“RABO DE PEIXE – A VERDADEIRA HISTÓRIA” CHEGA À CMTV PARA DESMISTIFICAR ESTIGMAS

Depois do sucesso do livro “Rabo de Peixe – Toda a Verdade”, quase a alcançar a quinta edição, Rúben Pacheco Correia traz à televisão a investigação que fez sobre o famoso naufrágio de um veleiro carregado com cocaína, em 2001, nos Açores. A série documental de cinco episódios estreia a 12 de outubro, na CMTV, e promete desmistificar estigmas e revelar a verdade, contada pelos próprios protagonistas desta história.  

 

Mais do que um acontecimento policial, o caso do veleiro naufragado ao largo da Ilha de São Miguel, em 2001, com 750 quilos de cocaína, tornou-se um marco na memória coletiva dos açorianos. Associado a Rabo de Peixe, este facto inspirou a série da Netflix intitulada “Rabo de Peixe”, e foi, também, o ponto de partida para a investigação do escritor e empresário rabopeixense Rúben Pacheco Correia, que resultou no livro “Rabo de Peixe – Toda a Verdade” e, agora, na série documental “Rabo de Peixe – A Verdadeira História”, que se assume como sendo a primeira grande produção do género da CMTV. 

Com estreia marcada para 12 de outubro, às 19h30, a produção promete revisitar os factos e mostrar o que realmente aconteceu. “Entrevistei todos os protagonistas reais da história que assombrou São Miguel em 2001. A cada conversa, novas revelações e novos nomes surgiam”, revelou o autor, em entrevista exclusiva ao AUDIÊNCIA, que percorreu a Sicília, o Brasil e os Estados Unidos para ouvir testemunhos diretos. 

Uma das entrevistas mais marcantes e exclusivas foi com Antonino Quinci, considerado o principal protagonista do caso. “Fui até ao Brasil, entrevistei-o na prisão e, mais tarde, ele conseguiu fugir, sendo, atualmente, um foragido à justiça”, contou o empresário, sublinhando que o maior desafio foi convencer os intervenientes a falar. 

Ao longo de mais de dois anos de investigação, o escritor descobriu muito mais do que esperava. “Percebi que Rabo de Peixe tem pouco ou nada a ver com esta história”, ressaltou Rúben Pacheco Correia, afiançando que a vila rabopeixense “serviu de barriga de aluguer para contar uma narrativa que não lhe correspondia. Então, usei a história da droga do italiano para contar a verdadeira história de Rabo de Peixe e cheguei onde nunca pensei chegar, aos protagonistas de toda a história real que teve lugar na Ilha de São Miguel, em 2001. Descobri histórias incríveis que demonstram que a realidade, afinal, é bem mais dura do que a ficção”.   

O livro, que já vai na quarta edição e caminha para a quinta, conquistou leitores em Portugal e no estrangeiro. “Tive a oportunidade de, recentemente, fazer uma apresentação do livro em Bruxelas, numa livraria portuguesa junto da nossa comunidade, o que me deixou particularmente feliz. Esta viagem decorreu no âmbito de um convite dos eurodeputados Paulo Nascimento Cabral e Sérgio Humberto, onde, juntamente com o diretor editorial do Grupo Media Livre, participei num debate sobre o crescimento do consumo de drogas na Europa, em especial nos Açores. Aproveitamos o momento para apresentar o trailer do documentário no Parlamento Europeu e foi um sucesso vermos pessoas de várias nacionalidades a ver o documentário (legendado em inglês) e a reagir de forma positiva ao nosso trabalho. Esta, digamos, antestreia internacional do documentário criou-nos grandes expectativas, em relação ao lançamento da série documental”, enalteceu o autor.  

A série “Rabo de Peixe – A Verdadeira História” terá cinco episódios de 20 minutos cada e, após a estreia, estará no ar, às 21h30, até ao dia 16 de outubro. Depois da literatura, a televisão dá agora palco a uma história que promete prender o público português “e não só”.