“NÓS SEREMOS OS PRIMEIROS A DEFENDER OS INTERESSES DOS MAFAMUDENSES”

Eleito presidente da Junta de Freguesia de Mafamude a 12 de outubro pela coligação Gaia Sempre na Frente e empossado a 4 de novembro, Gustavo Gama iniciou o mandato com o objetivo claro de reforçar a proximidade entre a autarquia e os cidadãos. Médico de família, natural da freguesia e profundo conhecedor do território, o autarca falou, em entrevista exclusiva ao AUDIÊNCIA, sobre os primeiros desafios no cargo, as prioridades sociais e orçamentais e a importância do trabalho em rede com as instituições e a Câmara Municipal de Gaia. Traçando a sua visão para os próximos quatro anos, o edil revelou que anseia um futuro mais inclusivo, inovador e solidário em Mafamude, assente na transparência da gestão e na defesa intransigente dos interesses dos mafamudenses. 

  

Quem é o cidadão Gustavo Gama? 

Eu tenho 38 anos, nasci e cresci em Mafamude e tenho uma ligação muito grande à freguesia. Fundamentalmente, percorri todo o meu percurso formativo e educacional, desde o infantário, às diferentes escolas por onde passei na Freguesia de Mafamude, às modalidades que pratiquei, fosse no Vilanovense ou no Futebol Clube de Gaia. Portanto, conheço muito bem aquilo que é a realidade do território. Depois, tive a oportunidade, também pela ambição pessoal de tirar medicina e exerço funções no município de Gaia. Portanto, tanto eu, como os meus pais e grande parte da minha família, temos uma vivência na freguesia, como tal, existe esta ligação, proximidade e conhecimento do território. Portanto, o cidadão Gustavo Gama é isso mesmo, é um médico de profissão que fez todo o seu percurso na freguesia e, portanto, acompanhou tudo aquilo que foi o processo de crescimento, formativo, de aquisição de princípios e de valores, ou seja, e se hoje o Gustavo Gama está aqui enquanto presidente de Junta, esse percurso foi feito também com os mafamudenses e dentro da freguesia de Mafamude. Abracei obviamente o desafio e estou a repensar aquilo que é a minha vida também pessoal e profissional, no sentido de me envolver a 100 por cento na Junta de Freguesia, mas não caí propriamente aqui de “paraquedas”, tenho um conhecimento real das pessoas e do território, portanto acho que isso também é uma mais-valia neste cargo.  

 

O que o levou a candidatar-se à Junta de Freguesia de Mafamude? 

Eu já sou militante do Partido Social Democrata há alguns anos, também fiz parte de várias estruturas do partido até o momento, e recordo também que, em 2017, já tinha sido candidato, na altura, à União de Freguesias de Mafamude e Vilar do Paraíso, contra o João Paulo Correia, que na altura venceu as eleições e que, entretanto, agora até foi candidato à Câmara de Gaia, mas já nessa altura abracei o desafio com vontade de perceber que poderia ser uma maneira diferente de fazer política, e esta dita política de proximidade a nível de Junta. Na altura perdemos, mas independentemente de termos perdido assumimos, e eu em concreto assumi, a liderança da bancada da oposição. Portanto, já aí deu para constatar muito do que era o dia a dia da própria Junta, as temáticas que eram debatidas, e, portanto, nos últimos anos, fomos acompanhando aquilo que se ia passando na Junta, dando também os nossos contributos, aliás, muitas das propostas que nós fazíamos, na altura não foram aceites, mas se calhar hoje em dia podemos concretizar. É importante relembrar que os executivos anteriores, que lideraram entre 2017 e 2021 e 2021 e 2025 tinham maioria, logo, aquilo que era discutido na Assembleia, era documentado, mas era muito difícil ver concretizadas as medidas que nós defendíamos. Atualmente, temos essa possibilidade, não temos para já uma maioria, mas vamos procurar dialogar com todos, no sentido de conseguirmos concretizar essas mesmas propostas e medidas anteriores e as outras que fomos acrescentando, nomeadamente no programa eleitoral que apresentamos nas últimas eleições.
 

Como é que descreve os primeiros dias à frente dos destinos da Junta de Freguesia de Mafamude? 

