A comida servida nas escolas básicas Luísa Constantino e D. Paulo José Tavares (integradas na Escola Básica e Integrada de Rabo de Peixe) desta quarta-feira, 23 de setembro, apresentou má qualidade. Os relatos dos encarregados de educação dizem tratar-se de “comida azeda”.

 

 

A situação parece ter sido resolvida, mas o descontentamento continua. De acordo com o presidente do Conselho Executivo da escola Integrada, André da Costa Melo, a qualidade da comida servida foi afetada pela sujidade nas caixas em que a mesma é guardada.

“A comida que veio estava em boas condições, mas algumas das caixas – recicláveis – não estavam bem lavadas”, diz o responsável da escola, que explicou ao AUDIÊNCIA que “ao abrir algumas caixas, houve um cheiro [desagradável], motivo pelo qual os miúdos não conseguiram comer”. Assim sendo, nas caixas em que o cheiro não se fez sentir, a comida era de boa qualidade e “os miúdos comeram”.

A situação foi reportada à empresa responsável, a Euroessen – Restauração e Serviços Lda., e “tentámos arranjar uma solução, porque esta é uma situação que não se pode repetir”.

André da Costa Melo revelou também que o Delegado de Saúde concelhio já reuniu com a empresa para verificar em que condições estavam a ser confecionadas as refeições, refeições estas que são transportadas para as escolas já prontas, e ao que o AUDIÊNCIA conseguiu apurar, foram levadas amostras para análise.

No entanto, o presidente do Conselho Executivo afirma que esta é uma “responsabilidade da empresa”, sendo que a mesma já está a averiguar o que pode ter acontecido no dia de ontem.

Se por um lado existe a tentativa desta situação não se voltar a repetir por pôr em risco a saúde das crianças, existe também a solução para que casos destes não se voltem a repetir. Jaime Vieira, presidente da Junta de Freguesia de Rabo de Peixe e também encarregado de educação nesta vila, expõe o seu descontentamento por não entender o motivo de, “ao longo dos tempos, as escolas terem deixado de preparar refeições”, sendo estas fornecidas por empresas que têm por “objetivo o lucro”, e cuja qualidade “deixa muito a desejar”.

Para o autarca, ainda que seja esta uma empresa nova no fornecimento das refeições, deve ser responsabilizada, já que “acreditamos que temos que ter mais cuidados ao servir estas refeições a crianças, do que com outras faixas etárias”.

“Esta é uma situação lamentável e apelo para que não volte acontecer porque, efetivamente, o que se está a passar hoje é uma situação de grande revolta para os pais”, defende Jaime Vieira, que relata que muitas vezes a comida é servida em recipientes de alumínio, o que pode ser prejudicial para as crianças, além de que altera o sabor da comida servida.

O autarca conclui: “gostava que se chamasse à responsabilidade de quem de direito para que situações como estas não voltassem a acontecer. Espero que esta situação seja um ‘abre olhos’ para que quem tutela a área da Educação perceba que muitas vezes a qualidade destas refeições não são as mais adequadas e que, de uma vez por todas, é necessário voltar ao passado, sendo as escolas a confecionar as refeições”.

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