O projeto “Sabor das Palavras” foi criado por Manuela Bulcão, escritora, e por Odete e Rui Caldeira, proprietários da Quinta da Boucinha e do restaurante Alma & Mar, e promete “fazer a diferença, neste momento que estamos a atravessar”. Eduardo Vítor Rodrigues, presidente da Câmara Municipal de Gaia e professor universitário, foi o convidado de honra desta que foi a primeira de muitas tertúlias temáticas que se realizarão na Quinta da Boucinha. O AUDIÊNCIA fez questão de marcar presença nesta iniciativa, que acolheu a entrega dos Troféus atribuídos, no âmbito da XVI Gala deste órgão de comunicação social, aos gaienses que não puderam estar presentes, no passado dia 3 de maio, no evento, que decorreu no Hotel Verde Mar & Spa, na Ribeira Grande.

 

 

 

A primeira tertúlia temática do ciclo “Sabor das Palavras” juntou inúmeras personalidades na Quinta da Boucinha, que ansiavam estar à mesa com Eduardo Vítor Rodrigues, presidente da Câmara Municipal de Gaia e professor universitário.

Porém, o AUDIÊNCIA surpreendeu os presentes com a entrega, no âmbito da XVI Gala deste órgão de comunicação, dos últimos Troféus aos gaienses que, fruto da proliferação da covid-19, não puderam estar presentes no evento, que decorreu no Hotel Verde Mar & Spa, na Ribeira Grande.

“Hoje vamos começar de forma diferente”, afirmou a coordenadora da iniciativa, Manuela Bulcão, explicando que “como é do vosso conhecimento, este ano, devido à situação pandémica que atravessamos, a Gala do Jornal AUDIÊNCIA teve de ser realizada de uma forma diferente. Eu não tenho aqui, para grande pena minha, a minha companheira de palco, a Maria dos Anjos. Mas, antes de começarmos a nossa tertúlia, vamos proceder à entrega dos últimos Troféus AUDIÊNCIA, às pessoas que, devido à pandemia que estamos a atravessar, não foram à Ilha de São Miguel, para os receber”.

Neste seguimento, José Campos de Oliveira, presidente da Sociedade Filarmónica de Crestuma, foi a primeira personalidade gaiense a receber o galardão do AUDIÊNCIA, nomeadamente, o Troféu Exemplo & Vida 2020.

“É sempre um prazer e um orgulho ver as nossas aptidões, ver os nossos esforços reconhecidos, em prol dos outros, nomeadamente, em prol da juventude, das crianças e dos mais jovens. A Sociedade Filarmónica vai realizar, este ano, as comemorações centenárias e, por esse aspeto também. É muito bom, para mim, pessoalmente, ser o representante de uma instituição, que já muito deu a este município. Este troféu, apesar de ser eu a recebê-lo, não é para mim, porque eu não sou o único que faço parte da instituição. Eu tive o prazer e o orgulho de trabalhar com boas pessoas, ao longo destes 20 anos, e seria injusto para mim, também, não afirmar, aqui, que muito deste prestígio tem a ver com a nossa Junta de Freguesia e com o nosso município e, sobretudo, também, com o nosso presidente da Câmara, o professor doutor Eduardo Vítor Rodrigues. E seria injusto se eu não dissesse que, depois de tudo o que passamos, depois de tudo o que tivemos, nós nunca poderemos dar tanto ao presidente da Câmara, como ele já nos deu a nós. Obrigado”, referiu o homenageado.

Posteriormente, José Ferreira Pinto, empresário e fundador da Procalçado, recebeu o Troféu Filantropia 2020 e fez questão de salientar que “é sempre bonito, é agradável. Eu sinto-me feliz e recompensado pelo facto de ter 80 anos e ter uma fábrica. Naturalmente, eu ainda estou a trabalhar e, após o esforço destes anos, é bom receber este Troféu. Fico, sobretudo, agradado e satisfeito. Portanto, agradeço ao Jornal AUDIÊNCIA e ao senhor presidente da Câmara por me entregarem este Troféu”.

Depois, foi Manuel Azevedo, presidente da União de Freguesias de Sandim, Olival, Lever e Crestuma, quem foi anunciado para receber o Troféu Presidente de Junta de Freguesia 2020.

“Este é um Troféu que agrada a muita gente e agrada-me, a mim, em particular. Mas, é um Troféu que não é meu. Este Troféu deve-se às pessoas humildes da União de Freguesias, mas também há que reconhecer que é fácil liderar quatro Juntas de Freguesia, tendo como presidente da Câmara, o professor doutor Eduardo Vítor Rodrigues e é para ele este Troféu, porque com ele tudo é fácil de gerir. Por isso, parabéns. Parabéns ao AUDIÊNCIA e este Troféu, eu vou recordá-lo com muita satisfação, mas há que reconhecer que deve-se muito ao professor Eduardo Vítor Rodrigues. Obrigado a todos”, sublinhou o galardoado aquando da distinção.

O último homenageado da noite foi Manuel Monteiro, vereador da Câmara Municipal de Gaia, com o Troféu Dedicação & Cidadania 2020.

