“NÃO SOMOS TODOS IGUAIS, MAS SOMOS TODOS ESPECIAIS”

Com mais de 500 anos de história, a Santa Casa da Misericórdia da Horta é uma Instituição Particular de Solidariedade Social (IPSS), que visa promover respostas qualificadas às necessidades dos mais vulneráveis. Esta instituição fundou, em 2001, o Centro de Atividades Ocupacionais (CAO), com o intuito de contribuir para a inclusão plena dos cidadãos portadores de deficiência na nossa sociedade, proporcionando-lhes uma vida com qualidade. Uma valência que conta, atualmente, com 35 utentes e procura, diariamente, ir ao encontro das suas carências específicas.

 

 

 

Qual é a história da Santa Casa da Misericórdia da Horta (SCMH)?

A Santa Casa da Misericórdia da Horta (SCMH) é uma IPSS fundada entre 1520 e 1522. Desde a sua fundação, a instituição tem exercido a sua ação no concelho da Horta, onde está sediada, apoiando, ainda, as populações do Pico, Flores e Corvo, dentro das suas possibilidades.​ Durante a vigência desta Misericórdia criaram-se o Hospital da Horta e o Asilo de Mendicidade da Horta, inaugurado a 13 de junho de 1843. Em 1973, foi aprovada a mudança do nome de Asilo de Mendicidade, para Lar de S. Francisco. Com uma missão social, a Irmandade tem personalidade jurídica, canónica e civil e é membro da União das Misericórdias Portuguesas, União Regional das Misericórdias dos Açores, União Regional das Instituições Particulares de Solidariedade Social e REAPN – Rede Europeia Anti-Pobreza/Portugal.

 

Com 501 anos de vida ao serviço da comunidade, quais são os principais objetivos desta instituição?

Os objetivos passam pelo apoio à infância e juventude; apoio às pessoas idosas, ou com deficiência e incapacidade, ou em situação de necessidade ou pendência, ou sem-abrigo, ou vítimas de violência doméstica; apoio à família e comunidade; apoio à integração social e comunitária; promoção da saúde; prevenção da doença e prestação de cuidados na perspetiva de reabilitação e reintegração; salvaguarda e defesa do património cultural e artístico, material e imaterial, religioso ou não; promoção da educação, da formação profissional e da igualdade de homens e mulheres; empreendedorismo; e atividade agrícola e pecuária.

 

Quais são as valências da SCMH?

As valências contemplam uma Estrutura Residencial para Idosos, com capacidade para 80 seniores, uma Unidade de Cuidados Continuados, com dez camas para internamentos de média duração e reabilitação e 13 camas para internamentos de longa duração e manutenção. Também, um Lar Residencial para 14 residentes portadores de deficiência e um Centro de Atividades Ocupacionais, com espaço para 35 utentes. A prestação de Serviço de Apoio ao Domicílio, que acompanha cerca de 120 utentes é outra valência, tal como o Centro de Dia, com capacidade para 20 utentes, assim como seis ATL’s com frequência de 150 crianças e um Centro de Alojamento Temporário, com lotação de seis utentes. É importante salientar, ainda, que a SCMH é, também, proprietária da Escola Profissional da Horta.

 

De que forma contribui para melhorar a vida da comunidade envolvente?

A SCMH, tal como as outras, surgiu para responder à necessidade de apoio aos mais vulneráveis. Sendo a única instituição da ilha com uma resposta social tão abrangente, podemos dizer que a SCMH é um pilar da resposta social às necessidades da comunidade faialense.

 

O Centro de Atividades Ocupacionais (CAO) foi o último projeto inaugurado pela SCMH. O que conduziu à sua fundação, em 2001?

A sua fundação surgiu da necessidade de acolher, acompanhar e integrar na sociedade, uma grande quantidade de cidadãos com mais de 16 anos, portadores de deficiência e que, até à data da fundação do CAO, viviam sonegados nos seus domicílios, ao cuidado dos progenitores, ou outros familiares, que apenas eram capazes de lhes satisfazer as suas necessidades básicas de higiene e alimentação.

 

Qual é o papel que este CAO tem junto da comunidade?

O CAO tem o importante papel de complementar as necessidades dos utentes, através do desenvolvimento de atividades orientadas para a estimulação cognitiva e motora, bem como da promoção da sua vivência em comunidade, permitindo uma melhor integração na sociedade.

 

De que forma é que o CAO da SCMH se distingue no panorama regional?

Pelo excelente trabalho que é desempenhado por todos os monitores, pela sua criatividade e empenho no desenvolvimento de projetos, que elevam a valência e a instituição, além de permitirem aos utentes novas experiências e horizontes.

 

Como vê a distinção com este Troféu AUDIÊNCIA?

Vejo esta distinção com um enorme orgulho. Este Troféu é bem merecido para os nossos utentes e seus monitores. Esta distinção representa o reconhecimento público do bom trabalho que é desempenhado pela equipa e por todos os colaboradores do CAO e vem confirmar a importância de se abrir a instituição à comunidade.

 

Que mensagem gostaria de deixar aos utentes e aos nossos leitores?

Não somos todos iguais, mas somos todos especiais, cada qual à sua maneira. Todos somos capazes de atingirmos objetivos, desde que os mesmos sejam realistas e de acordo com as capacidades individuais de cada um.