O presidente da Câmara da Trofa, Sérgio Humberto, decidiu doar o seu salário do mês de abril às instituições de solidariedade social do concelho, bem como à delegação da Trofa da Cruz Vermelha, dado a estar “sensibilizado com o exemplo de solidariedade da comunidade trofense e com as dificuldades que algumas instituições locais enfrentam, na resposta aos problemas sociais que têm surgido neste tempo de pandemia, já que são as IPSS que estão na linha da frente, na proteção da população mais carenciada e mais frágil”.

O salário que é de aproximadamente 2394 foi dividido equitativamente por dez associações do concelho, designadamente pela Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental (APPACDM) da Trofa, pela ASCOR – Associação de Solidariedade Social do Coronado, pela Associação de Solidariedade e Ação Social de Santo Tirso – ASAS, pelo Centro Social e Paroquial de S. Martinho de Bougado, pelo Centro Social e Paroquial de São Mamede do Coronado, pela Conferência Vicentina da Trofa, pela Cruz Vermelha Portuguesa – Delegação da Trofa, pela Irmandade da Santa Casa da Misericórdia da Trofa, pelo Jardim Infantil do Coração de Jesus e pela Muro de Abrigo – Associação de Solidariedade Social do Muro, e foi doado, no passado dia 24 de abril, através de transferência bancária.

Para Sérgio Humberto “este é o momento de promover a solidariedade e a partilha, não descuidando a justiça social, pois esta ameaça à saúde da humanidade está a criar uma nova crise económica grave e é, por isso, imperativo, que todos sejamos responsáveis e estejamos conscientes do impacto que o nosso comportamento tem nos outros”.

O edil defendeu ainda que “temos que enfrentar esta pandemia com responsabilidade e com espírito de cidadania” e lançou o desafio aos governantes e às figuras de destaque a nível nacional, para que “façam o mesmo”, por considerar que “quando estamos a exercer um cargo público devemos ter a consciência de que a nossa missão é servir a população e, por isso, gostava muito de ver o Presidente da República, o presidente da Assembleia da República, o presidente do Banco de Portugal e todos os que têm subvenções vitalícias, a prescindirem de apenas um mês dos seus salários para fazerem a diferença na vida das nossas comunidades”.

O presidente da Câmara Municipal da Trofa justificou este ato como sendo pessoal e simbólico e afirmou que “este gesto quis ser apenas mais um contributo para atenuar a conjuntura difícil que enfrentamos, em que todos temos que unir esforços para minimizar dificuldades e para preservar vidas”, sublinhando que representa o seu “reconhecimento pelo trabalho de excelência que as nossas instituições estão a desenvolver, todos os dias, em prol dos trofenses que mais precisam”.

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