Álvaro Santos dos mais conceituados especialistas em habitação e urbanismo é o número 2 da lista de “Gaia sempre na frente”, coligação que agrega PSD, CDS/PP, Iniciativa Liberal e independentes, para a Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia. É personalização em alguém com a sagacidade e conhecimento suficiente para a concretização de um dos grandes objetivos de Luís Filipe Menezes em conseguir, pelo menos, mais 4.000 habituações, com rendas acessíveis. Um verdadeiro às de trunfo exibido com mestria e que credibiliza, ainda mais, as promessas eleitorais que têm vindo a ser realizadas.
Elisabete Cristina Cardoso da Silva, Firmino Pereira, Fernando Machado, Maria José Jalôto, Ricardo Carvalho, José Carlos Cidade Oliveira, Carla Costa, Joaquim Barbosa e Veneranda Carneiro completam a lista de efetivos ao executivo municipal. Paulo Alexandre Melo Silva, Sónia Pereira de Sousa, Pedro Sampaio, Ivone Carla Ferreira e Delfim Sousa são os suplentes. Uma lista onde impera a surpresa pelos nomes que dela constam. Sabendo-se de uma esperada luta taco-a-taco com o PS, vai chegar a hora de apreciar se os líderes fizeram as melhores escolhas e a 12 de outubro ficar-se-à a saber quem foi o mais audaz e o que melhor conseguiu fazer chegar a mensagem junto do eleitorado, soberano decisor em democracia.
A liberdade dos cidadãos no acompanhamento das diversas candidaturas através das redes sociais está colocada em causa, nomeadamente daqueles que trabalham em instituições públicas ou ligados a associações de carácter social, cultural, desportivo ou recreativo. Hoje não é possível colocar um “gosto” em algo que concordemos ou até por solidariedade, porque a seguir alguém nos questionará sobre tal ou entramos, de imediato, na longa lista negra dos controladores. Sou do tempo que via candidatos de um determinado partido a estarem presentes em iniciativas de outros. A verdade é que as sessões de esclarecimentos servem para isso mesmo: esclarecer. Quem participa quer saber, quem participa não é obrigatóriamente votante ou apoiante. A opinião firma-se, ouvindo diversas versões, por vezes contraditórias e concluindo. Afinal ser candidato e ser escolhido não é obter um “tacho”, mas sacrificar a sua vida em prol de um bem grandioso que é a comunidade onde se habita ou se pretender servir. Servir repito e nunca servir-se!
Sou jornalista profissional e já me telefonaram só para obterem esclarecimentos ou lembrarem-me que tinha colocado “gostos” em determinados comentários que até não pareciam politicamente corretos ou que poderiam trazer consequências…para o futuro do jornal! Quem me conhece sabe que é para o lado que durmo melhor. Continuarei amigo dos meus amigos e nunca lhes sugerirei que troquem de camisola só para me agradarem. Respeito muito a opinião deles, mas decido conforme a minha consciência.
Mesmo ao fechar desta edição dois acontecimentos merecem ser referenciados. Um tem a ver com suposto tiro ou tiros disparados contra a habitação de um candidato da AD, Vasco Costa, à autarquia de Custóias. Não sabendo se este ataque está diretamente ligado à sua candidatura, a verdade é que é urgente colocar gelo nas nossas atitudes quotidianas e sabermos respeitar o próximo. Se, por acaso, se tratou de uma ameaça político-partidária urge que os partidos e coligações formem os seus candidatos e apoiantes informando-os de que estas eleições destinam-se a escolher de entre aqueles que se disponibilizam para nos servirem. Tarefa, quase sempre hercúlea, porque as verbas que vão ter à disposição serão sempre muito inferiores às reais necessidades de qualquer comunidade e não para ver quem ganha, como de qualquer evento desportivo se tratasse. O partido CHEGA de Matosinhos que já viu, também, alguns painéis publicitários serem destruídos veio já apresentar a sua solidariedade para com a coligação. É importante que todos juntos combatam a “cegueira” e o radicalismo de alguns “auto-marginalizados” da sociedade. Eleições são um momento sério, alegria e de exortação da liberdade.
O outro acontecimento tem a ver com o falecimento de Jaime Poças. Enorme cidadão gaiense, empresário, filantropo e amante da sua cidade e concelho de Vila Nova de Gaia. Vencedor de um dos troféus AUDIÊNCIA deixa um legado valiosíssimo que a esposa, filhos e restante família saberão, de forma imaculada honrar e perpetuar. Este jornal, de quem foi um dos primeiros subscritores, apresenta sentidas condolências à família.


