Quanto mais se distanciam os acontecimentos de Outubro de 1917, mais visível se torna hoje o seu significado para o destino da humanidade, pois a evocação daqueles inesquecíveis dias não representa somente uma viagem histórica ao passado, mas constitui a sua integração na escola de luta dos povos por um mundo melhor, nos tempos actuais.

Bem podem os detractores habituais de serviço ao grande capital esforçar-se por denegrir, falsear e tentar reescrever a História que não conseguirão apagar nunca o maior acontecimento da história mundial recente que espalhou as sementes do futuro, para uma nova era.

O «brilhantismo» de alguns historiadores vai ao ponto de atribuírem à Revolução de Outubro a existência da II Guerra Mundial, como é o caso do húngaro sr. Victor Sebestyien, ou, se Lenine tivesse sido preso quando chegou à Rússia e os mencheviques não tivessem abandonado o congresso dos sovietes, a história não seria a mesma, afirmação peremptória do britânico sr. Orlando Figes.

Eles e outros comentadores do nosso burgo não se confessam, nem era necessário fazê-lo, pois sabe-se muito bem onde residem as suas inquietações bem expressas na repercussão que a Revolução de Outubro teve no progresso técnico e científico, nos enormes avanços alcançados em pouco tempo pela sociedade soviética, transformando o País num dos mais industrializados e avançados do mundo, acompanhando conquistas sociais e elevação do bem-estar de centenas de milhões de seres humanos e colocando um ponto final na exploração do homem pelo homem, tornando assim o socialismo como a política do futuro.

Eles, historiadores e comentadores de pacotilha, conhecem bem o papel decisivo da URSS para a derrota do nazi-fascismo e para a eliminação do colonialismo e sentem o valor do exemplo que inspirou e inspira tantos trabalhadores do mundo capitalista que, com a sua luta, conquistam direitos políticos, económicos e sociais.
Eles, como sabem tudo isto, olham de soslaio para estes exemplos e não conseguem deixar de manifestar a sua intolerância e até ódio profundo, vertidos nos seus argumentos e artigos plenos de anticomunismo primário.

Eles, os que abominam Outubro, são os mesmos que nunca quiseram Abril e tudo fizeram e fazem para o destruir e, faltando-lhes a frontalidade para o dizerem abertamente, negam a realidade nos escritos apócrifos, mostrando preferir o fascismo à luz da Revolução dos Cravos ou até queiram, para a evolução da espécie humana, que todos ainda andem, como eles, de cerviz baixa.

O capitalismo, na sua fase actual imperialista, deixa o seu rasto de exploração, injustiças, sangue e guerra, mas não é o fim da história.

Os retrógrados podem colocar entraves, mas não podem impedir que a época actual da história da sociedade humana é a da transição do capitalismo para o socialismo, pois é neste que reside o processo de emancipação social, igualdade, justiça e paz a que os povos conseguirão chegar em plenitude.

As futuras gerações somente através de livros ficarão a conhecer o significado daquilo que foi o tempo do capitalismo e a exploração a ele inerente e irão seguramente louvar todos aqueles que, com a sua luta, acabaram por levar de vencida o sistema político mais nefasto para a humanidade.

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