O recente Auditório Maestro Cesário Costa, acolheu, no dia 17 de outubro, o ato de tomada de posse e instalação dos novos órgãos autárquicos de Canelas. Apesar da Assembleia composta por duas forças políticas diferentes, tanto a lista para o Executivo, com para a Mesa da Assembleia de Freguesia, foram aprovadas por unanimidade, o que mereceu o aplauso da plateia. Nos discursos ficou o sentimento de que muito foi feito em prol do desenvolvimento de Canelas e das suas gentes, mas de que muito mais ainda pode e vai ser feito.

 

 

Na tarde de 17 de outubro, o Auditório Maestro Cesário Costa, recebeu o ato de tomada de posse e instalação dos novos órgãos autárquicos da Junta de Freguesia de Canelas. Depois da vitória expressiva, com 66,79% dos votos, no dia 26 de setembro, Arménio Costa é reeleito presidente de Canelas e o PS conquista 11 dos 13 mandatos na Assembleia de Freguesia. O Partido Socialista nomeou a lista para o executivo, composta por Ana Luísa Ferreira, Fernando Moreira de Oliveira, Filipa Nunes e José Sousa. Para a Mesa da Assembleia da Junta de Freguesias de Canelas, Manuel Benjamim Soares foi nomeado para o cargo de presidente, Paula Ribeiro foi a escolhida para assumir o papel de 1ª secretária, e Rosa Teixeira o de 2ª Secretária. Ambas as listas foram a votação e viram-se eleitas por unanimidade, motivo de aplausos no auditório.

Depois das votações e dos novos órgãos autárquicos assumirem os seus lugares, de forma simbólica, nas mesas, foi tempo para os discursos, sendo que a Aliança Democrática não quis intervir.

José Carlos Gonçalves, do PS, foi o primeiro a tomar a palavra. “Estamos aqui reunidos, no Auditório Maestro Cesário Costa, espaço que não existia há oito anos.  O que parecia apenas um sonho, hoje é bem real”, disse orgulhoso, e continuou, “estamos rodeados pelo edifício da sede da Junta de Freguesia, pela nova praça e pelo coreto de Canelas, agora requalificado. Hoje, são referências na freguesia, fruto de trabalho”. O socialista focou-se nestes pontos que constituem o Fórum da Cidadania de Canelas, uma das obras mais significativas destes últimos anos de mandato e que representam, segundo ele, “parte de um compromisso e um propósito que nasceu há oito anos” e que “numa visão de continuidade, pretende prosseguir por mais quatro anos com a mesma dedicação e mais energia”. José Carlos referiu o aumento de um mandato do PS na Assembleia, assumindo-o como um aumento das responsabilidades. Por fim, deixou a ideia de que “o futuro já tem algumas linhas traçadas, como o Pavilhão Desportivo, a VL11, ou até a nossa Serra de Canelas”. O membro da assembleia lembrou a importância do trabalho em equipa, e numa relação estreita com a comunidade, afirmando que “juntos seremos, certamente, melhores”.

Ao reeleito presidente da Junta de Freguesia de Canelas, Arménio Costa, não faltaram palavras de agradecimento. A primeira, para Eduardo Vítor Rodrigues: “Bem-vindo a esta casa que existe também por tua culpa”, disse, referindo-se ao auditório. O autarca de Canelas deixou a ideia de que o ritmo foi bom ao longo dos últimos anos, superando até, por vezes, as expectativas, mas alimentando também a vontade de concretizar o passo seguinte.

“O Fórum da Cidadania de Canelas, com a nossa Junta de Freguesia, o Auditório Maestro Cesário Costa, a nossa praça, o nosso centro cívico, a recuperação do nosso coreto, a rua Delfim de Lima, a reabilitação das nossas escolas, o apoio a projetos como ‘Sim, Somos Capazes’ e o ‘Ser Mais Canelas’, tudo isto foi possível porque a Câmara Municipal sentiu que a nossa comunidade precisava deste impulso que a todos valoriza”, constatou Arménio Costa, ainda em jeito de agradecimento a Eduardo Vítor Rodrigues. No entanto, o presidente assume que ficam “duas sensações contraditórias: a sensação de dever cumprido confunde-se com a consciência da imensidão do que ainda há para fazer, mas a nossa convicção mais profunda é só uma, a que vamos voltar a realizar”.

O dia foi de festa, mas Arménio garantiu que o dia seguinte já seria de trabalho árduo: “amanhã é meter os pés ao caminho e continuar a dedicar o nosso tempo e as nossas forças a Canelas”. O presidente contou que até os filhos o acompanharam nas arruadas desta campanha, mas em jeito de agradecimento a todos os que fizeram e fazem parte desta caminhada que já tem oito anos, disse: “Nem tudo será fácil, mas sei que, como sempre, tenho os melhores comigo para me apoiarem”.

Manuel Benjamim Soares, presidente da Mesa da Assembleia de Freguesia de Canelas, afirmou que a sua vila tem visto “um grande desenvolvimento, fruto de um executivo que tem tido enorme dedicação, apego ao trabalho e uma importante colaboração com a Câmara Municipal de Gaia”. Mas Manuel Benjamim sabe que os discursos pouco importam, o que importa é “conhecer as pessoas, os problemas, as dificuldades que os condicionam e preocupam”. “De reconhecer que em pouco tempo fizemos muito, mas há sempre mais a fazer e a aprender”, declarou o presidente da Mesa da Assembleia.

Por fim, mas não menos importante, discursou Eduardo Vítor Rodrigues, presidente de Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia. Além da questão do problema da abstenção, que considera um problema mais social do que político, o autarca salientou o trabalho que deve ser feito, por todos, independentemente da cor política, em prol da população. “Este exemplo de termos um executivo aprovado por unanimidade numa Assembleia de Freguesia composta por diferentes forças políticas é, talvez, o exemplo mais demonstrativo de que somos capazes de nos juntarmos quando é preciso, pôr à frente dos interesses clubísticos, partidários, ou outros, o interesse de todos. Acho que é o exemplo de que nós somos maiores”, constatou o edil gaiense.

Sobre a freguesia de Canelas, o autarca destacou o facto de esta não poder ser um misto de zona industrial com freguesia dormitório. “Canelas é uma freguesia um pouco especial, não está na zona urbana central, nem está na zona periferia, está ali numa espécie de zona intermédia, que precisa de ser puxada mais para a zona urbana do que outra coisa”, afirmou, completando que, para isso, é preciso “projetar e consolidar investimentos”.

“Deixar à próxima geração um legado e um tempo melhor do que o que recebemos da geração anterior”, é a missão de todos, segundo Eduardo Vítor Rodrigues.

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