O deputado da Assembleia Legislativa Regional dos Açores, Vasco Alves Cordeiro, foi eleito presidente do Comité das Regiões Europeu. Aquando da sua eleição referiu a necessidade de uma Europa “mais forte e mais justa”, alicerçada nos valores da liberdade e da democracia e, ainda, recordou o papel cidades e vilas no apoio à Ucrânia, nomeadamente para a sua integração na União Europeia.

 

 

Os membros do Comité das Regiões elegeram, no dia 29 de junho, Vasco Alves Cordeiro como novo presidente para os próximos dois anos e meio. O deputado da Assembleia Legislativa Regional dos Açores vai liderar a Assembleia de representantes locais e regionais da União Europeia, tendo como foco o reforço da democracia, a defesa da política de coesão, a concretização dos objetivos do Pacto Verde da UE e o incremento do apoio das regiões à Ucrânia. Os membros do Comité das Regiões elegeram, ainda, Apostolos Tzitzikostas, Governador da Macedónia Central na Grécia, como seu primeiro vice-presidente. De salientar que Vasco Alves Cordeiro é o segundo presidente português de uma instituição da UE e o primeiro presidente português do Comité das Regiões.

“É pelo compromisso que tenho com os Açores que estou aqui hoje. Sem isso, eu não estaria aqui”, foram as palavras de Vasco Alves Cordeiro, frente aos 329 membros do Comité, provenientes de 27 Estados-membros da EU, depois de ser eleito por aclamação.

Ao apresentar as prioridades para o seu mandato, o novo presidente declarou que “aquilo que os tempos presentes exigem é uma Europa mais forte e mais justa, para todos. Uma Europa mais forte, que parta, exatamente, da afirmação sem tibiezas dos seus valores e princípios fundacionais, tais como a liberdade, o respeito pela dignidade humana, a tolerância, o primado da lei e a democracia, entre outros. Uma Europa mais forte que se alicerça, igualmente, na promoção de uma maior e mais sistemática participação dos cidadãos nos processos de decisão”.

Perante a guerra em curso contra a Ucrânia, o presidente eleito disse que quer que o Comité das regiões continue a apoiar aquele país e a reforçar a perspetiva europeia do mesmo. Deixou, também, claro que “cidades e vilas da Europa estão na linha da frente do apoio ao processo de integração da Ucrânia na grande família europeia”.

Vasco Alves Cordeiro terminou salientando que a União Europeia deve concentrar-se em assegurar o papel da política de coesão como pilar do projeto europeu, garantindo que nenhuma pessoa e/ou lugar sejam deixados para trás. “A diluição da política de coesão no futuro quadro financeiro plurianual pós-2027 é um risco que não deve, nem pode, ser menosprezado. O Comité das Regiões deve, por isso, cerrar fileiras na defesa de uma política que ainda tem muito a dar para concretizar a ideia de não deixar ninguém para trás, ou seja, o próprio ideal da União”, concluiu.