As calosidades, comummente denominadas por calos, constituem uma camada espessa de células mortas, que se forma no seguimento da contínua pressão exercida pela utilização de meias ou calçado inadequados, assim como pelo excessivo esforço físico a que o pé pode ser submetido. Existem fundamentalmente dois tipos de calos: os calos moles, que se desenvolvem entre os dedos, e os calos duros, que surgem nas extremidades dos dedos.

As principais causas para o aparecimento de calosidades são o uso de calçado inadequado e mal ajustado ao pé; a atividade profissional ou desportiva que implique fricção e pressão constante; as deformações ósseas e estruturais dos dedos (como por exemplo, os dedos em garra) ou alterações na forma como cada pessoa caminha.

Para evitar o aparecimento de calosidades é recomendável o uso de calçado adaptado à morfologia e tamanho do pé, uma vez que o uso de sapatos demasiado apertados poderá causar, a curto prazo, o aparecimento de calosidades, bem como problemas mais graves a longo prazo. Além disso, é importante diminuir ou eliminar a pressão excessiva que está na origem das calosidades. A hidratação em zonas mais propicias a calosidades, como os calcanhares, ajuda a manter a elasticidade dos tecidos, e por isso, pode contribuir também para a sua prevenção.

A avaliação morfológica do pé, realizada na consulta de Podologia, é um importante método de diagnóstico das possíveis origens das calosidades, ajudando assim, à indicação do tratamento mais adequado.  O podologista poderá ainda recomendar formas de alívio da dor, proceder à eliminação das calosidades e aconselhar sobre a melhor forma de prevenir o seu reaparecimento, nomeadamente através da escolha do calçado mais adequado ao pé, e, em situações concretas, fazer de forma personalizada palmilhas compensatórias.

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