A coligação Gaia Sempre na Frente, que junta o PSD, o CDS-PP e a Iniciativa Liberal, sagrou-se vencedora, nas últimas eleições autárquicas, com 40,74% dos votos, assinalando o fim de doze anos de governação socialista no concelho gaiense. Luís Filipe Menezes regressa, assim, à presidência da Câmara Municipal de Gaia, depois de ter estado à frente dos destinos deste município entre 1997 e 2013. A presidência da Assembleia Municipal vai ficar nas mãos de Paulo Rangel, no seguimento do triunfo da coligação Gaia Sempre na Frente, com 37,25% dos sufrágios.
Luís Filipe Menezes voltou a receber, no passado dia 12 de outubro, a confiança dos gaienses, depois de ter liderado o concelho entre 1997 e 2013, e foi eleito presidente da Câmara Municipal de Gaia, pela coligação PPD/PSD.CDS-PP.IL, intitulada Gaia Sempre na Frente, com 40,74% dos votos, assegurando cinco mandatos. Sem maioria absoluta, o autarca eleito conseguiu mais 4,89% dos sufrágios do seu opositor, João Paulo Correia, do Partido Socialista, que conseguiu 35,85 dos votos, garantindo também cinco mandatos. Por outro lado, o Chega conseguiu 10,97% dos votos, assegurando um mandato. Por fim, o PCP-PEV, Bloco de Esquerda + Livre, ADN, PLS e VP não elegeram qualquer representante.
O triunfo da coligação liderada por Luís Filipe Menezes foi, também, notório na Assembleia Municipal, através da eleição de Paulo Rangel, que assegurou, assim, 37,25% dos votos, e conquistou 14 dos 33 mandatos disponíveis. Neste seguimento, o PS conseguiu 13 mandatos, ao passo que o Chega obteve quatro, ao passo que o Bloco + Livre e o PCP-PEV conseguiram um mandato. Neste seguimento, o ADN e o Partido Liberal Social não elegeram qualquer representante.
Na disputa pelas Assembleias de Freguesia, a coligação Gaia Sempre na Frente também mereceu a confiança dos gaienses, tendo assegurado, 15 das 24 freguesias que constituem o concelho. Em Arcozelo, o PPD/PSD.CDS-PP.IL conquistou 42,70% dos votos, mais 7% do que os socialistas, que reuniram 35,70% dos votos, o que conduziu à eleição de Vasco Bezerra. Em Avintes, o PS conseguiu 43,79% dos votos, enquanto a coligação Gaia Sempre na Frente alcançou 20,32%, pelo que Eduardo Ribeiro será o novo presidente da autarquia avintense. Também em Canelas, o Partido Socialista conseguiu prevalecer sobre o PPD/PSD.CDS-PP.IL, com 44,13% dos votos, face aos 33,63% obtidos pela coligação, o que conduziu à eleição de Ana Luísa Ferreira. Em Canidelo, o cenário manteve-se, o PS venceu, com 40,71% dos votos, face aos 34,74% dos sufrágios obtidos pelo PPD/PSD.CDS-PP.IL, resultando na eleição de Manuel Ferreirinha. O mesmo aconteceu em Crestuma, com a eleição de Pedro Moreira, do Partido Socialista, com 42,22% dos votos, ao passo que a coligação Gaia Sempre na Frente conseguiu 42,03%. Em Grijó, o PPD/PSD.CDS-PP.IL venceu com Jorge Castro, com 45,82% dos sufrágios, enquanto o PS conseguiu 33,51% dos votos. Gulpilhares também mudou de cor, com a vitória de Alfredo Rocha, pela coligação Gaia Sempre na Frente, com 40,16% dos votos, face aos 33,94% obtidos pelo Partido Socialista. Também em Lever, a vitória foi do PPD/PSD.CDS-PP.IL, com 44,45% dos votos, enquanto o PS obteve 32,49% dos sufrágios, o que conduziu à eleição de Manuel Gama. Miguel Almeida conseguiu voltar a assegurar a Madalena, pelo Partido Socialista, com 45,98% dos votos, face aos 