Os primeiros dias ao nível da Junta de Freguesia foram, de facto, bastante desafiantes, porque é preciso reconhecer que tanto eu como os restantes elementos do executivo, nunca estivemos no executivo de uma Junta de Freguesia. Portanto, há aqui alguma novidade naquilo que é o dia a dia da própria Junta. Claro que nós sabemos que o quotidiano é feito pelos funcionários da Junta de Freguesia, muitos dos quais estão cá há variadíssimos anos, e são eles que nos têm ajudado muito nesta fase inicial. O executivo anterior esteve 12 anos.  Nós estamos aqui há cerca de seis semanas e, portanto, se calhar problemas que ficaram por resolver nos últimos 12 anos, nós não vamos conseguir resolvê-los em seis semanas. Mas, obviamente, que a nossa intenção é perceber qual é o ponto de partida, estar a par dos diferentes dossiês e, a partir daí, poder desenvolver aquilo que nós consideramos serem as nossas prioridades, porque temos quatro anos para concretizar aquilo a que, de certa forma, nos comprometemos em campanha eleitoral com os mafamudenses. Como tal, eu diria que os principais desafios dos primeiros dias na Junta de Freguesia estão também relacionados com a questão da desagregação de freguesias, que levou a que, do ponto de vista até burocrático, houvesse uma série de circunstâncias que tiveram de ser agilizadas, assim como algumas surpresas que fomos tendo pelo caminho, de compromissos previamente estabelecidos que também estamos a tentar resolver. Posso dizer-lhe que tem sido bastante trabalhoso, porque até ao dia das eleições eu não sabia que iria ganhar a Junta, portanto alguns compromissos que eu tinha assumido, até do ponto de vista profissional, eu ainda estou a tentar assumir até ao final do ano, porque não queria deixar também as pessoas que trabalhavam comigo na mão. Logo, tenho feito, a título pessoal, esta gestão, mas, com vontade e com motivação conseguimos concretizar aquilo que são as nossas intenções e aquilo que projetamos também para os próximos anos. 
 

Falando a curto prazo, quais são as principais prioridades neste momento? 

Posso dizer-lhe que a nossa prioridade foi desenvolver um orçamento para dois meses, nomeadamente novembro e dezembro, assim como definir o orçamento para 2026 e para conseguirmos fazer estes dois orçamentos precisamos de nos inteirar de vários dossiês e é esse trabalho que tem vindo a ser feito, no sentido de manter aquilo que são os compromissos também da própria Junta e não deixar, de certa forma, ninguém para trás. Portanto, acho que as grandes prioridades, nesta fase, têm sido do ponto de vista orçamental e tendo também em conta, por exemplo, nesta fase, dois momentos que também têm sido importantes e que nós já apanhamos um bocadinho a meio, e que não conseguimos planear porque só entramos em funções a 4 de novembro, que foi o Magusto, porque várias instituições fizeram celebrações, assim como nós, na Junta de Freguesia, tal como já era tradição com os idosos do Centro de Convívio. O outro momento, é a época natalícia, para a qual a Junta de Freguesia também prepara algumas iniciativas. Relativamente às pontuais solicitações que têm sido feitas também para o presidente da Junta, em concreto, estar presente, eu tenho feito questão de o fazer e, de facto, já têm sido muitas, pois temos muita gente que quer falar connosco. Outra questão importante passa por conhecer nomeadamente aquilo que é a estrutura da Junta, ao nível de funcionários, daqueles que trabalham no dia a dia da autarquia, desde o secretariado à equipa que temos na rua. As propostas a curto prazo, nesta fase, têm um cariz mais social, dado à quadra natalícia e já têm sido feitas algumas diligências nesse sentido. Nós, acima de tudo, quando entramos, claro que nós queremos impor algum do nosso cunho enquanto um executivo diferente e não é isso que está em causa, ou seja, nós respeitamos aquilo que foi feito, respeitamos o legado e queremos aproveitar tudo o que sejam as boas iniciativas que já vinham de trás e, se possível, fazer novas iniciativas e propor outro tipo de ideias e de projetos. Aqui, nesta fase, por exemplo, há compromissos que já vinham também de trás e todos os anos e temos aqui a questão, por exemplo, do Natal Solidário, que é algo que tem sido feito por parte da Junta, que nós queremos tentar manter e, obviamente, como isso implica também um custo financeiro, teve de ser pensado e adequado em função do orçamento que nós fizemos para estes dois meses. Portanto, o nosso objetivo é tentar manter alguns dos compromissos que já estavam previamente estabelecidos, se possível melhorá-los e adaptá-los àquilo que nós consideramos ser o mais adequado e, a partir daí, tentar não só concretizar, mas ir ao encontro daquilo que eram situações que já estavam previamente estabelecidas e que fazem sentido, como o Magusto, o Natal Solidário, a entrega de cabazes aos mais desfavorecidos, a realização também de um lanche que costuma haver no Natal, também com os idosos, e o Mercado de Natal no Largo Estevão Torres.  

