No espaço da Quinta da Atalaia, agora alargado à Quinta do Cabo, realizou-se a 42.ª edição da Festa do Avante com uma programação cultural, desportiva e política rica e diversificada e marcada pela alegria, fraternidade, solidariedade e confiança na construção de um futuro melhor para todos os portugueses e povos do mundo.

Como sempre, foi necessário intenso trabalho para levantar nos 25 hectares do terreno existente aquele que é reconhecidamente um evento político e cultural sem paralelo, ou seja, uma verdadeira cidade, onde está presente o País e boa parte do Mundo.

A exigência foi e é grande, pois tão importante como a sua construção é o seu funcionamento nestes três dias, mas a resposta como sempre esteve ao nível daquilo que só um colectivo partidário como o PCP é capaz de fazer.

Esta Festa foi ainda mais bela e melhor, pelas condições e renovados motivos de interesse que ofereceu aos mais variados públicos, pela sua ainda mais rica e diversificada oferta cultural e desportiva, pelos espectáculos com novos artistas, a gastronomia, os livros, a ciência, o teatro, o cinema, os debates e foi grato verificar o aumento da presença de muitas mais famílias que quiseram tomar parte no evento.

Esta é uma Festa que se distingue de todas as outras, como sublinhava Álvaro Cunhal no comício de encerramento da primeira Festa do Avante em 1976: «Esta Festa do nosso glorioso Avante do nosso glorioso Partido, é a maior, a mais extraordinária, a mais entusiástica, a mais fraternal e humana, realizada no nosso país».

Foram também assertivas as palavras proferidas por Jerónimo de Sousa na saudação aos construtores da Festa, no passado dia 25 de Agosto, ao valorizar na sua construção o empenhamento de homens, mulheres e jovens «num tempo em que se colocam tantas exigências decorrentes da situação política e social e da necessidade de reforçar o nosso Partido, realçando que tal só é possível graças ao Partido que temos e somos».

Mas a Festa do Avante, sendo um espaço único de cultura, de arte, de convívio, de desporto de intervenção política, é simultaneamente uma grande jornada de luta, parte integrante da luta geral dos trabalhadores e do povo português e importante ponto de passagem para as tarefas do futuro imediato, no sentido de levar mais longe a defesa, reposição e conquista de direitos, luta pela ruptura com a política de direita e pela concretização da alternativa política patriótica e de esquerda, tarefas inerentes à preparação de dois actos eleitorais, Parlamento Europeu e Assembleia da República em 2019 e as tarefas que se colocam aos comunistas visando o reforço do Partido.

Foi uma Festa que valeu a pena desfrutar, pelos seus valores, pelo ambiente geral, pela diversidade dos seus centros de interesse susceptíveis de responder às expectativas e motivações de cada visitante e pela presença solidária de dezenas de delegações estrangeiras, oriundas dos quatro cantos do mundo, pois com a sua participação, a Festa foi igualmente um espaço de debate sobre os desenvolvimentos e as grandes tendências na situação internacional, a crise estrutural do capitalismo, o processo de rearrumação de forças ao nível mundial, a ofensiva do imperialismo, particularmente o norte-americano, a resistência e luta dos trabalhadores e dos povos por todo o mundo, nomeadamente na Europa, no Médio Oriente ou na América Latina, colocando em evidência a actualidade do pensamento de Marx na luta de todos os explorados e oprimidos pela sua emancipação social.

Teve particular expressão a solidariedade com o povo palestiniano, pelo seu inalienável direito a um Estado livre e independente, com o povo saarauí, pelo cumprimento do seu direito à auto-determinação, com o povo colombiano, pela defesa da paz, com o povo brasileiro, contra o golpe da direita e pela democracia, com o povo ucraniano, pela liberdade, face à opressão fascizante, com a Venezuela bolivariana, pelo fim do bloqueio económico e financeiro, com Cuba socialista, pelo fim do bloqueio estado unidense, com os povos africanos, em defesa da sua soberania e direito ao desenvolvimento.

Esta Festa constituiu de novo uma demonstração viva de que os trabalhadores e os povos persistem na defesa dos seus direitos, lutando pela paz, a liberdade, a soberania, a democracia, a independência nacional, pelo direito ao desenvolvimento, pela justiça e progresso social, por transformações democráticas, antimonopolistas e anti-imperialistas, pelo socialismo.