Os enganos começam logo pela própria denominação desta cimeira chamada climática, pois confunde clima com ambiente, ou seja, parte do princípio errado de que o ser humano tem algum poder sobre o clima planetário e que o chamado aquecimento global tem uma origem antropogénica.

O segundo engano tem a ver com mencionar alterações climáticas, quando estas sempre existiram e desde há milhões de anos como está devidamente comprovado pelos estudos já existentes quanto a esta matéria.

O terceiro engano consiste em infernizar o dióxido de carbono, CO2, o qual é um gás que não só não é tóxico como é até indispensável à vida no planeta como tem sido demonstrado variadas vezes.

Finalmente, o quarto engano inclui as promessas dos discursos hipócritas de certos políticos, apostados em promover a ignorância dos problemas reais da humanidade com os falsos problemas por eles inventados.

Vamos então por partes e consideremos, sim, que o mundo pode e deve tratar dos problemas ambientais, mas nada pode fazer quanto ao clima, parafraseando Milankovitch, que se pronunciou há mais de um século sobre esta realidade.

O dióxido de carbono não é um gás tóxico nem tão pouco poluente, pois as suas emissões são o resultado inevitável e necessário de toda e qualquer combustão de compostos de carbono, como refinados de petróleo, carvões e gás natural e além do mais é um gás indispensável à vida na Terra dado que no acto de respirar todos os seres vivos inspiram uma mistura de oxigénio e CO2, expirando este último.

Por outro lado, não está provado que as emissões de CO2 de origem antropogénica ou seja, produzidas pelo homem, excluindo portanto todas as demais emissões naturais desse gás, tenham qualquer efeito significativo para um aquecimento global, inclusive muitos cientistas consideram absolutamente desprezível a contribuição humana para as emissões globais de CO2 que se verificam no planeta.

Os dados empíricos demonstram que desde 1998 não estamos a enfrentar o tão famoso aquecimento global previsto pelos modelos informáticos utilizados pelo IPCC-Intergovernamental Panel on Climate Change da ONU, sendo por essa razão que, de forma oportunista, eles mudaram a expressão aquecimento global, que já não correspondia à verdade factual, para a expressão mais ambígua de alterações climáticas, que sempre existiram ao longo de toda a história do planeta Terra.

Os modelos informáticos são só por si falíveis e a teoria da modelação diz-nos que os modelos para serem úteis devem ser relativamente simples, com um número de variáveis limitado, pois tentar aplicar a modelação ao clima é um esforço inútil, porque nesse caso o número de variáveis e de suposições que têm de ser feitas é gigantesco, portanto, em climatologia pouco de útil pode ser obtido a partir da modelação informática, por mais poderosos que sejam os computadores, excepto quando se trata da meteorologia.

O caso torna-se ainda pior se um método mau como a modelação informática tiver como base uma teoria caduca e é precisamente isto o que se passa com os modelos climatológicos utilizados pelo IPCC, concebidos no princípio do século XX, antes da existência de satélites meteorológicos.

A moderna teoria climatológica foi estabelecida pelo grande cientista e professor francês Marcel Leroux da Université Jean Moulin em Lyon e o parecer do professor acerca desse suposto aquecimento global está resumido no seu artigo cujo título «Uma impostura científica» nos diz tudo sobre este assunto.

O IPCC não é uma organização de cientistas, mas sim de burocratas, geralmente bem pagos, nomeados pelos governos e é um logro que o IPCC disponha de três mil cientistas especializados em climatologia, como tem sido tantas vezes apregoado, sendo igualmente uma falsidade a afirmação de consenso científico quanto ao dogma do aquecimento, razão pela qual nos devemos manter atentos ao desenrolar destes acontecimentos.

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