O 13º Congresso da Juventude Socialista decorreu nos passados dias 15,16 e 17 de dezembro, no recinto da Associação Agrícola de São Miguel, na Ribeira Grande e contou com a intervenção de Ana Vitória Couto, presidente da JS/Açores, de Ivan Gonçalves, Secretário Nacional da Juventude Socialista, de Carlos César, presidente Nacional do Partido Socialista e presidente Honorário do PS/Açores, e de Vasco Cordeiro, presidente do PS/Açores, entre muitos outros.

Amadeu Dias, Secretário Nacional da Juventude Socialista, afirmou, no âmbito do 13º Congresso da Juventude Socialista, que um dos papéis mais importantes de uma Federação ou uma Região Autónoma é “ajudar ao desenvolvimento daquelas que são as estruturas autónomas da Juventude Socialista”, porque “se nós queremos verdadeiramente ter um papel decisivo em todas as instâncias do poder político temos de, dentro das estruturas jovens da nossa organização, ter um papel marcante e falo dos estudantes socialistas, seja no continente, ou nas Regiões Autónomas é fundamental que tenhamos jovens socialistas dedicados ao trabalho e, acima de tudo, à defesa dos direitos dos estudantes portugueses. Também temos, e hoje mais do que nunca é importante, de defender, aqueles que são os direitos dos trabalhadores”.

Amadeu Dias recordou ainda algumas das propostas que a Juventude Socialista dos Açores apresentou nos últimos anos e evidenciou que “na área do emprego, lançaram a proposta o ‘Estagiar P’, o Programa de Estágio Profissional; no fomento do emprego jovem, o programa ‘Integra Jovem’, o programa com mais incentivos para a integração dos jovens açorianos; lançaram também, tanto quanto sei, o ‘OPJ’ nos Açores, uma ferramenta de participação cívica fundamental para aquilo que nós ambicionamos conquistar, uma maior participação cívica de todos, independentemente do quadrante político; e por último, mas não menos importante, e até para acompanhar aquilo que tem sido a modernização do Estado português, a proposta para a agilização da implementação do voto eletrónico”.

“Nós somos, e bem, lembrados por aquele que é o partido político à esquerda mais responsável do nosso país, devemos orgulhar-nos disso, deixando, no entanto, uma questão de lealdade e compromisso àqueles que nos deram a mão no momento mais difícil dos últimos anos da atuação da política portuguesa, não esquecemos o papel e somos solidários quer com o Bloco de Esquerda, quer com o Partido Comunista, mas meus amigos deixem-me que vos diga, não há outra hipótese que não seja o Partido Socialista tomar a dianteira de todos os dossiês, seja em Portugal, seja na Europa, porque se há alguém que não reivindica só porque tem uma delegação à espera de resultados, é o Partido Socialista. Estamos habituados a governar com responsabilidade, demos provas disso nos últimos anos, e não vamos ficar reféns de qualquer uma esquerda que se revele tanto à esquerda, como ao centro, como muitas vezes à extrema esquerda”, referiu Amadeu Dias.

Vasco Cordeiro, presidente do PS/Açores, desafiou, ao longo da sua intervenção no 13º Congresso da Juventude Socialista, Ana Vitória Couto a lançar um “grande movimento”, independentemente da sua orientação partidária, que chame a juventude açoriana para “um debate sobre o valor da participação política e, desde logo, sobre a abstenção, sobre a importância da credibilidade e da fundamentação da atividade política, no fundo, um trabalho que possa também ajudar os Açores, a nossa autonomia e os açorianos a vencerem os desafios do futuro”.
O presidente do PS/Açores considerou essencial o “combate pela dignidade e pela dignificação do exercício da política”, o compromisso e a participação da Juventude Socialista, dos socialistas e de “todos aqueles que acreditam que é na política que reside a solução para os desafios” e apresentou exemplos do que considera ser um mau exercício da política.

“Quando nós temos uma deputada na Assembleia da República que, durante algum tempo, foi Secretária de Estado da Defesa e hoje se lembra de dizer que, por exemplo, a situação da Base das Lajes esteve esquecida, tem legitimidade política para o dizer? Com certeza! Mas falta-lhe a credibilidade e a legitimidade moral para esse tipo de posição, porque nunca fez nada do que devia, quando exerceu esse cargo”, salientou o líder dos socialistas açorianos, que acrescentou que “a mesma falta de credibilidade acontece, quando nós temos o líder do principal partido da oposição a clamar, agora, por questões relativas ao financiamento da Universidade dos Açores, quando foi com este mesmo líder que deputados do seu partido na Assembleia da República aprovaram orçamentos que cortavam no financiamento da Universidade dos Açores”.

Neste contexto, o presidente do PS/Açores frisou a “falta de legitimidade moral, falta de credibilidade para levarmos a sério essa posição que, consoante o Governo que está na República, diz uma coisa ou diz outra utilizando assuntos, importantes para os açorianos, como puras armas de arremesso político” e enalteceu a “capacidade de resistência que as açorianas e os açorianos tiveram, para fazer face a uma situação particularmente difícil”, depois de recordar a crise financeira internacional e as más opções políticas do anterior Governo da República.

