A Revolução Bolivariana obteve uma maioria clara nas eleições regionais realizadas no passado dia 15 de Outubro, pois os chavistas ganharam em 17 estados, num total de 23, reconquistando três estados à oposição.

Mais de 10 milhões de eleitores votaram nas eleições regionais na Venezuela para escolher os governadores de 23 estados e o escrutínio decorreu com tranquilidade nas 30.274 mesas de voto dos 13.559 centros eleitorais espalhados pelo país.

As forças chavistas elegeram 75% dos governadores, a oposição venceu em cinco estados e há um, Bolívar, onde os resultados definitivos ainda não tinham sido apurados na altura, sendo de realçar ainda que três estados, Amazonas, Lara e Miranda, antes governados pela direita, foram reconquistados pelos bolivarianos.

O presidente Nicolás Maduro apontou a via da reconciliação nacional e exortou a oposição a reconhecer os resultados eleitorais de um processo democrático e transparente. «Esta pátria quer com todo o seu amor e a sua paixão construir-se em paz, com independência. Triunfou a paz, a pátria grande. Triunfou a Venezuela grande e chavista», resumiu.

Estavam inscritos pouco mais de 18 milhões de eleitores e a participação foi de 61,14%, recorde desde 2002 e uma das maiores percentagens nos 22 actos eleitorais levados a cabo nos últimos 18 anos. Concorreram 16 partidos políticos e o processo foi seguido por 1500 observadores nacionais e 70 internacionais.

A presidente do Conselho Nacional Eleitoral, Tibisay Lucena, destacou, ao anunciar os resultados, a «inesperada participação» numas eleições regionais, o que confirma o perfil democrático do povo da Venezuela, apesar da onda de criminalidade e insegurança levada a cabo pela oposição e apoiada pelo vizinho estado unidense.

Para Maduro, o triunfo dos candidatos do Grande Pólo Patriótico representa no plano interno uma «vitória moral e espiritual» que evidencia o surgimento da «consciência heroica dos povos de libertadores», já que estas eleições regionais, entre todos os processos eleitorais realizados pela Revolução Bolivariana, foram as que decorreram em piores circunstâncias económicas e sociais.

Maduro convidou os governadores a valorizarem o «gesto heroico» do povo venezuelano de dar a vitória aos candidatos bolivarianos, já que «é fácil avançar» com o preço do petróleo em alta, mas não o é «com o barril em baixa, com guerra económica fomentada, vingança oligárquica, sanções e perseguição financeira, como há neste momento contra a Venezuela».

O modelo de desenvolvimento socialista venezuelano provou que pode ter êxito apesar das dificuldades, considerou o presidente Nicolás Maduro.

«Tenho a convicção de que em 2017 demonstrámos que a revolução pode ser vitoriosa mesmo nas maiores e mais duras dificuldades», disse o dirigente venezuelano numa reunião com os governadores saídos das eleições de 15 de Outubro.

Com o triunfo da Revolução Bolivariana nas eleições regionais, que constitui uma resposta do povo venezuelano às ameaças de ingerência dos Estados Unidos, abre-se um novo ciclo de vitórias progressistas na América Latina, afirmou o presidente Maduro.

Incompreensivelmente ou talvez não, os media nacionais, nomeadamente a televisão oficial,
ignoraram estas eleições e o respectivo resultado, preferindo continuar a transmitir o coro de lamentações da oposição venezuelana, cuja violenta actuação tem sido observada internacionalmente.

Também o Parlamento Europeu, ao atribuir o prémio Sakharov à denominada «oposição democrática na Venezuela», prestou um mau serviço à democracia, mas também não surpreende, dados os antecedentes da longa lista de actos de ingerência contra a República Bolivariana da Venezuela e o povo venezuelano, sendo um gesto tanto mais grave quanto procura enaltecer pessoas que foram responsáveis pela promoção de crimes e brutais actos de violência e acção terrorista de que resultaram dezenas de vítimas entre o povo venezuelano.

A União Europeia e as suas instituições continuam a desacreditar-se, apesar dos discursos de boas intenções dos seus principais responsáveis dirigentes políticos.

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