O Cabeleireiro de Cristina Oliveira localiza-se em Avintes e foi assaltado no passado dia 9 de outubro, em plena luz do dia, por dois homens e uma mulher. No total, os ladrões levaram mais de dois mil euros em dinheiro e bens das clientes que se encontravam no estabelecimento.

Cristina Oliveira contou ao AUDIÊNCIA que “primeiro entrou a mulher para fazer o reconhecimento do espaço e perguntou se fazíamos marcações, à qual eu respondi que não precisava de marcar, então ela disse que viria no dia seguinte e saiu. No salão estava eu, mais uma funcionária, três clientes femininas e um cliente masculino. Eles deixaram o cliente masculino sair e entraram de imediato de cara destapada. Um deles estava armado com uma faca e outro com um formão e gritaram que era um assalto e queriam o dinheiro todo e as carteiras das clientes”.

A cabeleireira descreveu o momento que foi de pânico e de “puro tormento”. “Entraram os dois assaltantes para o meu balcão da receção e eu, de imediato, coloquei-me à saída do mesmo para que eles se mantivessem por ali e pedi às clientes para terem calma e para não saírem do local onde estavam sentadas e fui negociando com eles, porque eu sabia que tinha uma quantia em dinheiro para os controlar. A mulher que os acompanhava foi a única que passou da receção e roubou algumas peças de roupa, produtos do armazém e pegou na carteira da minha funcionária, roubando-lhe 50 euros e deixando os documentos e a carteira a meu pedido. Enquanto isso, um deles com a faca apontada à minha cabeça gritava-me «quero o dinheiro todo» e eu respondi-lhe «tem calma, não faças mal a ninguém porque eu vou dar-vos aquilo que vocês querem, abre a gaveta». Ele abriu a gaveta, tirou o dinheiro todo e como era uma boa quantia ele saiu do balcão com a faca apontada a mim e dirigiu-se à porta da saída para controlar, esse chama-se Vítor. Então eu fiquei sob ameaça do outro, Sérgio China, que com o formão na minha cara gritava «quero as carteiras das clientes» e eu disse-lhe «calma, não são as clientes que têm dinheiro, mas sim eu, pega na minha carteira que está ao teu lado». Ele pegou na carteira enquanto eu lhe dizia para ele guardar o formão porque não precisava de magoar ninguém. Ele perdeu algum tempo com a carteira, mas eu já sabia que ele se ia enervar outra vez, porque o porta-moedas com dinheiro não se encontrava lá, mas sim escondido. O outro gritava «vamos embora» e eu estava a ver se o tempo passava, mas não tive hipótese, tive de lhe dar o dinheiro debaixo de ameaça novamente, porque ele queria as carteiras das clientes e eu meti-me à frente dele e disse-lhe «não vais a lado nenhum, o dinheiro está no balcão» e ele levou o dinheiro todo que eu tinha na carteira, que eram 750 euros com os quais eu ia pagar o telemóvel do meu filho, que eu ia buscar naquele dia, apenas pedi que deixasse os documentos porque não lhe faziam falta e ele acatou o meu pedido. Entretanto ele viu um pequeno cofre onde eu tinha o dinheiro para pagar as encomendas que chegavam naquele dia e levou da caixa e do cofre 1200 euros. Ao sair com o formão novamente apontado a mim para eu me afastar ele viu um capacete e uma mochila de uma cliente que estava no sofá junto à entrada e ia levá-la. Ele levou o dinheiro da cliente. Despejou tudo no sofá e pegou no dinheiro, 120 euros. Depois fugiram tão rápido que o carro depois foi identificado pelo meu cliente masculino que tinha saído, porque viu a rapariga que tinha entrado no cabeleireiro pela primeira vez, e desapareceram sem deixar rasto”, relatou.

Cristina Oliveira salientou ainda que o alerta foi dado à GNR de Avintes e à Investigação Criminal dos Carvalhos e que, depois de ter feito “reconhecimento fotografia de todos”, os assaltantes “foram presos na semana seguinte no Porto”.

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