O gaiense Paulo Cadete tem 49 anos, foi jogador de futebol e é, atualmente, treinador adjunto do Académico de Viseu. O técnico desportivo falou, em conversa com o AUDIÊNCIA, sobre o seu percurso no mundo do futebol e sobre o orgulho que sente por este ter começado no Clube de Futebol de S. Félix da Marinha.

 

 

 

O treinador adjunto do Académico de Viseu, Paulo Cadete, contou ao AUDIÊNCIA que “foi no S. Félix, instituição à qual agradeço, que tudo começou” e que “eu comecei em S. Félix da Marinha, com cinco ou seis anos, com muitos que, ainda hoje, são meus amigos e com os quais, ainda hoje, falo “.

O técnico desportivo fez questão de sublinhar que tem saudades “do bairrismo que havia, das amizades que criei, onde comecei a sentir toda a adrenalina do futebol e toda a paixão que tenho pelo futebol, que é a minha vida, e foi bom ter começado em São Félix da Marinha. Eu comecei nas escolinhas, nos infantis, e foi aí que eu ganhei alguns troféus e tenho gosto de ainda hoje os guardar e estimar. Eu guardo as medalhas e os troféus com muita paixão e com muito gosto e estive em São Félix da Marinha até aos juvenis”, contando que “na altura tive um convite para ir para o Espinho, que estava na 1ª Divisão e eu lembro-me que foi uma luta tremenda para eu sair do São Félix”.

Enquanto falou sobre o seu percurso como jogador de futebol, Paulo Cadete mencionou a sua passagem pelo “Espinho, no qual estive até ao primeiro ano de Juniores, depois saí de Espinho e fui para o Luso, na Mealhada, no qual eu treinava com os seniores e jogava pelos juniores e foi uma experiência também muito gratificante para mim, porque foi a primeira vez que eu saí de casa, com 17 anos, pois tinha de lá viver na casa com os jogadores, com os seniores, e foi uma aprendizagem muito grande. Depois, acabou a formação e eu voltei a Gaia pela porta de Oliveira do Douro”.

Durante a passagem pelo Clube de Futebol de Oliveira do Douro, o atual treinador adjunto do Académico de Viseu conseguiu subir “à antiga 3ª Divisão e eu mantive-me em Oliveira do Douro durante dois anos e depois fui para os Dragões Sandinenses e subimos da 3ª para a 2ª Divisão”.

“Quando eu sai do Oliveira do Douro para os Dragões Sandinenses comecei a ser profissional e eu estive nos Dragões Sandinenses durante 5 anos”, revelou o técnico desportivo, enaltecendo que “foi aí que a minha caminhada foi sempre como profissional de futebol”.

Posteriormente, Paulo Cadete passou pelo Ribeirão Futebol Clube, e começou a fazer o seu percurso no mundo do futebol, sobre o qual referiu que “a paixão começou a aumentar cada vez mais e eu comecei a viver do futebol”. Mais tarde, o técnico desportivo foi para o Vilanovense e para o Marco de Canaveses. Depois, regressou ao Ribeirão, onde esteve dois anos e, posteriormente, foi para o Canelas e para o Leça da Palmeira, clube onde terminou a sua carreira de jogador de futebol.

“Acabei no Leça, na 3º divisão, já com 35 anos, onde as pessoas já me procuravam para outras coisas, para dar conselhos, e eu estava a jogar, mas eu achei por bem acabar, porque pensei que era o momento certo para o fazer e também tenho um carinho muito especial por Leça. Não acabei em Gaia, num clube de Gaia onde comecei, mas acabei no Leça e estou muito orgulhoso de ter acabado a minha carreira de jogador no Leça”, destacou o técnico desportivo, mencionando que “eu gosto e orgulho-me muito de Vila Nova de Gaia e por onde passo tenho o gosto de dizer que sou de Gaia, que comecei no São Félix, que joguei em Oliveira do Douro, que estive nos Dragões Sandinenses e que estive no Canelas, em grandes clubes”.