“Muito obrigado ao Jornal AUDIÊNCIA. Em maio não tive a oportunidade de ir aos Açores, porque estava a efetuar umas ligeiras intervenções cirúrgicas e, hoje, estou aqui com alguma dificuldade, também. Mas, com muita satisfação, porque, apesar de toda a minha vida ter procurado exercer as minhas funções, no fundo, desempenhado com distinção, mas sempre com empenho e com dedicação. Já foi dito que tive 34 anos de lecionação de ensino, talvez uns 45 de dirigente associativo, uns 32 de autarca de Freguesia e autarca, agora, municipal ou concelhio. Mas, eu penso que, e digo isto e está dito, cidadania é mais a consagração de uma vida e de um conhecimento, para além do mérito pelo que fui fazendo ao longo destes 64 anos de existência. Portanto, o nosso grande poeta Camões só foi reconhecido como o príncipe dos poetas três séculos depois da sua morte. A primeira vez que começaram a fazer o centenário das comemorações de Camões foi em 1880, precisamente 300 anos depois da sua morte. Aqui, agora, está-se a fazer alguma gratidão, porque Camões apesar da sua fama, só depois da morte é que foi reconhecido. Quero agradecer ao Jornal AUDIÊNCIA, na pessoa do seu diretor, Joaquim Ferreira Leite, por se lembrar desta situação. Não sei se isto será, ou não, uma espécie de reconhecimento e dizer que «está feita esta tua atividade». Eu vou continuar a andar por aí. Apesar de ter 64 anos, não me sinto, ainda, dispensável e vou continuar a prestar a minha colaboração nas associações. Eu vou continuar a andar por aí, mas, de qualquer maneira, obrigada por este Troféu, por este reconhecimento. Ninguém trabalha para os troféus, mas sabe bem ser reconhecido pelo trabalho desenvolvido ao longo da vida. Muito obrigado e uma boa noite a todos”, ressaltou o laureado.

Seguidamente, Joaquim Ferreira Leite, diretor do Jornal AUDIÊNCIA, aproveitou a ocasião para salientar que as personalidades, Carlos Pereira e Carla Estêvão, distinguidas com os Troféus Associativismo 2020 e Empreendedorismo 2020, respetivamente, não puderam participar nesta noite emblemática, destacando a presença da cabeleireira Cristina Oliveira, que, em maio, viajou até à Ribeira Grande, na Ilha de São Miguel, onde foi agraciada com o Troféu Tradição & Inovação 2020.

“Todos os Troféus foram atribuídos a cidadãos de Vila Nova de Gaia, da Trofa, também das ilhas e da imigração. Foram 25 distinguidos”, elucidou o diretor deste órgão de comunicação, ressaltando que “os Troféus não foram por caridade, nem para parecer bonito, foram por mérito e conquista pessoal dos cidadãos que, agora, receberam o seu Troféu”.

Por fim, Joaquim Ferreira Leite deixou “uma palavra para Eduardo Vítor Rodrigues, na qualidade de amigo. Há uma coisa que nos uniu sempre, a amizade e só a amizade me fez estar aqui esta noite. No total, vou fazer 3000 quilómetros, com muito gosto, mas fá-los-ei sempre para um convite deste género. Muito obrigado pela oportunidade”.

Após este momento, que deleitou e emocionou os presentes, Manuela Bulcão deu início àquela que se assumiu como sendo “a primeira de muitas tertúlias temáticas na Quinta da Boucinha” e que teve como convidado de honra o professor e autarca Eduardo Vítor Rodrigues, que apadrinhou o projeto “Sabor das Palavras”.

“Eduardo Vítor Rodrigues nasceu em Vila Nova de Gaia a 30 de março de 1971. É professor universitário e político. Doutorado em Sociologia, é professor Auxiliar no Departamento de Sociologia da Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Atualmente exerce o cargo de presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia desde 2013”, afirmou a coordenadora da iniciativa, referindo que “é apenas uma breve apresentação, porque falar de Eduardo Vitor Rodrigues é falar muito mais do que isto, mas nós, nas nossas tertúlias, optamos por fazer de forma diferente. Então, temos aqui o nosso baú das emoções e dentro deste baú estão perguntas que ao longo da noite, ao responder a essas perguntas apresentar-se-á de outra forma e nós vamos com toda a certeza perceber e compreender Eduardo Vítor Rodrigues, o professor, o homem e o cidadão”.

“Cidadania, qual é a sua definição pessoal?”, “Bullying, no contexto atual”, “Sociologia e o impacto social”, “O ensino na mudança comportamental” e “Família, no contexto atual da pandemia”, foram alguns dos temas abordados pelo professor universitário e autarca, ao longo da noite e que invadiram o espaço, as conversas e os sabores.

“Sociologia é isso: olhar a sociedade, diagnosticar os seus problemas, corrigi-los com medidas que, em alguns casos, são positivas”, evidenciou o autarca, enquanto expôs que “a escola pública não foi feita só para ensinar a ler e a escrever, foi desenhada para dar instrumentos que, de outra forma, só os ricos é que tinham”.

Para Eduardo Vítor Rodrigues, “o papel da família foi determinante e alargou-se com a pandemia. Fomos preocupando-nos uns com os outros e começamos a ligar, apesar de não estarmos com eles”, por isso “a família sai reforçada da pandemia”.

Relativamente ao futuro, o edil e professor universitário asseverou que “há uma coisa que sabemos sobre o futuro, é que não sabemos nada”, garantindo que “a única coisa que eu sei sobre o futuro é que ele será aquilo que nós formos capazes de construir” e que “não consigo perder tempo a pensar como vai ser o futuro, porque acho que esse tempo deve ser gasto a construi-lo”.

No final daquela que foi a primeira tertúlia temática do ciclo “Sabor das Palavras”, Manuela Bulcão assegurou que “sem dúvida, hoje, saímos daqui mais ricos”. Por outro lado, Odete Caldeira chamou Pedro à mesa central, um aluno da Escola Almeida Garrett, que estava a representar a turma do professor Paulo Mota e, seguidamente, convocou o chefe Lopes, responsável pela cozinha, pelos sabores e pelos pratos criados simbiose com as palavras do convidado de honra, para, depois, convidar Filinto Lima, que se encontrava presente, para ser “o meu próximo convidado para a tertúlia temática”, algo que aceitou de imediato.

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