A Portugal AVC – União de Sobreviventes, Familiares e Amigos inaugurou, no passado dia 29 de outubro, no Península Boutique Center do Porto, a 1ª Exposição Coletiva de Pintura, com obras de nove sobreviventes de AVC, oriundos de diversos pontos do país. A iniciativa inseriu-se nas comemorações do Dia Mundial do AVC e contou com o apoio do Península Boutique Center do Porto e da Cooperativa de Atividades Artísticas – Árvore.

A 1ª Exposição Coletiva de Pintura da Portugal AVC – União de Sobreviventes, Familiares e Amigos foi inaugurada no passado dia 29 de outubro, data em que se assinalou o Dia Mundial do AVC, contemplou 33 obras, da autoria de Afonso Costa Gonçalves, Antoinette Houssiaux, Emídio Fernando Ferreira Lima, Fernando Cardoso Santos, José Fernando Silva, José Santos, Júlio Campos, Luís Oitavén Rodrigues e Manuela Monteiro, e esteve patente no Península Boutique Center do Porto até ao dia 17 de novembro.

António Conceição, presidente da Portugal AVC, explicou ao AUDIÊNCIA que a ideia para a exposição surgiu “porque descobrimos que existiam algumas pessoas que começaram a pintar depois do AVC e reunimos nove desses sobreviventes, mas até podíamos ter reunido mais. Portanto, os quadros são da autoria de pessoas que descobriram a pintura depois do AVC, que descobriram esse dote e, simultaneamente, que descobriram que pintar lhes dava algum bem-estar, alguma tranquilidade”, sublinhando que “a pintura exerce um papel importante no processo de reabilitação de alguns sobreviventes de AVC e com esta exposição pretendemos valorizar o trabalho e as obras destas pessoas, de forma a mostrar que, mesmo eventuais sequelas, podem não impedir a realização pessoal, também através da arte”.

O presidente da Portugal AVC aproveitou ainda a ocasião para anunciar que “esta é uma exposição que nós queremos replicar mais vezes, em mais lugares” e, por isso “nós procuramos deslocar, digamos assim, esta exposição até outros pontos do país, como mais um exemplo de superação possível aos sobreviventes de AVC”, porque “ela é muito importante, antes de mais nada, pela valorização das pessoas, para que as pessoas sintam que quando acontece um AVC podem ter perdido alguma faculdade, mas o que ficou foi muito mais do que o que eventualmente se perdeu. Portanto, é importante para a integração, para a valorização do trabalho e para a valorização das próprias pessoas e nós achamos que era uma iniciativa que fazia sentido”.

Para além desta iniciativa, a Portugal AVC tem dinamizado diversas ações por todo o país, com o intuito de sensibilizar a população para a prevenção do AVC e, sobretudo, “de contribuir para encontrar respostas às necessidades sentidas pelos sobreviventes e cuidadores, dando-lhes visibilidade, e querendo favorecer a integração plena na sociedade”.

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