A V edição da Gala Prémios da Lusofonia decorreu no passado dia 23 de outubro, no Auditório Municipal Ruy de Carvalho, em Oeiras, e contemplou a distinção de 16 personalidades do universo da CPLP. Esta iniciativa nasceu de um sonho de Isabel Leitão, mentora e fundadora do evento, de homenagear pessoas ou entidades que, independentemente do seu país de origem, se tenham destacado na afirmação e projeção internacional da cultura e língua portuguesa.

 

 

A V edição da Gala Prémios da Lusofonia distinguiu 16 personalidades que têm desenvolvido um trabalho constante, sustentado e meritório em prol da língua portuguesa.

Segundo afirmou a mentora e autora da iniciativa, Isabel Leitão, em entrevista exclusiva ao AUDIÊNCIA, “é um dia especial, porque nós, ao fazermos esta Gala, unimos os povos, a comunidade e a língua portuguesa. É gratificante ver a adesão desta Gala, no sentido em que não só os embaixadores e diplomatas estão presentes, mas, também, podemos olhar e ver que vêm pessoas de todos os lados, seja do Norte ou do estrangeiro”.

O jornalista Rodrigo Guedes de Carvalho, o reitor da Universidade de Lisboa António Sampaio da Nóvoa, a estilista Ana Salazar, o músico José Cid, o fundador da Escola Profissional de Agricultura de Abrantes José Mingocho de Abreu e o Grupo Visabeira, foram alguns dos galardoados da noite, que também homenageou o artista plástico angolano Cristiano Mangovo, o representante de Cabo Verde junto da UNESCO Hércules Nascimento Cruz, o embaixador angolano Hélder Lucas, o jornalista e escritor moçambicano Luís Carlos Patraquim, a pianista brasileira Andrea Luísa Teixeira, o presidente do Governo Regional do Príncipe (São Tomé e Príncipe) José Ramos Cassandra, o embaixador da República da Guiné Equatorial junto da CPLP Tito Mba Ada, a professora brasileira Beatriz Weigert, a jurista timorense e ex-Ministra da Justiça de Timor-Leste Maria Ângela Guterres Viegas Carrascalão e a atriz guineense Babetida Sadjo.

Neste âmbito, a mentora e autora da iniciativa reforçou que “é gratificante ver que há um reconhecimento de todo este trabalho e que a nossa língua une e junta, cada vez mais, personalidades neste evento. É uma força muito grande ver que a CPLP está em peso e as diásporas também”.

Relativamente à relevância da realização do evento, Isabel Leitão enalteceu que “é importante, também, juntar as diásporas e juntar o mundo, porque as diásporas estão em todo o mundo e, realmente, é uma realização pessoal, é um sonho ver chegar esta quinta Gala com a elevação dos laureados, pois penso que eles merecem, é o mérito de todo o trabalho em prol da língua portuguesa que eles têm feito, a dedicação que eles têm dado aos seus currículos e o facto de trabalharem em prol da língua portuguesa. Tem sido gratificante ver tanta gente com um excelente trabalho”.

Acreditando que “a lusofonia é o ponto central da união”, a mentora e fundadora dos Prémios da Lusofonia, garantiu que “a Europa está aberta, o mundo está aberto a esta Gala e essa foi sempre a minha intenção, levar a Gala Prémios da Lusofonia para os países todos, porque temos as diásporas todas connosco e porque a CPLP está em todos os países”.