“NA EPI, NÃO FORMAMOS APENAS PROFISSIONAIS, MAS PESSOAS PREPARADAS PARA TRANSFORMAR O MUNDO”

A Escola Profissional do Infante (EPI) voltou a reunir, no passado dia 24 de fevereiro, o seu Conselho Consultivo, no Hotel Holiday Inn Porto Gaia, com o intuito de debater questões relativas às necessidades de contratação de recursos humanos nos concelhos de Vila Nova de Gaia e da Trofa e apresentar a oferta educativa e formativa para o ano letivo de 2026/2027. O certame contou com a presença de Sérgio Araújo, presidente da Câmara Municipal da Trofa, Bárbara Camarinha, diretora de departamento de Planeamento e Desenvolvimento Educativo da Câmara Municipal de Gaia, Gustavo Gama, presidente da Junta de Freguesia de Mafamude, Eduardo Ribeiro, presidente da Junta de Freguesia de Avintes, Mafalda Cunha, vice-presidente executiva da Associação Empresarial do Baixo Ave (AEBA), e Ana Amorim, em representação da Comissão Executiva da Área Metropolitana do Porto, entre representantes do tecido empresarial, social e educativo dos concelhos onde está inserida, encarregados de educação e alunos.

 

 

A reunião do Conselho Consultivo da Escola Profissional do Infante (EPI) decorreu no passado dia 24 de fevereiro, no Hotel Holiday Inn Porto Gaia, e contou com a presença Sérgio Araújo, presidente da Câmara Municipal da Trofa, Bárbara Camarinha, diretora de departamento de Planeamento e Desenvolvimento Educativo da Câmara Municipal de Gaia, Gustavo Gama, presidente da Junta de Freguesia de Mafamude, Eduardo Ribeiro, presidente da Junta de Freguesia de Avintes, Mafalda Cunha, vice-presidente executiva da Associação Empresarial do Baixo Ave (AEBA), e Ana Amorim, em representação da Comissão Executiva da Área Metropolitana do Porto, entre representantes do tecido empresarial, social e educativo dos concelhos onde está inserida, encarregados de educação e alunos.

O certame permitiu abordar questões relativas às necessidades de contratação de recursos humanos em Vila Nova de Gaia e na Trofa e culminou com a apresentação da oferta educativa e formativa para o ano letivo de 2026/2027.

Relativamente a Vila Nova de Gaia, a EPI contará com 11 cursos profissionais, nomeadamente Técnico de Desenho Digital 3D, Técnico de Gestão e Administração, Técnico de Informática de Gestão, Cabeleireiro, Técnico de Comércio, Técnico de Sistemas de Computação e Redes, Técnico de Fotografia, Técnico de Comunicação/Marketing, Relações Públicas e Publicidade, Técnico de Desenvolvimento de Software, Técnico de Multimédia e Técnico de Turismo. Acerca dos cursos CEF, estes contemplarão Assistente de Cabeleireiro, Operador de Fotografia e Operador de Informática. Também estará disponível a formação de adultos.

Por outro lado, na Trofa, a Escola Profissional do Infante disponibilizará quatro cursos profissionais, sendo eles Técnico de Design de Moda, Técnico de Multimédia, Técnico de Fotografia e Técnico de Desenvolvimento de Software. Por outro lado, os cursos CEF contarão com as áreas de Fotografia e Informática.

Na ocasião, António Marques, diretor da Escola Profissional do Infante, fez questão de salientar que o Conselho Consultivo “é, por excelência, um momento marcante do nosso plano de atividades. É um momento que aproveitamos para a partilha do trabalho diário, das metas que vamos alcançando e das estratégias delineadas para o futuro. Mas, é acima de tudo um momento de prestação de contas, de transparência, de responsabilidade e também da nossa própria visão estratégica”.

“Estando cumpridos 35 anos de atividade, podemos afirmar com alguma segurança, que construímos um percurso sólido. Durante mais de três décadas formamos milhares de jovens e adultos, contribuindo ativamente para a qualificação do território onde atuamos e para o seu desenvolvimento económico e social”, frisou o diretor deste estabelecimento de ensino revelou que “temos consolidado um projeto de referência, reconhecido pela qualidade da formação, pela proximidade ao tecido empresarial e pela capacidade de adaptação às novas exigências do mercado de trabalho”.