Paulo Cadete é, atualmente, treinador adjunto do Académico de Viseu e explicou que, “isto aconteceu quando eu estava em Leça da Palmeira, quando eu decidi que ia terminar a minha carreira de jogador de futebol e, pelo destino, o Quim Vitorino foi para os Açores, para a União Micaelense, em Ponta Delgada, e ligou-me, perguntando-me se eu queria ir para adjunto dele e eu nem pensei duas vezes e disse-lhe logo que sim. Se calhar foi o destino, mas foi também pela amizade que tenho com o mister Quim Vitorino, pelo facto de ter trabalhado com ele como trabalhei, como jogador, e iniciei aí a minha rampa de treinador, passando para o outro lado, e fui logo para os Açores”.

Depois da experiência como treinador adjunto da União Micaelense, o técnico desportivo recebeu um convite de Madureira, para ser treinador adjunto do Boavista, clube que “uma escola muito grande que eu tive no Bessa, foi uma aprendizagem muito forte. Depois de estar no Boavista o mister Madureira saiu e eu fiz a transição e quem me aparece para treinar o Boavista é o mister Vitor Paneira. Encontrei o mister Vitor Paneira e continuei o meu percurso de treinador e começamos a trabalhar juntos no Boavista”, seguidamente, “o mister Vitor Paneira foi para o Tondela e aí fomos para o Tondela durante 4 anos, no Campeonato de Portugal. Conseguimos subir de divisão, subimos para a 2ª Liga e depois o mister Paneira saiu e eu continuei no Tondela, onde estive a trabalhar com o mister Álvaro Magalhães e com o mister Chaínho. Nós trabalhamos juntos e eu fiz a transição novamente, continuei no Tondela e depois entrei com o Quim Machado e continuei na 2ª Liga. Estive com o Quim Machado e foi um dos pontos mais altos que eu tive, que foi conseguirmos subir à 1ª Liga e sermos Campeões da 2ª Liga. É um orgulho muito grande e um prazer muito grande que tenho na minha carreira. Tenho dois pontos altos na minha carreira e um deles é ter sido Campeão da 2ª Liga, não é fácil, é muito difícil”.

Ulteriormente, Paulo Cadete teve a oportunidade de ser treinador principal do Vila Real, esteve “o ano todo em Vila Real e depois tenho um clube que me convida, que é o Vilanovense e eu tenho uma gratidão também com o presidente Coelho, porque foi o primeiro presidente que me convidou das equipas de Gaia, para ser treinador de uma equipa, por isso eu estou muito grato também pelo Vilanovense, porque, neste caso, o presidente Coelho foi quem me abriu a porta, para eu treinar uma equipa em Gaia e eu acho que é uma gratidão que eu guardo para a vida”.

E foi após a passagem por inúmeros clubes que o técnico desportivo recebeu o convite para ir para o Académico de Viseu, onde se encontra nos dias de hoje, e para trabalhar com o mister Rui Borges.

“Fizemos uma época muito boa e ficamos em 8º lugar porque, derivado a esta pandemia, o Campeonato acabou, mas fizemos uma Taça de Portugal muito boa. Conseguimos ultrapassar o objetivo, conseguimos ir à meia-final no Estádio do Dragão, com o Futebol Clube do Porto, que foi outro ponto alto da minha carreira. Eu penso que isso é um marco e é um orgulho que eu tenho”, salientou o treinador adjunto do Académico de Viseu, evidenciando que “o Académico está de parabéns pela época que fez e por ter conseguido ir à meia-final, inédito no Académico”.

Paulo Cadete aproveitou ainda a ocasião para declarar que quer “ir mais além, como ambicioso que sou” e para demonstrar o orgulho que sente “daquilo que tenho, das minhas raízes, de onde estou atualmente e por onde passei, dos clubes que fizeram de mim quem eu sou hoje. Eu acredito que foi muito importante ter começado no São Félix, porque era uma altura em que a paixão existia, havia muito bairrismo, havia muita competitividade e isso deu-nos muita força, muita paixão e permitiu-nos ganhar aquele gosto pelo futebol, o que fez de mim o que eu sou hoje e daí também o meu agradecimento e a minha gratidão”.

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