Humberto Neves nasceu na cidade da Horta Ilha do Faial-Açores. É uma pessoa de paixões e um vencedor, vencer ou ficar em 1º lugar sempre pela vida é o seu lema. Foi por essa paixão que veio para o Porto e aqui encontrou o amor, uma história que contou em entrevista ao AUDIÊNCIA. Sendo um jovem que não fica no sofá, enquanto as pernas deixarem, Humberto Neves afirma que vai continuar a correr pela saúde e por uma causa, levando sempre as cores dos Açores, principalmente a ilha do Faial, como seu grande “Embaixador”.

 

 

Usa sempre uma frase. “Fico sempre em 1º lugar porque a vida já é um Pódio”. Quem é a pessoa por trás desta frase?

Sou eu simplesmente. A família e os amigos são os pilares da minha vida.

 

Nasceu na Ilha do faial, um paraíso no Atlântico. Como foi a sua adaptação ao continente?

A adaptação até foi fácil pois faço amigos facilmente. Gostei de viver no Porto, mas Lousada é mais pacata. Deixei o Faial, em 1998. Vivi na cidade do Porto e em São Pedro Cova (Gondomar). Vivo em Lousada desde 2005, o ano do meu casamento com a minha esposa Sandra. O meu filho Tomás nasceu em 2013.

 

 O Desporto faz parte da sua vida. Quando nasceu esta paixão?

Esta paixão praticamente já nasceu comigo. Nos Açores joguei futebol entre amigos. Só aos 14 anos é que ingressei no Sporting Clube da Horta, não comecei mais cedo porque a minha mãe não autorizava, chegando a sénior onde joguei na 3ª Divisão Nacional. Joguei também 1 ano Andebol no mesmo clube e pratiquei ténis de Mesa em provas do Inatel. O Atletismo foi aparecendo no meio destas atividades, tendo sido na Ilha do Faial que realizei a minha primeira meia-maratona.

 

A sua esposa e o seu filho Tomás são frequentemente vistos a participar nas mesmas atividades. Que mensagem passa ao seu filho de 6 anos para participar?

A motivação surge naturalmente, basta que tenha uma prova, ele pede. Pai, traz-me a medalha. Aproveito para expressar a minha alegria, ao participar na Maratona do Porto e ouvir na passagem da ribeira do Porto,

-Força, pai! Ao cortar a meta lá estavam, ele e a minha esposa a apoiarem-me. Foram 4 horas e 9 minutos de prova para recordar no futuro. Participei em provas de destaque em Espinho, Gaia, Penafiel, Maia, Mondim de Basto, Póvoa de Varzim entre muitas, em distâncias de 6,8,10 quilómetros, assim como Maratona e meias maratonas.

 

Escreveu também um livro de poesia, “Uma vida de emoções”. A poesia é outra das suas paixões?

Sem dúvida. É uma paixão, mas foram surgindo outros hobbies, como a fotografia e o atletismo. Por isso a escrita ficou um pouco parada. Mas já tenho o 2º livro escrito, “Viagens e sentimentos”, só que ainda não saiu do Word.

 

Falou-me agora mesmo de outra paixão. A fotografia. Como surge esta paixão. É algo recente?

Já vem desde criança, eu levava a máquina fotográfica para todo o lado fosse qual fosse o destino. Já a viver aqui em Lousada, fiz três workshops de fotografia, no Instituto de Multimédia do Porto, fotografamos a cidade urbana do Porto. Fiz uma sessão de fotos com a atriz Mafalda Teixeira que tive o prazer fotografar. Já fiz sessões para book fotográfico para a amigos, batizados e comunhões, mas somente a familiares.

 

Aliada a estas paixões, vem também as causas solidárias. Recentemente, participou num evento solidário em tempo de pandemia. O que o motiva nas causas solidárias?

A minha motivação é simples, disponibilidade para ajudar. Foram dois eventos solidários, organizados por Quilómetros em Casa para apoiar o Hospital de São João e o Hospital de Penafiel que contribui com valor monetário e 21 Quilómetros feitos em casa. Num percurso curto com apenas 190 metros. O Quilómetros pelos Açores, reverteu para 2 hospitais dos Açores Hospital da Ilha Terceira e São Miguel, novamente com valor monetário e 22 Quilómetros.

 

É uma presença assídua em provas de atletismo. Como faz para gerir, trabalho, família e atletismo?

Gerir não é fácil, mas, com o apoio, principalmente da família, e com cedência de parte a parte tudo se consegue. Por vezes, é necessário treinos madrugadores ou noturnos. Com frio, chuva ou com muito calor. Mas tudo se ultrapassa porque o foco é sempre o mesmo. Treinar, treinar, mantendo a forma física para realizar boas provas representando as cores do CIAIA-Clube Independente Atletismo Ilha Azul, clube da minha cidade da Horta.

 

Deve estar a preparar-se para alguma prova. Como faz agora que não pode estar com outros atletas?

Continuo a treinar para manter a forma. Vou participar na Corrida para a vida, para ajudar a Liga Portuguesa contra o Cancro. As provas foram canceladas ou adiadas para 2021. Agora só provas solidárias e, para isso, treino sozinho ou acompanhado com a esposa.

 

Há uns anos, passou por uma situação de saúde delicada, pode-nos falar desse momento e o que mudou no seu dia-a-dia.

Foi em 2015, a doença Hodgkin – Linfoma de Hodgkin tipo de linfoma é um cancro que tem geralmente bom prognóstico. Pode ser curada se detetada numa fase precoce. Estive um mês e meio com um nódulo no pescoço, algum cansaço, calores que apreciam quando ingeria alimentos picantes. Nessa altura, decidi fazer uma visita à minha médica de família. Fiz análises e exames médicos e foi diagnosticada uma doença oncológica. Massa volumosa no peito com 10 centímetros, gânglios, com o dobro dos centímetros que devia ter. Foi no IPO no Porto, onde fiz 10 sessões de quimioterapia, mais 17 de radioterapia. Toda esta situação foi vista por mim de forma positiva, tal como antes e atualmente o meu pensamento é sempre o mesmo, viver cada dia, como se fosse o último.

 

Se tivesse de realizar um sonho qual seria?

Poder ajudar a família, principalmente a minha mãe nos seus problemas de saúde.

 

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