Situada no chamado interior de Vila Nova de Gaia, a União de Freguesias de Pedroso e Seixezelo surgiu da reorganização administrativa local, em setembro de 2013. Pedroso, até à altura a maior freguesia do concelho, com 19,65 km2 e 18.714 habitantes (segundo os dados de 2011), juntou-se assim à “pequena” mas especial freguesia de Seixezelo, com apenas 1,61 km2 e 1.712 habitantes.

Curiosamente, a freguesia de Seixezelo chegou a ser parte integrante do Couto de Pedroso até 1834, sendo um dos seus maiores emblemas a Igreja Matriz. É também conhecida por ser a terra da Cereja, realizando-se anualmente, ainda nos dias de hoje, o tradicional Festival da Cereja de Seixezelo.

Já Pedroso é, segundo vestígios arqueológicos, um dos territórios mais antigos do concelho de Vila Nova de Gaia, sendo que o Castro Petrosus, no Monte Murado, que data de 7 d.c., deverá ter sido povoado desde a Idade do Ferro até, pelo menos, ao período romano. É exatamente em Castro Petrosus que tem origem o atual nome da freguesia, Pedroso, e em 1982 foram encontradas no local duas placas de bronze que foram considerados os achados arqueológicos mais importantes da década na Península Ibérica.

Talvez pela sua importância, o Monte Murado é um dos locais que coloca Pedroso no principal roteiro arqueológico do país e Filipe Lopes espera, um dia, conseguir tornar este local uma “marca da terra”, transformando um espaço que, em tempos, chegou a ser depósito de lixo, numa estação arqueológica de referência.

Contudo, o ex-libris da freguesia é, sem dúvida, o Mosteiro de Pedroso, que pertenceu à Ordem de São Bento, pensando-se que terá sido fundado em 867. Embora não haja certeza absoluta quanto à data da sua fundação, é certo que, no séc. XIII este local acolheu, como abade comendatário, Frei Pedro Julião, que, mais tarde, acabaria por ser nomeado Papa João XXI.

O Mosteiro de Pedroso foi um templo, inicialmente de estilo românico, todavia, devido às alterações que foi sofrendo ao longo dos anos, perdeu grande parte da sua traça original. Do edifício primitivo, permanece ainda a fachada lateral com um escudo e a pia batismal, bem como o torreão medieval, adossado à fachada. Apesar das modificações, este espaço acabou por ser considerado como Monumento de Interesse Público, em 2014.

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