“QUERO QUE CADA MAFAMUDENSE SINTA QUE TEM VOZ”

Médico do Serviço Nacional de Saúde e com um percurso de vida fortemente enraizado em Mafamude, Gustavo Gama é o candidato da coligação Gaia Sempre na Frente à presidência da Junta de Freguesia. Em entrevista exclusiva ao AUDIÊNCIA, o social-democrata afirmou estar comprometido com a comunidade, destacando que acredita que o território precisa de uma nova ambição, capaz de devolver à população o orgulho de pertença e de responder às necessidades quotidianas, desde a mobilidade e sustentabilidade urbana até à segurança, assim como ao reforço do apoio social e cultural. Com a promessa de uma gestão próxima, participativa e inovadora, o candidato garantiu que quer transformar a descrença em confiança, sublinhando que “acredito que posso ser um presidente mais próximo dos mafamudenses”.  

 

 

Como se descreve enquanto cidadão?  

Sou um cidadão comprometido com a minha comunidade, com um forte sentido de responsabilidade social e de serviço público. Enquanto médico do Serviço Nacional de Saúde, nos Cuidados de Saúde Primários e Serviço de Urgência, aprendi a valorizar a escuta ativa, a proximidade e a capacidade de procurar soluções para problemas concretos das pessoas. 

 

Como e quando ingressou no mundo da política?  

A política sempre me despertou interesse desde tenra idade, quem acompanhou o meu trajeto pode confirmar isso mesmo, desde familiares, amigos e professores. No entanto, apenas efetivei a militância na JSD, em 2009, com 22 anos, por iniciativa própria, com mais três amigos, após frequentarmos algumas iniciativas organizadas pelo partido. 

 

Como descreve o seu percurso até então?  

Cresci e vivi no coração de Vila Nova de Gaia, na apelidada “Torre das Camélias”. Do Infantário Açafate, à Escola do Cedro, passando pela Escola Soares dos Reis até ao Liceu de Gaia, cada canto destas escolas tem memórias vivas da minha infância e juventude. Recordo as manhãs de catequese na Paróquia de S. Cristóvão de Mafamude e as tardes de piano e guitarra no Conservatório de Gaia. No desporto, pratiquei várias modalidades, natação no Clube Náutico de Gaia, badminton na Escola Soares dos Reis, futebol no Vilanovense FC e basquetebol no FC Gaia. Mafamude além de ser a minha casa, formou-me enquanto homem, por isso, torna-se impossível falar de quem sou hoje, sem falar de Mafamude. 

 

 

Quais são as principais inspirações? 

As minhas maiores inspirações são os meus pais, que dedicaram as suas vidas à comunidade no Serviço Nacional de Saúde. O meu pai Carlos Gama, médico no Centro de Saúde das Camélias e a minha mãe Leopoldina Gama, enfermeira no Hospital Santos Silva e Centro de Saúde das Camélias. Do ponto de vista mais político, fui influenciado pelo meu avô António Leite, um histórico militante do PSD, em Chaves. 

 

O que o motivou a candidatar-se à presidência da Junta de Freguesia de Mafamude? 

A minha ligação com Mafamude não é apenas geográfica, mas sim umbilical. Além de ser a minha casa, tornou-me na pessoa que sou hoje. Foi em Mafamude que aprendi, lutei pelos meus objetivos e sonhei. Quero retribuir com compromisso, trabalho e espírito de missão tudo aquilo que a freguesia me deu nestes 38 anos. Acredito que posso ser um presidente mais próximo dos mafamudenses, um garante do diálogo com todos e de estabelecimento de pontes nas mais diversas áreas de competência da Junta e dos novos desafios que enfrentamos. 

 

Se for eleito, que visão tem para a freguesia nos próximos anos? De que forma visa contribuir para a melhoria da qualidade de vida da população? 

Os mafamudenses anseiam pela mudança do atual paradigma, por um projeto que devolva o orgulho de ser mafamudense, ambicioso, preocupado com as questões sociais, com visão de futuro e que acompanhe a evolução das cidades inteligentes. Estar na linha da frente da mobilidade, sustentabilidade, digitalização e inovação. Pretendemos apostar em programas de prevenção e promoção da saúde, melhorar os espaços verdes, dinamizar atividades culturais e desportivas e reforçar o apoio social, sobretudo aos idosos, aos mais vulneráveis e cuidadores informais. Queremos promover também sustentabilidade urbana, a melhoria habitacional e a segurança. 

 

Quais diria que são as reais necessidades da população de Mafamude? De que forma pretende colmatá-las?  

As principais necessidades passam pelas preocupações do dia a dia dos mafamudenses e enunciadas na pergunta anterior. Destacaria alguns pontos diferenciadores do nosso programa, começando pela proximidade, ir de encontro aos mafamudenses, prevenir e não atuar apenas nos problemas. Para isso, vamos criar um Balcão Digital, uma aplicação móvel, para reportar ocorrências e implementar o Programa “Cuidar Mafamude”, para manutenção regular e requalificação do espaço público. Queremos respostas sociais eficazes para os idosos e famílias em dificuldade, incentivar à solidariedade intergeracional, estabelecendo um compromisso com os jovens que procuram oportunidades e os séniores que merecem envelhecer com dignidade, criando uma Bolsa de Voluntariado e Academia Sénior. Na área da mobilidade e transportes, vamos pugnar por soluções na melhoria dos transportes públicos, estacionamento em interfaces modais, zonas residenciais e comerciais, assim como a revisão dos atravessamentos pedonais, circulação rodoviária e sinalização. Quando à temática da segurança, vamos criar um Fórum de Segurança Local, em que iremos promover reuniões regulares entre a Junta de Freguesia, a Polícia Municipal e a PSP. 

 

Quais os principais desafios que conta enfrentar?  

O maior desafio é transformar a descrença em participação. Muitas pessoas sentem que a política não muda nada no seu dia a dia, e isso afasta-as. A minha missão é provar o contrário. Quero que cada mafamudense sinta que tem voz, que pode participar nas decisões e que a Junta está ao seu lado. Só assim conseguiremos criar soluções duradouras e uma comunidade mais unida. 

 

Como vê a evolução do trabalho desenvolvido pelo atual executivo ao longo dos últimos anos?  

Durante o trabalho realizado pelo Partido Socialista na Junta de Freguesia de Mafamude, que culmina agora 12 anos de gestão, tivemos oportunidade para discordar e apresentar diferentes caminhos, enquanto oposição nestes anos. Dada a dimensão da freguesia e a sua idiossincrasia, consideramos que será possível fazer mais e melhor com a mudança que todos esperamos no dia 12 de outubro. 

 

Que mensagem gostaria de deixar à população? 

Juntos vamos avançar Mafamude.