Carlos Miguel é um cantor natural de São João da Madeira, que adotou Vila Nova de Gaia como terra do coração. O autor do álbum “Um destino” e dos singles “Eu quero amar”, “Doido por ti”, “Contigo” e “Renascer” contou, em entrevista exclusiva ao AUDIÊNCIA, a sua história de vida, ressaltando a forma como o programa televisivo “Operação Triunfo” marcou o seu percurso musical e o incentivou a continuar a lutar pelos seus sonhos.

 

 

 

Carlos Miguel, quando surgiu a sua paixão pela música?

Eu tinha cerca de cinco anos quando surgiu a minha paixão pela música. A minha mãe tinha um cabeleireiro em São João da Madeira e o meu pai empreendeu negócios em Angola. Eu tinha, então, uma ama e o marido dela era professor de música e tinha muitos instrumentos na sua cave, então sempre que ele chegava do trabalho, que era por volta das 19 horas, levava-me para lá e eu acho que foi aí que nasceu o meu “bichinho” da música. Posso dizer-lhe que eu estava sempre ansioso para ir para a bateria ou pegar na guitarra e no microfone.

 

Como e quando começou a sua carreira musical?

Eu sou de São João da Madeira e cheguei a ter lá uma banda, onde comecei a tocar bateria e percussão e também fiz alguns coros. Mais tarde mudei-me para Espinho, onde estive, nomeadamente, numa banda, que me deu mais experiência e participei no programa televisivo “Operação Triunfo”. Na verdade, a “Operação Triunfo” motivou-me para aquilo que eu queria fazer na vida. Na primeira fase do casting que fizeram no Porto, participaram mais de 300 pessoas, mas, nessa manhã, só fomos selecionados 30 concorrentes para a fase seguinte, da qual só passamos 15. Na altura, eu gostava de me ouvir, mas ainda não tinha confiança e motivação para ir em frente e esse foi, verdadeiramente, o pontapé de saída para começar a cantar, pois, nesse momento, percebi que a música ia acompanhar-me para sempre, independentemente do rumo que tomasse a minha vida. Então, comecei a dedicar-me à música e ao canto e ingressei na Escola de Jazz do Porto, onde estive um ano. Eu ingressei em algumas bandas, também cantava em bares e até já fazia a entrada de espetáculos de vários artistas, quando o empresário António Gomes, que está ligado à Espacial, em Lisboa, me deu a oportunidade de, aos 22 anos, lançar o meu primeiro álbum. “Um destino” foi o meu primeiro álbum e a concretização do sonho de qualquer artista.

 

Se pudesse destacar um momento da sua carreira, qual seria?

Se eu pudesse destacar um momento seria antes da minha carreia, isto é o momento em que temos a ambição de gravar o primeiro álbum e quando gravei, em 2012,”Um destino”, fez algum sucesso e comecei a ir às comunidades, também, na Suíça, França e Andorra.

 

O Carlos Miguel lançou um disco intitulado “Um destino” e vários singles. Pode falar-me sobre eles?

Depois do álbum de 2012, eu fiquei quatro anos sem gravar, mas depois lancei um tema que se chama “Doido por ti”, o “Eu quero amar” e, mais tarde, depois lancei o “Contigo” e, agora, o “Renascer”. Eu penso que o tema que teve mais sucesso, até mesmo junto das comunidades portuguesas, foi “Eu quero amar”, mas o tema que tem assim mais a ver comigo, pelas influências latinas, é o “Contigo”, que é cantado, também, em espanhol. Na minha opinião, o “Contigo” foi muito bem conseguido, embora não tenha tido tanto sucesso, nem tanta aceitação como o “Eu quero amar”.

 

Recentemente, lançou o single Renascer, cuja letra é da autoria de Sílvia Pinto. Qual é a relevância deste tema? Qual é a mensagem que pretende transmitir?

A mensagem é de esperança para todos, nestes momentos difíceis. Portanto, este tema evoca a importância de reviver, depois desta situação pandémica, que foi inesperada para todos, e fala sobre a mudança no mundo, destacando a relevância de nunca desistirmos, lutarmos e sonharmos. Eu espero não continuar a cantar sozinho e poder a continuar a desfrutar daquilo que eu mais gosto de fazer. Eu acho que se pudermos fazer o que mais gostamos, somos mais felizes. “Renascer” é uma mensagem de esperança, de que tudo vai melhorar para toda a gente e de que está na hora de seguirmos em frente.

 

Qual é o seu maior sonho?

O meu maior sonho é ser feliz. Em relação à música, é fazer o que eu mais gosto e ir até onde me deixarem, pois o céu é o limite. Contudo, Eu não me posso queixar, porque, até agora, tenho conseguido, nos últimos anos, fazer o que mais amo.

 

Quais são os seus projetos para o futuro?

Ir lançando novos temas e fazendo novos singles.

 

Qual é a mensagem que pretende transmitir?

O público pode acompanhar-me através da página Carlos Miguel Oficial, no Facebook, e no Instagram carlosmiguelof.

 

 

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