Está patente, até ao próximo dia 25 de fevereiro, na Sala do Forno do Centro Municipal de Cultura de Ponta Delgada, a exposição “Memórias de uma Pedra Amada”, da autoria da escultora Catarina Alves.

Ao todo, estão expostas 14 peças que representam a pedra transformada em mulher, em flor, em equilíbrio, em memória e até em mensageira da liberdade, a voz que não conseguiram calar. Os materiais utilizados vão desde o basalto e gesso pintado, base em ferro e mármore, mármore, calcário e ignimbrito, madeira pintada e ignimbrito, pinho, rocha vulcânica, traquito, ferro, plástico, ráfia, papel pasta de pedra, ancaramito ou inox.

Segundo a autora, esta exposição é parte de si, já que acredita que “ao esculpir uma pedra, vejo a sua alma e ela a minha”. “Das pedras que contemplei, das pedras que peguei ao colo, das pedras que tropecei e acolhi, das que “acartei” até Lisboa e das que regressaram, aqui estão as suas memórias expostas em histórias, com formas concretas, mas dando lugar à poesia”, refere.

“A escultura em pedra é uma constante na minha obra, essencialmente figurativa, partindo de mim como modelo, como sou ou como queria ser, inevitavelmente representando a natureza e a mulher açoriana, mulheres do passado ou talvez do presente, mulheres de semblante sereno, por vezes rude (será da bruma?), contemplativas da vida, dos sonhos, da natureza, reveladora de força e determinação, onde a matéria é símbolo de identidade e autenticidade”, acrescenta.

Escultora, formadora e artesã, Catarina Alves é autora de obras como as coroas e brasões das Portas da Cidade de Fall River (Estados Unidos da América), a estátua ao Romeiro (Livramento) e o busto de Natália Correia (Centro Natália Correia), entre outras, tendo sindo distinguida, no passado dia 7 de fevereiro, na Gala do Jornal AUDIÊNCIA com o Troféu Artes & Letras.