerrou a cerimónia sublinhando que “estarei nas ruas, nos bairros, nos mercados e nas escolas” e garantindo que a sua forma de governar passará por “ouvir mais do que falar”. E, perante os presentes, reafirmou a essência que o guiará ao longo do mandato, para “que o Porto nunca deixe de ser Porto”.
Com este novo executivo, a cidade entra num ciclo que pretende ser marcado por responsabilidade, ambição e humanismo. “O Porto é um sentimento de fraternidade”, disse o presidente, enaltecendo que “é com essa força que queremos construir um Porto maior, mais justo e mais feliz”.
Instalados os órgãos municipais, a Assembleia Municipal reuniu-se na Sala das Sessões dos Paços do Concelho, para eleger a nova Mesa. A votação uninominal resultou na eleição de Marta Massada como presidente, com 26 votos na lista A, 18 na lista B, apresentada pelo Partido Socialista, e um voto em branco. A composição deste órgão foi completada por Gonçalo Mayan Gonçalves e Teresa Vilas Boas, que assumiram a primeira e a segunda secretaria, respetivamente, tendo sido eleitos com 26 votos na lista A, 18 na lista B e um em branco e com 28 votos na lista A, 16 na lista b e um em branco, por esta ordem.
Na sua primeira intervenção, Marta Massada disse assumir as funções “com sentido de responsabilidade” e ressaltou a honra de ser a primeira mulher a presidir à Assembleia Municipal do Porto. “O meu primeiro compromisso é servir a cidade que é a minha”, salientou.


