Não, não vai ficar, se não formos responsáveis.

 

…. Este maldito vírus não pára de aterrorizar o mundo. Esta maldita pandemia, causou já milhões de mortos, vários danos, muitos deles sem retorno, que ficarão para a história, já sem falar na economia, que embora importante, é o menos pois recupera-se, enquanto aqueles que partem, não terão retorno….

O impacto económico é sem dúvida o mais visível, o mais comentado, que deixa muitos na miséria, mas a infecção deixa marcas, pode causar complicações graves aos humanos, sendo as sequelas mais comuns, o cansaço e dificuldades respiratórias, além dos danos que pode causar nos pulmões, rins, intestinos, sistema cardiovascular e até a nível do sistema nervoso, sem falar nas depressões.

A nível neurológico, a Pandemia afecta também e duma forma grave a saúde mental, que será segundo os especialistas de saúde a grande pandemia do século. Mas na maioria das vezes esquecida, também ficam os resíduos, aqueles que os menos responsáveis deixam espalhados em todo o lado e que causaram um impacto ambiental também ele incalculável.

Pessoalmente, sem ser pessimista e muito menos optimista, quero apenas ser realista. Sem ser radical e entrar em pânico, sou realista e respeitador, este vírus veio para ficar e durante muitos mais anos continuará a matar, a destruir a economia e o ambiente se não mudarmos mentalidades e formas de ser e estar.

Este mundo não é nosso, foi-nos emprestado, para que o cuidássemos e um dia o deixarmos um pouco melhor do que o encontramos aos nossos filhos e aos nossos netos, mas será que é o que estamos a fazer?

O dia-a-dia torna-se cada vez mais difícil. Temos vivido confinados, não podemos viajar, estamos impedidos de visitar os nossos familiares, andamos desconfiados de tudo e de todos, a nossa liberdade está limitada. Não podemos dar aquele abraço, o beijo às pessoas que nos são mais queridas. Não podemos socializar-nos, não podemos ir a festas, ao cinema, a museus. Não podemos assistir às festas da aldeia, às tradicionais festas em família e convívios com os amigos. Maldito vírus que viraste este mundo de pernas para o ar.

Cada vez que abrimos o jornal, uma revista, ligamos o rádio ou televisão e vemos as noticias os nossos medos e desconfianças aumentam. De certeza que a normalização da vida de cada um nunca mais será a mesma. Primeiro era necessária máscara para viajar, agora é obrigatório o teste, acabou um pouco a nossa liberdade. Que belo slogan, que bela melodia se ouviu vinda de Itália “vai ficar tudo bem”. Não, não vai ficar tudo bem, sabemos que a situação actual é de risco. Mesmo que muitos negativistas insistam, o vírus existe mesmo e irá continuar a matar, para nosso desespero. Não será isto uma guerra silenciosa de contornos duvidosos?

Penso que apenas venceremos esta luta, aliás guerra, se estivermos unidos e remarmos todos para o mesmo lado, com respeito por quem nos rodeia. Temos de lutar de mãos dadas, para minimizar os danos causados por este vírus, assim como temos de nos habituar a viver com este inimigo invisível, porque ele veio para ficar. Tal como a gripe, que em especial no inverno, temos de ter cuidado, agasalharmo-nos e até vacinarmo-nos, com o COVID, teremos de redobrar os cuidados. Esta ideia de que a vacina vem salvar o mundo, (espero que sim), penso ser um pouco irrealista, o corona vírus não vai desaparecer com a vacina se não mudarmos mentalidades, continuaram a haver mortos e infectados.

Creio que teremos de nos habituar a viver com esta nova realidade, sem medo, mas com respeito, tal como vivemos ao longo dos séculos com a gripe. Sabemos que a vacina da gripe existe, mesmo assim ela não foi erradicada. Todos os anos temos surtos de gripe e muitas pessoas que foram vacinadas morrem de Gripe.

Os avanços tecnológicos levam os cientistas a avançar em todas as direcções, fazerem tudo que está ao seu alcance para obter o sucesso e a cura, mas será que é mesmo a cura que procuram, ou será que estão a proteger alguns negócios?

Com ou sem vacinas, com maior ou menor eficácia das mesmas é da nossa responsabilidade cuidarmo-nos, ser responsáveis, conscientes e evitar a todo o custo não ser infectados nem infectar quem nos rodeia.

Assim, dentro destas condicionantes, temos de ter esperança e voltar a fazer a nossa vida, inteligentemente, o mais normal possível, mas sem pânico, com responsabilidade protegendo-nos para proteger os outros (higiene, distanciamento e proteção), cuidando da natureza, para que ela cuide de nós. Melhores dias virão e isso está nas nossas mãos e, quer acreditem quer não só juntos o conseguiremos, só juntos vamos conseguir contornar os obstáculos que nos apareçam pela frente.

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