SANTANA LOPES PROVOCA LOUCURA NO PS/GAIA

As próximas autárquicas em Vila Nova de Gaia merecem atenção especial, por parte dos analistas políticos. Em causa está um dos maiores concelhos do país e em mudança de ciclo. Numa altura em que muitos falam e poucos acertam, o comentário elogioso de Pedro Santana Lopes para com João Paulo Correia, proferido no canal televisivo de notícias da Media Livre, e onde antevê uma luta renhida entre este e Luís Filipe Menezes, foi como um tremendo balão de oxigénio e de esperança para os apoiantes do candidato socialista. Mas, para quem vive no concelho ou se interessa a sério pelo que lá se passa fica uma grande interrogação: Então o candidato do PS já deitou fora os 37,27 % de vantagem com que partiu para esta eleição? Convém lembrar que nas autárquicas anteriores o PS obteve 57,79 % dos votos, o PSD, CDS e IL juntando os votos ficaram pelos 20,52 %.

Uma luta “renhida” como profetiza o edil da Figueira da Foz é já um sinal que afinal João Paulo Correia, precisa, como de pão para a boca, que Eduardo Vítor Rodrigues venha para o terreno e elogiar o seu antecessor na presidência da concelhia, Patrocínio Azevedo, que conseguiram, em conjunto vencer, em todas as secções de voto das 24 freguesias do concelho de Vila Nova de Gaia. Um marco irrepetível e que demonstra claramente a sua influência passada. Não pode ou melhor não deve o candidato socialista, que é líder da concelhia e por isso de uma fação partidária da malha eleitoral da sociedade gaiense, esquecer-se disso, e que tal torna, indubitavelmente, mais difícil conquistar eleitorado em outras áreas políticas. Pelo que a única forma de vencer é juntar todos os que militam ou simpatizam com o Partido Socialista que, em Vila Nova de Gaia, sempre representaram um nicho importante da sociedade.

Ora aqui é que parece estar um dos grandes problemas de João Paulo Correia. Todos os dias verificamos, normalmente através das redes sociais, que militantes e simpatizantes que há poucas semanas andavam lado-a-lado consigo, tendo inclusive marcado presença nos lançamentos das suas candidaturas à concelhia do PS ou à Câmara Municipal, mudaram-se de malas e bagagens para outras bandas. Uma das mais surpreendentes é Raquel Feiteira que acaba de publicar “Fiquei calada por respeito à vontade dos Gaienses manifestado no voto e ao PS, afastei-me tranquilamente para não prejudicar o curso político iniciado!!… Com as listas de candidatos entregues e sem participar em nenhuma delas, por vontade própria, agora é tempo de manifestar-me livremente e em liberdade, pois conclusões tenho-as guardadas para mim há muito tempo!” e deixando transparecer que algo de muito grave se vive dentro do PS ao juntar um quadro que enfatiza a situação.

Na foto que faz publicar aparece com o candidato de “Gaia Sempre na Frente” a Sandim, Fernando Constantino Ramos, e mais três cidadãos gaienses que serviram, no passado, o PS e bateram com a porta: Manuel Paulo Lopes, atual presidente da Junta de Freguesia de Santa Marinha e São Pedro da Afurada e José Carlos Cidade que figura em 8º na lista para a Câmara Municipal de Luís Filipe Menezes e que recentemente, ambos, renunciaram à militância rosa e, ainda, Delfim Sousa, vereador no primeiro mandato de Eduardo Vítor Rodrigues, tendo-se afastado posteriormente. Como está na moda bisbilhotar os gostos do anúncio destas decisões ficamos surpreendidos por muitos dos nomes que não escondem a satisfação, sugerindo que, também, alinharão ou pelo menos a compreendem.

Naturalmente haverá do outro ou outros lados (os socialistas não se transferiram só para um lado) alguma insatisfação por verem juntar-se, agora, alguns que, ainda recentemente, se desalinhavam. No deve e haver, no final, se saberá quem mais contabilizou, mas a verdade é que a figura de Luís Filipe Menezes e a sua postura tem colocado empolgados os seus fiéis apoiantes (da esquerda à direita) e preocupados os seus adversários, alguns, especialmente da extrema esquerda não se eximindo ao insulto e utilização de vernáculos.

Um parágrafo final para Gondomar, onde já não restam muitas dúvidas sobre o apoio do ex-presidente da Câmara e da concelhia do PS ao dissidente Carlos Brás.

“Pensavam que me apagavam…(a atual gestão da CMG em exercício bem tenta!)…

Mas quando a festa é boa, o nome fica e as festas do concelho são excelentes “, com esta declaração nas redes sociais e a foto que juntamos já poucas dúvidas existem!

Nota: As fotos foram retiradas do Facebook