Garantindo que a EPI continua a privilegiar de forma muito determinada a formação inicial dos jovens, tanto através dos cursos de educação e formação dos jovens no ensino básico, como dos cursos profissionais ao nível do ensino secundário, António Marques salientou que “nos últimos anos é com satisfação que registamos o crescimento do número de turmas e de alunos. Registamos o ajustamento estratégico da nossa oferta formativa às necessidades do mercado. Registamos a abertura e a consolidação do Polo da Trofa e, mais recentemente, a instalação dos dois Centros Tecnológicos Especializados nas áreas Digital e Informática. Investimos na valorização do espaço escolar, na modernização das nossas instalações e da atualização permanente dos equipamentos”.

Segundo o diretor da EPI, “a formação contínua de adultos apresenta já um aumento de 50% da nossa atividade. Este crescimento reflete claramente a opção estratégica de reforçar o nosso papel, enquanto parceiro essencial na qualificação ao longo da vida”.

Para António Marques, “desenvolvemos um projeto educativo verdadeiramente inclusivo, não como um conceito abstrato, mas como prática diária estruturada. A inclusão, para nós, significa garantir que cada aluno encontra, na nossa escola, um percurso possível, exigente e digno, independentemente da sua origem social, percurso académico anterior ou até contexto familiar. (…) Formamos técnicos qualificados, mas também cidadãos conscientes, capazes de integrar uma sociedade plural, diversa e multicultural”.

Assegurando que a EPI continua a privilegiar a inovação pedagógica, o diretor sublinhou que “os projetos transnacionais continuam a ser uma referência no nosso ambicioso programa anual e as temáticas da economia verde, da economia digital e da inteligência artificial fazem já parte do nosso quotidiano”.

Durante a sua intervenção, António Marques reforçou “o meu agradecimento a toda a equipa da EPI, que diariamente se reinventa, supera desafios e trabalha com missão e sentido de responsabilidade e com o objetivo claro de formar cada vez melhor os nossos alunos e formandos. Continuamos empenhados na construção de um projeto de excelência, capaz de responder às exigências de um mundo global, digital e multicultural como o que hoje temos, porque na EPI ensinamos com valores, não formamos apenas profissionais, formamos pessoas preparadas para transformar o mundo”.

Seguidamente, foi Jani Silva, diretora pedagógica da EPI, quem tomou a palavra, revelando que “a Escola Profissional do Infante tem como princípio orientador proporcionar um ensino de qualidade, que se diferencia pela sua praticidade, mas também pelas experiências que a escola oferece aos alunos, ao longo do seu percurso formativo, portanto, ao longo do período que os alunos estão na escola”.

Asseverando que a EPI tem direcionado a sua oferta formativa no sentido da empregabilidade nos concelhos onde está inserida, “de forma a responder às necessidades do mercado de trabalho, mas também o intuito de conciliar parcerias com entidades locais, que acolhem os nossos alunos, tanto na formação e no contexto de trabalho, para uma primeira experiência profissional”, a diretora pedagógica afirmou que a ação deste estabelecimento de ensino “passa por um conjunto de atividades, dentro e fora da sala de aula, que organizam o processo de aprendizagem, tais como visitas de estudo a empresas que exercem atividade nas áreas específicas do curso, participação em palestras e workshops, realização de projetos no âmbito da cidadania e desenvolvimento e ações de voluntariado, em colaboração com instituições locais”.

Segundo Jani Silva, a EPI “pretende continuar a orgulhar-se da concretização das metas consignadas no seu projeto educativo e superar os desafios da conjuntura para poder perpetuar a qualidade do ensino prestado e abrir caminho ao futuro dos seus alunos”.

Por outro lado, Joana Pires, diretora da Formação Contínua da Escola Profissional do Infante, apresentou “algumas das atividades que para nós são fundamentais para o crescimento dos nossos alunos”.

