Já conta com 30 anos como presidente do Futebol Clube de Gaia e está para continuar. Aurélio Morais, e praticamente todos os órgãos sociais do clube, foram reeleitos para o quadriénio 2026-2029, prometendo continuar o bom trabalho desenvolvido até aqui. Contudo, o presidente reeleito lembra que sem o apoio político e empresarial, o trabalho fica mais complicado de realizar.
Decorreu, no passado dia 16 de janeiro, a tomada de posse dos novos corpos sociais do Futebol Clube de Gaia. Aurélio Morais, na direção do clube há 40 anos, e há 30 deles como presidente, foi reeleito para mais quatro anos, assim como a maioria dos corpos sociais que o acompanham.
“A continuidade dos corpos sociais foi por vontade expressa do presidente da Assembleia Geral que mostrou vontade que houvesse continuidade do trabalho desenvolvido e conseguiu convencer-nos a todos. Todos os elementos dos órgãos sociais foram reconduzidos, com uma ou outra novidade, que, no fundo, veio reforçar a equipa e daí vamos dar continuidade até quando a saúde o permitir”, referiu o presidente reeleito.
Aos 75 anos, Aurélio Morais continuará assim “a tentar levar este barco a bom porto”, juntamente com o resto dos corpos sociais, com o objetivo, sempre, de “continuar a melhorar as condições do clube, que é o fundamental” para a direção.
“O clube, em determinados momentos, sofreu um revés grande financeiramente com algumas situações que não foram totalmente satisfeitas em termos de apoios e o clube ficou com alguns problemas, que estão a ser resolvidos. E a nossa vontade é limpar o clube destas situações, o que, gradualmente, tem vindo a ser conseguido. O objetivo é continuar a ver se quando sairmos as coisas estão limpas e melhores”, garantiu.
Com a equipa sénior de andebol na 1ª Divisão Nacional, a continuidade é a prioridade, embora o presidente admita que tal “também depende dos apoios que houver e também do poder político”. “O poder político é que também há de dizer se quer ou não, não pode passar ao lado. Qualquer projeto desportivo, para os clubes desta natureza, e para os clubes de Gaia, que são muitos, tem de ter algum apoio, alguma vontade política para segurar o barco. Não sei se ela existe… estamos a viver o dia a dia, esta época já está a meio e o futuro não sei. Ainda não houve conversas. Houve contactos, já fomos dando conta das coisas, mas não posso dizer que neste momento tenha havido conversas ou projetos para o futuro. E é isso que também precisamos de assegurar, quer para manter a equipa na 1ª Divisão, quer para manter outras atividades como Basquetebol, aquelas que efetivamente estão a competir”, afirma Aurélio Morais.
Atualmente, o Futebol Clube de Gaia tem 24 equipas de basquetebol e andebol em competição, com mais do que uma equipa por escalão na formação, além do futebol e da ginástica, somando, ao todo, 700 atletas, o que cria também dificuldades de gestão.
“Temos muita gente que nos procura, felizmente, e é sinal de que o trabalho está a ser bem feito. Isto obriga-nos a uma diversificação por pavilhões municipais e privados, das escolas, porque só o nosso era impossível. As equipas seniores a treinarem diariamente e com os horários escolares que existem no nosso pavilhão só uma equipa é que pode treinar por dia praticamente. E isto também tem custos. Os custos, por muito que queiramos e procuramos apoios externos, a formação é paga, os pais ajudam, mas o desporto sénior é difícil. Precisamos de mais apoios, bem procuramos e batemos às portas do tecido empresarial, mas há um bairrismo muito grande e consegue-se mais nos clubes da freguesia do interior do que propriamente aqui no centro, apesar do FC Gaia ser um clube da cidade, ostentar o nome da cidade. Mas com muito sacrifício de toda a gente vamos tentando e vamos conseguindo”.
Garantindo que tudo o que se vier a fazer de futuro no clube vai “depender da vontade de muita gente, dos dirigentes, patrocinadores e do poder político”, Aurélio Morais deixa ainda uma mensagem de esperança para os sócios.
“Tem de haver um conjunto de esforços que têm de ser feitos para desenvolvermos mais a nossa atividade. Mas quero deixar uma mensagem de esperança no futuro, os sócios sabem que o trabalho que está a ser feito é um trabalho sério, que tem um único objetivo, o engrandecimento e o bem do clube. Estamos ali a defender o clube e os sócios podem ter a certeza de que tudo o que se faz é nesse sentido, e esperança porque não podemos baixar os braços. Se tivesse de atirar a toalha ao chão já tinha tido ocasiões para o fazer, mas nem eu nem os meus colegas o fizemos. Vamos continuar com este objetivo, esperança no futuro, com trabalho, mas também com ajuda, é essencial”, assegura.
A tomada de posse dos novos corpos sociais do FC Gaia contou com a presença de Paulo Rodrigues, presidente da Federação das Coletividades de Vila Nova de Gaia, bem como de Tânia Azevedo, adjunta do Vereador do Desporto da Câmara Municipal de Gaia.
Corpos sociais para o quadriénio 2026-2029
Mesa da Assembleia Geral
Presidente: Francisco José Pereira Serrano Silva
Vice-presidente: António Augusto Sousa Alvares Quintela
1º Secretário: José António Abreu Castelhano Garcia
2º Secretário: José Fernando Rodrigues Sousa
Conselho Fiscal
Presidente: António Manuel Ferreira Moura
Vice-presidente: João Miguel Mota Batista Sousa
Vogais: Bruno Álvares Cardeano Quintela e Rui Manuel Pinto Almeida Campos
Direção
Presidente: Aurélio da Silva Morais
Presidente adjunto: Fernando Paulo Ferreira Galvão
Vice-presidentes: Carlos Manuel Pinto Fonseca, Francisco João Rodrigues Pinto, Pedro Miguel Rema Marques, Rui Paulo Aboim Aguiar e Rui Pedro Coelho Santos.
Conselho Geral
António Joaquim Lacerda Alves Teixeira, António José Vieira Santos, António Manuel Freitas Martins, Jorge Manuel Brito Tormenta, Jorge Fernando Rodrigues Teixeira, José Maria Silva Ribeiro, Nelson Mário Almeida Cunha Soares e Vítor Manuel Cardoso Borges


