A liberdade de expressão é um os mais importantes pilares da democracia, e provavelmente a maior conquista dos países desenvolvidos. Na última década a proliferação das redes sociais trouxe novos desafios à liberdade de expressão e consequentemente à democracia.

O exercício livre de informar e ser informado está constitucionalmente consagrado; sem prejuízo de todos os direitos e deveres dos jornalistas. A verdade e o confronto saudável e equilibrado das várias correntes de opinião e contraditório é o principal pilar do jornalismo.

É natural que os órgãos de comunicação de índole nacional estejam orientados para uma visão global e abrangente do país, e naturalmente não consigam dar cobertura individual às regiões e comunidades intermunicipais. É aqui que os órgãos de comunicação social regionais representam aqui um papel determinante na qualidade democrática.

As redes sociais trouxeram novos protagonistas e consequentemente uma nova definição aos limites da liberdade de expressão. É aqui que a desinformação passou a influenciar – e da pior forma – a opinião pública, e naturalmente que o terreno fértil para as “fake news” é uma ameaça séria à democracia.

Os meios de comunicação regulados e supervisionados por jornalistas conferem a garantia de imparcialidade, proporcionalidade e equilibro que é exigido a quem tem a responsabilidade social de garantir a verificação de factos “fact-cheking” e assim contribuir para a qualidade da democracia. É aqui que percebemos o quanto são importantes os meios de comunicação que garantem a pluralidade.

Quando há uma década conheci o Jornal Audiência, percebi desde logo que a sua missão de “dar voz a quem não a tem” constituía uma lufada de ar fresco no panorama de jornais regionais, até então maioritariamente transformados em meras montras de opinião socialmente corretas.

O Jornal Audiência apresentou-se aos leitores como uma voz pela diversidade de opinião, e esta é provavelmente a maior virtude de um jornal que se apresenta ao serviço dos cidadãos, ao mesmo tempo que corresponde à maior preocupação daqueles que se servem desses mesmos cidadãos.

O Jornal Audiência enquanto mantiver a sua honrosa missão de “dar voz a quem não a tem” estará a enriquecer a nossa democracia, e são estes nobres princípios que merecem o apoio de todos nós.

A revolução digital está a reconstruir o conceito e a distribuição da comunicação social, e estou certo que quem não se adaptar às mudanças ficará – mais rápido do que se pensa – fora do mercado. Num futuro próximo a comunicação social passará disponibilizar uma maior e mais abrangente oferta de conteúdos, juntando o áudio (rádio), o texto (imprensa) e o vídeo (televisão) numa oferta única que só assim competirá no mercado cada vez mais exigente.

Vítor Fernandes

Administrador

Rádio Regional

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