  

Quais são as principais linhas de atuação da Junta de Freguesia no apoio social à população? 

Nós queremos sempre ajudar todos aqueles que têm maiores dificuldades e a tal pobreza muitas vezes envergonhada, assim como aqueles que se calhar não sabem onde recorrer e a forma como chegar às entidades competentes para o fazer. E, portanto, nós, no fundo, o que queremos é ajudar as pessoas que estejam numa situação de fragilidade e que a Junta possa permitir não só que a pessoa seja retirada dessa situação de fragilidade, mas poder dar-lhe alternativas e oportunidades às quais se possa agarrar, para também melhorar a sua vida. Depois, por outro lado, nós hoje em dia também temos uma situação que tem de ser muito bem gerida a nível da sociedade, que é o facto de termos novos residentes, temos a questão da imigração, que também é algo que nos preocupa neste regime também de convivência e de ajuda a essas mesmas pessoas, porque se vieram para Mafamude, foi à procura de uma oportunidade e, portanto, querem melhorar as suas vidas e a Junta quer ser, obviamente, parceira de todos aqueles que residem, que trabalham, ou que, inclusivamente, tenham escolhido Mafamude como a sua nova casa, no fundo. Agora, nós temos uma grande vantagem, porque nós, quando fizemos a campanha eleitoral, tivemos o cuidado de visitar as instituições em geral, as escolas e as coletividades, assim como tentamos visitar ao máximo todas as infraestruturas da freguesia, não só para nos darmos a conhecer inicialmente, o que foi importante, mas, acima de tudo, nós já começamos a perceber as necessidades existentes e já temos esse levantamento feito, portanto agora também é muito mais fácil estabelecer as ditas prioridades na resolução daquilo que são os anseios dessas mesmas instituições, das escolas e daquilo que são as competências de uma Junta para resolver esses mesmos problemas. Também é importante nós trabalharmos, acima de tudo, em parceria com aqueles que estão no terreno e conhecem melhor a freguesia, nomeadamente, a nível social e escolar, de forma a não ser a Junta a sinalizar as situações a serem resolvidas, mas também a Junta a ser um veículo de receção desses mesmos problemas para a resolução dos mesmos.  

 

Que visão tem para o futuro da Freguesia de Mafamude? 

Portanto, a visão que nós temos para a freguesia é uma visão de proximidade e transparência, que foram compromissos que nós estabelecemos durante a campanha eleitoral, com algumas medidas também que já tivemos a oportunidade de apresentar, sendo que uma delas passa pela digitalização e inovação da própria Junta, do ponto de vista do funcionamento do secretariado, da forma de contacto entre aquilo que é o freguês e a própria junta, ou seja, não ser necessário apenas o freguês dirigir-se à Junta para resolver um problema, mas também o freguês conseguir resolver o problema digitalmente, por uma plataforma, por uma aplicação que nós também pretendemos criar, para a sinalização de problemas da própria freguesia, seja o buraco na rua ou o problema no passeio, portanto, inovar também nesse sentido. Acima de tudo, também não estarmos muitas vezes à espera que seja o cidadão a vir ter connosco, mas também nós irmos ter ao encontro daquilo que possam ser os problemas da própria freguesia, nomeadamente daqueles que são mais desfavorecidos, que estão isolados, que se calhar não sabem aquilo que também possam ser as competências de uma Junta e em que medida é que a autarquia pode ajudar na resolução dos seus problemas.
 

