Fundada a 1 de julho de 1921, mercê da boa vontade e dinamismo dos crestumenses Alberto Silva Ramos, Joaquim Fernandes Lopes e João Luís Meireles, a Sociedade Filarmónica de Crestuma tem a sua própria Sede Social na Rua Centra, naquela freguesia banhada pelo rio Douro.
Através da colaboração das várias direções que, ao longo dos anos, dedicaram o seu carinho e esforço na manutenção desta instituição centenária, foram os diversos regentes, João Luís Meireles, Artur da Graça Sampaio, António de Sousa Júnior, Timóteo Augusto, Joaquim Luís Meireles, Hermenegildo A Campos, Rodolfo Campos, Joaquim Costa, José Moura, José Miguel Monteiro, Tiago Soares, Humberto Granja e atualmente Joana Oliveira, dando expressão ao objetivo artístico para que os Estatutos apontam, tornando-se a Sociedade Filarmónica de Crestuma num verdadeiro alfobre de bons músicos.
Do seu nível artístico falam ainda as presenças que foram e que são, dos seus executantes em Bandas e Orquestras de renome, Banda da Força Aérea, Banda da GNR, Banda do exército, ex-Infantaria 1 e 6, Banda da Região Militar do Norte, Orquestra do Norte, Banda da Polícia do Comando Metropolitano do Porto, Clássica do Porto, Gulbenkian, Orquestra da Opera de S. Carlos, Quarteto de Metais de Lisboa, Orquestras de Espinho, das Beiras, Cascais e Sintra, assim como o ex-diretor do Conservatório de Musica do Porto.
A Sociedade Filarmónica de Crestuma foi também finalista do Concurso de Bandas Civis de Lisboa e do concurso de Bandas Civis da EDP e aquando da celebração das Bodas de Diamante, recebeu por unanimidade da Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia, a medalha de Mérito Municipal classe Ouro.
Em 2013, recebeu já o Troféu Artes e Letras, do Jornal AUDIÊNCIA e em 2014 venceu o 1º Prémio na 2ª secção do 1º Concurso Internacional de Bandas Filarmónicas-CIB Filarmonia D’Ouro, no qual foi também distinguido o seu Maestro com o mais alto galardão desse evento, a Batuta de Ouro. Obteve ainda o 3º lugar no XIII Certame Galego de Bandas de música e em 2025, a sua maestrina Joana Oliveira, foi também galardoada com a Medalha de Mérito Municipal classe Ouro. Através da iniciativa dos irmãos Joana Oliveira (atual maestrina) e Tiago Oliveira (Oboísta solista) nasceu, foi criado e desenvolvido ao longo dos últimos anos, o fabuloso Estágio D’Ouro, considerado um dos melhores da Europa, e Orquestra D’Ouro, no qual participaram todos os anos cerca de 100 jovens instrumentistas de sopros e percussão vindos das melhores filarmónicas Portuguesas e Europeias. Para este projeto, foram sempre convidados para o orientar os melhores maestros e orientadores portugueses e europeus, como Hugo Vieira, André Granjo, Hermenegildo Campos, Luís Carvalho, José Eduardo Gomes, Paulo Martins, Francisco Ferreira, Fernando Marinho, Raffa Agulló Albors, José Ignacio Petit Matias tendo culminado com a vinda do maestro dos maestros, o Holandês Ian Cobber.
Na sua missão de promover o ensino da música a crianças e jovens, onde novos talentos emergem como Francisco Ribeiro, mastro assistente e compositor, não perde, contudo, o foco principal na manutenção de uma banda filarmónica e orquestra de jovens.


