O secretário regional da Agricultura e Desenvolvimento Rural, António Ventura, revelou, no passado dia 20 de julho, na sede do Instituto Regional de Ordenamento Agrário (IROA), na Ribeira Grande, após uma cerimónia de consignação de empreitadas agrícolas na Ilha de São Miguel, que o Governo dos Açores vai investir cerca de 7,7 milhões de euros em infraestruturas agrícolas, nomeadamente no abastecimento de água, caminhos agrícolas, caminhos de penetração e eletrificação, até ao final de 2021.

 

 

António Ventura, secretário regional da Agricultura e Desenvolvimento Rural, adiantou, após uma cerimónia de consignação de empreitadas a realizar no Perímetro de Ordenamento Agrário de Santana/Rabo de Peixe, da Bacia Leiteira de Ponta Delgada e na zona central de São Miguel, que decorreu na sede do Instituto Regional de Ordenamento Agrário (IROA), na Ribeira Grande, que o Governo dos Açores vai investir cerca de 7,7 milhões de euros em explorações agrícolas, até ao final de 2021.

“O Governo Regional prevê investir, até ao final do ano, quer no abastecimento de água, quer nos caminhos agrícolas e caminhos de penetração, quer mesmo na eletrificação, cerca de 7,7 milhões de euros, o que irá beneficiar cerca de quatro mil explorações agrícolas”, revelou o secretário regional da Agricultura e Desenvolvimento Rural, garantindo que os investimentos em causa “vão permitir reduzir os custos de produção”.

Neste contexto, Hernâni Costa, presidente da direção do IROA, sublinhou que “a função do IROA como instrumento de apoio à agricultura açoriana prende-se, principalmente, com o facto de termos aqui a oportunidade de reduzirmos os custos da produção, que os agricultores podem sentir”, explicando que “o IROA, aqui, é um instrumento a favor da agricultura dos Açores, para, de alguma forma, apoiar os agricultores com melhores acessibilidades, com sistemas de abastecimento de água e eletrificação que vai permitir uma rentabilidade muito superior das explorações agrícolas”.

“Neste momento estamos a falar de um sistema de abastecimento de água agrícola na zona das Caldeiras da Ribeira Grande, que vai beneficiar diversos agricultores, aqui, no concelho da Ribeira Grande. Temos dois caminhos agrícolas na Freguesia das Capelas e um na Freguesia do Pilar da Bretanha, que vão beneficiar cerca de 60 agricultores, em média, ou seja, estamos a falar de um investimento nesses quatro contratos à volta de meio milhão de euros, numa primeira fase, e temos mais seis milhões que vão totalizar, aqui, mais de um milhão e meio de euros de investimento até ao final deste ano de 2021, ou seja, não estamos a falar, aqui, de planos de investimento para o próximo ano, mas para serem executados, ainda este ano, de modo a apoiar a agricultura nesta fase decisiva”, frisou o presidente da direção do Instituto Regional de Ordenamento Agrário.

Para saber em que medida vão ser reduzidos esses custos de produção, António Ventura anunciou que o Governo Regional iniciou este ano “um estudo por ilha, e até mesmo por concelho, sobre a quantificação desses mesmos custos”.

“A ação da agroruralidade, por ilha, tem a função de saber quais as oportunidades e as potencialidades, com vista a saber qual o valor de produção de, por exemplo, um litro de leite, um quilo de carne ou um quilo de hortaliças”, explicou o responsável pela pasta da Agricultura nos Açores, esclarecendo que “é preciso quantificar todas as variáveis que estão no modelo de produção pecuário”.

Segundo o secretário regional, “isto significa que os acessos às explorações agrícolas, a eletrificação e o abastecimento de água são fundamentais para essa mesma quantificação”.

António Ventura assegurou, ainda, que a partir de agora, a tutela passará a “partilhar e a obter a opinião sobre os investimentos no âmbito do Instituto Regional de Ordenamento Agrário – IROA com a Federação Agrícola dos Açores e receber, por parte desta, as prioridades de investimento”.

“São essas prioridades que são precisas definir juntamente com os parceiros do setor, asseverou o secretário regional, referindo que se trata de um exercício de “democracia participativa”.

O responsável pela pasta da Agricultura e Desenvolvimento Rural, ressaltou, ainda, que a secretaria regional já iniciou um estudo para “caracterizar os plásticos que estão a ser utilizados na agricultura e a possibilidade de haver uma economia circular desses mesmos plásticos, ou seja para sabermos que quantidade é que nós temos e como é que podemos fazer um reaproveitamento desses plásticos, novamente, através da agricultura”.

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