De que forma pretende reforçar a proximidade entre a Junta, os cidadãos, as instituições e as empresas? 

Nós já temos feito algumas reuniões e já temos juntado alguns grupos, no sentido de promover essa mesma proximidade. Há algo que nós dizemos sempre, que a nossa ideia é ir ao encontro daquilo que são as necessidades e os anseios dos mafamudenses, em geral. Agora obviamente que para isso acontecer tem de haver aqui uma dinâmica e pode levar o seu tempo a que isso seja concretizado. Mas, acima de tudo, eu confio naquilo que são as capacidades da equipa que está no executivo e que vai conseguir impor aqui uma dinâmica para que essa proximidade seja estabelecida e, como dizia há pouco, não só a proximidade vinda do cidadão para connosco, mas vice-versa. Posso dar um exemplo. Nós temos instituições que prestam apoio domiciliário, que têm algumas pessoas sinalizadas e que necessitam de ajuda. Neste sentido, se Junta também trabalhar pode ser uma forma de ajudar ainda mais pessoas e de sinalizarmos ainda mais casos. Há várias formas também de o fazer, podemos ter parcerias não só com as instituições e as coletividades, como com os próprios centros de saúde da freguesia, que também são instituições que obviamente sinalizam as pessoas, nomeadamente, dependentes e que necessitam de cuidados domiciliares. Portanto, acho que, acima de tudo, o que nós queremos é trabalhar em equipa, em comunidade, no sentido de que essa proximidade seja melhor estabelecida. 

 

Que medidas pretende implementar para implementar os idosos, as pessoas em situação de vulnerabilidade e, também, as famílias? 

Nós temos um Gabinete da Ação Social que está entregue à doutora Dalila Afonso, que trabalha na Junta há bastantes anos e, por outro lado, temos um Gabinete de Inserção Profissional que nos ajudam naquilo que podem ser políticas sociais. Muitas delas já estão previamente estabelecidas e aquilo que tem corrido bem obviamente é para manter, e aquilo que possam ser ideias da nossa parte dessa área social, vão ser obviamente articuladas com os dois departamentos já previamente estabelecidos, no sentido de procurar as melhores soluções, mas a Junta pode ser um motor dessas ações sociais e pode ser, no fundo, um elo de ligação entre as diferentes instituições. Portanto, aqui a ideia, mais uma vez, é trabalhar um bocadinho numa dinâmica de equipa, de grupo, porque também temos que ter consciência que do ponto de vista social havia muitos protocolos e parcerias estabelecidas com a própria autarquia, que também temos de perceber ao nível de Junta se irão ou não manter ou se vão ter algum tipo de alteração e, portanto, estamos dependentes dessas diretrizes superiores, mas daquilo que dependia da Junta, ou seja, aquilo que estava estabelecido e que tem corrido bem, é para manter e acima de tudo para melhorar, do ponto de vista social. Portanto,  temos um gabinete permanente a trabalhar na sinalização, na ajuda e nos mecanismos de emergência social.  Agora, o que queremos, acima de tudo, e isto também tem a ver um bocadinho com a minha parte profissional, que sou médico de família, é ver a realidade como um todo. Do ponto de vista social, não nos interessa só atuar na questão da pobreza, da necessidade de bens alimentares, ou o que seja, interessa-nos sinalizar, se não for a Junta, se forem as instituições também a ajudar a Junta a fazê-lo, muito bem. Aquilo que a Junta puder fazer, indo ao encontro dessas situações também de emergência, irá procurar fazê-lo, e acima de tudo, uma pessoa que está numa situação de vulnerabilidade, nós não queremos só ajudar pontualmente, respondendo à necessidade daquele momento, pois queremos poder possibilitar, com os mecanismos existentes, que essa pessoa consiga ter uma vida melhor, seja um emprego ou uma resolução de um problema jurídico. Portanto, a Junta pode tentar ser o elo de suporte dessas mesmas pessoas para melhorar a vida naquele momento, mas também a médio e longo prazo.