35,22% obtidos pela coligação Gaia Sempre na Frente. Já, Mafamude mudou de cor, com a vitória de Gustavo Gama, pelo PPD/PSD.CDS-PP.IL, com 36,94% dos votos, ao passo que o Partido Socialista conseguiu 36,59%. Também, Olival passou a laranja, com António Pinto, da coligação Gaia Sempre na Frente, que conquistou 45,60% dos votos, face aos 36,50% conseguidos pelo Partido Socialista. Em Oliveira do Douro, o PPD/PSD.CDS-PP.IL conseguiu um marco histórico, uma vez que, pela primeira vez, esta freguesia mudou de cor, com a vitória de Fábio Pinto, com 37,46% dos votos, face aos 35,09% conseguidos pelo PS. Por outro lado, Pedroso manteve-se rosa, com a eleição de Joaquim Tavares, pelo Partido Socialista, com 44,32% dos sufrágios, face aos 35,34% obtidos pelo PPD/PSD.CDS-PP.IL. Já, Perosinho passou a laranja, com a eleição de Manuel Jorge Silva, pela coligação Gaia Sempre na Frente, com 44,88% dos votos, face aos 33,45% obtidos pelo PS. Em Sandim, Fernando Constantino Ramos recebeu a confiança dos cidadãos pela coligação PPD/PSD.CDS-PP.IL, com 43,38%, face aos 23,30% conseguidos pelo PS. Santa Marinha também voltou a ser laranja 12 anos depois, desta vez com Fernando Duarte, pela coligação Gaia Sempre na Frente, que obteve 35,92% dos sufrágios, enquanto o Partido Socialista reuniu 34,34% dos votos. Em São Félix da Marinha, a coligação Gaia Sempre na Frente prevaleceu, com 50,12% dos votos, enquanto o PS obteve 31,83% dos sufrágios, o que resultou na eleição de Luís Oliveira. Em São Pedro da Afurada, Eduardo Matos foi o derradeiro vencedor pelo PPD/PSD.CDS-PP.IL, com 54,36% dos votos, face aos 32,96% conseguidos pelo Partido Socialista. Em Seixezelo, a vitória também foi da coligação Gaia Sempre na Frente, com 42,24% dos sufrágios, face aos 25,27% conseguidos pelo Partido Social Solidário (PSS), o que resultou na eleição de Sérgio Baptista. Em Sermonde, Manuel Félix foi eleito presidente de Junta, pelo PPD/PSD.CDS-PP.IL, com 45,36% dos votos, enquanto o PS obteve 41,68%. Já, em Serzedo, o Partido Socialista prevaleceu, com 42,90% dos votos, face aos 35,63% conseguidos pelo PPD/PSD.CDS-PP.IL, o que conduziu à eleição de Cláudio Melo. Em Valadares, a coligação Gaia Sempre na Frente saiu vitoriosa, com 29,37% dos votos, face aos 27,83% conseguidos pelo Partido Socialista, o que resultou na eleição de José António Ribeiro. Por outro lado, em Vilar de Andorinho, Andreia Teixeira conseguiu assegurar a vitória, pelo PS, com 40,48% dos votos, face aos 27,63% conseguidos pelo PPD/PSD.CDS-PP.IL. Por fim, em Vilar do Paraíso, os cidadãos elegeram Sara Magalhães, pelo PS, com 32,53% dos votos, ao passo que o movimento independente Juntos Por Vilar (JPV) conseguiu 24,27% dos sufrágios.
Luís Filipe Menezes voltará, assim, a liderar os destinos de Vila Nova de Gaia. Com este resultado, a coligação Gaia Sempre na Frente marcou o fim de um ciclo de doze anos de governação socialista e o regresso do ex-autarca ao executivo municipal. Apesar de não ter alcançado a maioria absoluta, a coligação demonstrou uma forte implantação territorial, vencendo na maioria das freguesias gaienses e garantindo uma presença significativa nos principais órgãos autárquicos. O concelho iniciará, agora, um novo ciclo, movido pela vontade do presidente eleito de unir o território e de que este seja um exemplo de dinamismo e progressão.


