O Salão Nobre do Orfeão da Madalena acolheu, no passado dia 18 de outubro, o ato de instalação dos novos órgãos autárquicos da Junta e Assembleia de Freguesia da Madalena, para o quadriénio 2021-2025. No contexto do sufrágio ocorrido no passado dia 26 de setembro e à semelhança do que sucedeu no concelho de Vila Nova de Gaia e um pouco por todo o país, o Partido Socialista (PS) viu renovada a confiança dos madalenenses, que serão, agora, liderados por Miguel Almeida, que sucede ao socialista Francisco Leite, que geriu os destinos desta autarquia durante os últimos 12 anos.

 

 

Miguel Almeida, eleito pelo Partido Socialista (PS), iniciou, assim, as suas funções enquanto presidente da Junta de Freguesia da Madalena, para o quadriénio 2021-2025, depois de, durante o mandato transato, ter exercício o cargo de presidente da Mesa da Assembleia de Freguesia. O restante executivo da autarquia, que foi aprovado com dez votos a favor e três em branco, é composto pelos vogais Vítor Rocha, Juliana Rangel, Júlia Rodrigues e Adriano Gandra.

Na cerimónia de instalação dos novos órgãos autárquicos foi, ainda, eleia a Mesa da Assembleia de Freguesia da Madalena. Neste âmbito, Jaime Filipe Castro foi eleito presidente, pelo PS, Ana Maria Sousa, 1ª Secretária, e Cláudia Vilas Boas, 2ª Secretária. Esta foi a única lista apresentada e foi aprovada com dez votos a favor e três em branco.

Num momento, que foi repleto de emoção, Miguel Almeida asseverou, aquando da sua despedida das funções de presidente da Assembleia de Freguesia, que “foi uma honra ter exercido esta função e foi uma honra ter trabalhado com vocês, durante os últimos quatro anos”, agradecendo “a todos pela forma vertical e cuidada com que as Assembleias de Freguesia decorreram” e passando a palavra ao presidente cessante da Junta de Freguesia da Madalena, Francisco Leite, que liderou, durante 12 anos os destinos da autarquia.

O discurso do ex-presidente da Junta de Freguesia da Madalena ficou marcado por uma visão do território, assim como pelo trabalho que foi desenvolvido desde 2009 até ao presente e que “modificou completamente a Madalena, quer pelas melhorias que foram conseguidas, quer pela forma como o poder autárquico desceu à rua, se colocou ao serviço dos madalenenses”.

Revelando que não pretende que esta intervenção seja encarada como uma despedida, mas antes como “um voto de confiança no Miguel Almeida e na sua equipa”, Francisco Leite aproveitou a ocasião para desejar aos empossados “o maior sucesso político, pessoal e familiar, que lhes possibilite a realização de alguns sonhos dos madalenenses, com a certeza de que o município, liderado por um autarca dedicado às pessoas e atento às necessidades e direitos dos gaienses, dará toda a colaboração necessária, aliás, na linha do que já tem vindo a suceder, nestes dois últimos mandatos”, declarando que “Miguel, acredito em si, na sua capacidade, na sua organização e na sua equipa. É o melhor e tem os melhores, por isso vai fazer o melhor”.

Concluídos os pontos da ordem de trabalhos, chegou a ocasião das intervenções políticas, que foi inaugurada por Ângela Moreira, representante da Coligação Democrática Unitária (CDU), que começou por destacar que “não estamos cá para fazer política de terra queimada. Estamos, sim, para trabalhar em prol das populações”, acrescentando que “o povo desta freguesia pode contar com a nossa intervenção, com a nossa luta e com o nosso empenho”.

Seguidamente, foi a vez de Eduardo Barros Loureiro, representante do partido Unidos pela Madalena, que garantiu que “se não estivermos cá para resolver, estaremos, com certeza, para ajudar a resolver. Não seremos a parte que discute, que questiona, mas seremos, como sempre fomos, um exemplo de cidadania”.

Por outro lado, o representante da Aliança Democrática, Domingos Barbosa, comprometeu-se a não fazer “oposição só porque sim”, mas “um trabalho sério e honesto, apresentando as nossas propostas, os nossos projetos, porque na oposição também se trabalha”, destacando que “a Madalena é uma vila linda, que temos de valorizar” e desejando que “construamos, juntos, uma sociedade mais justa, igualitária e, por isso, com mais qualidade de vida”.

Também, Maria Almeida, representante do Partido Socialista (PS) dirigiu a palavra aos presentes, referindo a vontade de “trabalhar para o bem comum” e “pelas pessoas”. Asseverando que “fomos sempre leais e trabalhamos sempre em sintonia com o executivo, porque era o executivo que nós apoiávamos”, a socialista enalteceu que “vamos trabalhar pela Madalena e a lealdade, na verdade, é sempre um ponto presente”.

Os discursos prosseguiram com a intervenção de Miguel Almeida, presidente da Junta de Freguesia da Madalena, que fez questão de se dirigir a Francisco Leite, sublinhando que “neste momento, em que se trocam as cadeiras, seguraremos as pessoas e é com este sentido que lembro a personalidade, o carácter, a humildade, a dedicação, a forma de ser e de estar do senhor Francisco Leite”.

Salientando que o humanismo foi a característica decisiva que fez com que o ex-presidente da Junta de Freguesia da Madalena fosse eleito em 2009, 2013 e 2017, sempre com maiorias ainda mais expressivas, o eleito evidenciou que Francisco Leite “sempre tratou os seus assuntos com o coração”.

Assegurando ao ex-autarca que vai “tratar muito bem” da Junta de Freguesia, Miguel Almeida ressaltou que “compete-nos agora, respeitando a democracia, darmos as mãos e trabalharmos todos juntos, pelo bem da Madalena e pelo bem de Vila Nova de Gaia”, pelo que “devendo nós, todos, assumir como interesse geral, o interesse dos cidadãos e da Madalena”.

Posteriormente, foi Jaime Filipe Castro, presidente da Mesa da Assembleia de Freguesia da Madalena, quem tomou a palavra, um momento no qual aproveitou para se dirigir a Francisco Leite, dizendo que “todos os adjetivos serão insuficientes face à grandeza da sua obra na Madalena, nos últimos 12 anos”.

Afiançando que “tentaremos estar mais próximos dos madalenenses, descentralizando algumas reuniões da Assembleia de Freguesia para outros locais, de forma a potenciar uma maior participação dos cidadãos”, o presidente eleito da Mesa da Assembleia frisou que “a nossa freguesia merece que sejamos exigentes na persecução dos nossos objetivos”.

Por fim, foi Eduardo Vítor Rodrigues quem encerrou os discursos, dando uma palavra especial ao ex-presidente Francisco Leite, dizendo que “quer aquilo que fez, quer aquilo que cativou, vai ficar escrito na pedra”, porque “o Francisco Leite faz, e continuará a fazer, parte da pedra que dita a história desta freguesia”.

Desejando que Miguel Almeida olhe para “os problemas que temos todos pela frente, com esta dose de disponibilidade, para os resolvermos em conjunto. Ninguém resolve um problema sozinho, ninguém tem o poder de, miraculosamente, resolver o que quer que seja, por si só, e só juntos, todos juntos”, o autarca sobressaiu que “se não for possível o Miguel fazer, mais ninguém o faria”.

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