 

Uma boa relação com a Câmara Municipal de Gaia é imprescindível para a concretização de muitos projetos. 
Nós estamos a falar de uma freguesia altamente urbana e coincide curiosamente com a própria Câmara Municipal. Claro que há um grande interesse em que as coisas sejam partilhadas e sejam faladas. Obviamente que a Junta, sendo uma Junta que está desde o início, portanto desde a altura da realização das próprias listas para as eleições autárquicas de 2025, obviamente que é uma Junta que estará sempre articulada com aquilo que é autarquia e vice-versa. Portanto, tudo aquilo que a Câmara Municipal necessitar, da nossa parte, nós estaremos disponíveis. Nós seremos os primeiros a defender os interesses dos mafamudenses e da Junta de Freguesia de Mafamude em concreto. 

  

O Natal está a porta e já me falou sobre o Natal Solidário e sobre o Mercado de Natal. Que outras iniciativas serão promovidas, com o intuito de tornar esta quadra mais especial? 

Relativamente ao espírito natalício, eu costumo dizer muitas vezes que o Natal não devia ser uma vez por ano, devia ser todos os dias. Efetivamente, nós chegamos há pouco tempo, tudo aquilo que são as questões até natalícias e também vindas da própria Câmara, são compromissos que já foram estabelecidos há muitos meses. Portanto, os executivos anteriores é que se comprometeram com certas situações. Nós, neste momento, estamos a tentar salvaguardar aquilo que era feito anteriormente, que consideramos muito válido, pois não tempo nem flexibilidade financeira para fazer um grande investimento. Nós não vamos acabar com nada por decreto, pois aquilo que sejam boas iniciativas, vamos mantê-las. Contudo, claro que, se para o ano, com tempo e planeamento, tivermos a oportunidade, eventualmente, de mudar para melhor, obviamente depois teremos outro tipo de propostas. 

  

Quais são as suas perspetivas para o futuro?
Uma garantia que nós podemos deixar, acima de tudo, é que tanto eu como os restantes membros do executivo daremos tudo de nós, no sentido de irmos ao encontro daquilo que são as expectativas dos mafamudenses e as necessidades da própria freguesia. Nós não podemos concretizar em seis semanas aquilo que, se calhar, não foi feito nos últimos 12 anos pelos anteriores executivos. Portanto, nós temos quatro anos e temos essa expectativa e essa vontade, de concretizar aquilo que nós considerarmos necessário e importante para a própria freguesia, porque, dado que estamos em 2025, há muitas coisas que nós já nos temos apercebido que têm de ser melhoradas a vários níveis, nomeadamente, a questão do atendimento aos fregueses, a forma como se delegam determinados tipos de competências na resolução dos problemas dos próprios fregueses e queremos, acima de tudo, dar resposta a tudo aquilo que nos é solicitado, porque quem nos aborda por uma determinada situação, nós queremos dar uma resposta e queremos que os cidadãos tenham a perceção clara de que o trabalho é realizado, que aquilo que nos é sinalizado é tido em conta e que, acima de tudo, nós vamos procurar sempre a resolução dessa mesma questão. Para além da resposta, queremos obviamente resolver, mas só o facto do cidadão saber que nós temos noção daquele problema e que estamos a par e que queremos resolver, acho que também é uma grande salvaguarda para os mafamudenses perceberem também que essa proximidade existe e que nós estamos aqui para resolver os seus problemas. 

  

Qual é a mensagem que gostaria de transmitir à população? 

Quero agradecer aos mafamudenses a confiança que depositaram em nós para assumirmos este executivo e que tudo faremos para respeitar aquilo que é a história da própria freguesia e deixar também a nossa marca naquilo que serão os próximos quatro anos, nas mais diversas áreas.  Aproveito também para desejar umas boas festas a todos os mafamudenses. Para aqueles que têm mais dificuldades, a Junta estará aqui também para os ajudar e, como disse há pouco, vamos tentar proporcionar as melhores condições possíveis. A época natalícia é uma quadra especial, que envolve esta questão da paz, da união, da comunidade estar unida e a Junta de Freguesia quer procurar que não haja propriamente um mafamudense que possa dizer que esteve sozinho, ou que não foi apoiado, ou que teve dificuldades. Portanto, nós tudo faremos para que o Natal seja positivo para todos, naquilo que depender, obviamente, da Junta de Freguesia.