 

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Vasco Cordeiro reconheceu a importância do XIII Congresso da JS/Açores ser “virado para o futuro” e reafirmou aqueles que são “os sinais claros de uma confiança e esperança renovadas no nosso futuro como povo”.

“Hoje vislumbramos, cada vez com maior clareza, os sinais dessa recuperação”, assegurou o líder dos socialistas açorianos, que explicou que “no primeiro trimestre de 2014 a taxa de desemprego na Região era de 18% e uma das mais altas do país, sendo que, atualmente, é de 8,2% e uma das mais baixas a nível nacional”.

Neste seguimento, o presidente do PS/Açores destacou ainda os dados do setor turístico, referentes ao terceiro trimestre, que dão conta de um aumento significativo no número de dormidas e dos proveitos, que já ultrapassam os 73 milhões de euros, mas alertou para o que ainda falta fazer no âmbito do emprego, do emprego jovem em especial, ou na qualidade do emprego que se cria na Região.

Vasco Cordeiro revelou ainda que a habitação, a educação e o combate à pobreza e à exclusão social, são outros desafios que pretende vencer e que conta, para esse fim, com o “inconformismo, a generosidade e a entrega da juventude açoriana”.

Ana Vitória Couto, presidente da JS/Açores, disse, aquando da sua intervenção no Congresso da Juventude Socialista, que “não queremos estar na política por estar, mas sim para fazermos parte de um novo projeto de transformação e de progresso, liderado pelo PS nos Açores”.

A nova líder da JS/Açores reconheceu que “os desafios de hoje são muito diferentes” e realçou que foi a governação socialistas que mudou a Região para melhor, referindo, a este propósito, os vários indicadores económicos e sociais que comprovam o novo ciclo.

Ana Vitória Couto considerou ser fundamental estabelecer um “diálogo competente e favorável”, em benefício dos Açores, dos jovens açorianos e de uma sociedade inclusiva e referiu que “hoje, ser jovem nos Açores e ter participação cívica e política, significa ter presente as especificidades geográficas, mas também as especificidades resultantes dos diferentes estádios da juventude”.

De acordo com a presidente da JS/Açores, a moção “Somos a Voz Ativa” pretende “constituir um ponto de partida para a reflexão e para o trabalho conjunto que os jovens socialistas terão de realizar, de forma particularmente saliente, nos próximos dois anos”, considerando que a Juventude Socialista quer ser e quer ter uma “voz mais ativa” em combates que não são um exclusivo político de nenhum partido ou força política de juventude, como é o caso do combate contra a abstenção e o reforço da participação cívica, dos jovens em particular.

A presidente da Juventude Socialista açoriana, fez ainda questão de aludir que é fundamental “investir na formação e qualificação política”, para além de assegurar a “indispensável representatividade junto dos órgãos partidários, de modo a garantir que “continuamos a ser os porta-vozes da juventude açoriana junto do PS e não apenas os porta-vozes do PS junto da juventude açoriana”.

Neste sentido, a JS/Açores vai realizar, nos próximos dois anos, em articulação com os órgãos de ilha do PS/Açores, ações de formação, de debate e de sensibilização política em todas as ilhas, que não vão ser destinadas apenas aos militantes.

O PS/Açores afirmou que vai ser lançada uma campanha abrangente de angariação de militantes nos 19 concelhos da Região, de forma a “aumentar o número de militantes e trazer mais gente à participação política”.

“A Juventude Socialista dos Açores tem um contributo muito importante a dar na discussão sobre o futuro da nossa Região”, concluiu Ana Vitória Couto.

O 13º Congresso também foi o palco de algumas eleições, que tiveram como resultados a nomeação de Tiago Branco para presidente da Comissão Regional da Juventude Socialista dos Açores e a eleição de Guido da Silva Teles para Militante de Honra.

No que respeita a eleição dos Militantes Honorários, esta teve como resultados a instituição de Ana Teresa Martins Almeida, André da Silveira Enes, Andreia Melo Carreiro, Arnaldo Manuel Soares Dias, Beatriz Conceição Furtado Correia, Daniel Ricardo Aleixo Assunção, Delfina Margarida Melo Goulart, Dulcínio Filipe Oliveira, Emanuel Silva, Guido da Silva Teles, Hélder Silva Almeida, Isabel Cristina de Andrade Correia, João Paulo Araújo Lopes Ávila, João Pereira, Laura Goulart, Luís Miguel Vieira Leal, Marcelo Bettencourt, Miguel Fragoso, Nuno Álvaro Franco Pereira, Patrícia Lima, Paulo Contente, Rodrigo João Medeiros Sousa, Luís Miguel Bettencourt, Tânia Rocha, Telma Faria, Tiago Santos, Tiago Pereira, Tiago Almeida, Tibério Manuel Faria Dinis e Vítor Costa.

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