Reconhecendo que “o ensino profissional é essencial para preparar os jovens para o futuro, para o mercado de trabalho e é isso o que fazemos na EPI”, Joana Pires referiu que “apostamos numa formação de elevada qualidade, orientada por profissionais competentes e éticos. O nosso objetivo para além das competências técnicas é, também, formar cidadãos ativos. Valores como a democracia, o humanismo, a solidariedade e a tolerância estão no centro de tudo o que fazemos”.

“Neste momento, em Gaia, temos 34 turmas, divididas entre os cursos profissionais de nível secundário e os cursos de educação e formação de nível básico e 6 turmas no Polo da Trofa, entre os cursos de educação e formação e os cursos profissionais de nível secundário”, evidenciou a diretora da Formação Contínua da EPI, ressaltando que “a escola forma jovens preparados para o futuro, é nisso que nos focamos, com competências técnicas e cidadã ativa. Promovemos valores, responsabilidade social, envolvimento cívico e consciência ambiental. Somos uma escola que prepara cidadãos conscientes, críticos e comprometidos com a sociedade”.

Também, Sérgio Araújo, presidente da Câmara Municipal da Trofa, foi convidado a intervir, afiançando que “estaremos no caminho certo no que diz respeito à Escola Profissional do Infante”.

Recordando que foi enquanto exercia o cargo de vereador da Educação da Câmara Municipal da Trofa que “se conseguiu montar toda a estratégia para que a Escola Profissional do Infante se estabelecesse no concelho da Trofa”, o edil revelou que “o que nos levou a fazer este trabalho todo para que esta instalação fosse uma realidade foi a vontade da EPI de querer fazer a diferença naquilo que era a formação profissional”.

“É um gosto que a Escola Profissional do Infante esteja na Trofa, é um projeto que é para continuar e que tem tudo para crescer”, afirmou Sérgio Araújo, sublinhando que “da minha parte, enquanto presidente de Câmara, obviamente que farei tudo o que estiver ao meu alcance para, de facto, deixar o meu legado, que é melhorar a vida dos meus munícipes e não só, se puder acrescentar um bocadinho àquilo que é o panorama nacional, também o irei fazer, porque nós não somos ilhas, nós temos limites em termos de território, mas o tempo trata de nos demonstrar muito bem que não somos ilhas”.

Já, Gustavo Gama, presidente da Junta de Freguesia de Mafamude, destacou que “da nossa parte, estaremos sempre disponíveis no sentido de colaborar com a EPI, inclusivamente, acho que há alguns projetos que podemos abraçar em comum. Eu vi que têm protocolos com o município, mas também quero que tenham a imagem de Mafamude, porque eu acho que é importante e também reforça este sentido de união e parceria”, reforçando que “tudo o que sejam sinergias e protocolos que possamos estabelecer, nós estamos disponíveis”.

Já, Eduardo Ribeiro, presidente da Junta de Freguesia de Avintes, “o saber-fazer é uma coisa que capta alunos. (…) O país precisa muito de ter técnicos com saber-fazer. (…) Olhando para a oferta educativa e formativa, eu acho que isto é um caminho ainda tem muito pela frente. Estamos sempre abertos a qualquer parceria que queiram fazer, da mesma forma como temos com o nosso Agrupamento de Escolas. Dou-vos os parabéns, por estes 35 anos e que vão reinventando a vossa forma de estar e de ensino, focando-se mais no saber-fazer, do que no saber”.

Neste seguimento, Ana Amorim, em representação da Comissão Executiva da Área Metropolitana do Porto, fez questão de “parabenizar a Escola Profissional do Infante pelo trabalho que faz quer no município de Gaia, quer no município da Trofa, onde tive o privilégio de acompanhar o seu surgimento neste concelho e julgo que haverá novidades em breve noutros municípios da Área Metropolitana do Porto. (…) Portanto, agradecer o trabalho que fazem, que de facto é uma referência, que formam alunos do ensino profissional que são, não só, excelentes profissionais, como também bons cidadãos e que são a prova evidente de que o ensino profissional não é uma alternativa, mas sim uma via paralela ao ensino científico-humanístico e que é isto o que nós ambicionamos para o nosso território”.

Por outro lado, Bárbara Camarinha, diretora de departamento de Planeamento e Desenvolvimento Educativo da Câmara Municipal de Gaia, enalteceu que “quando falamos do ensino profissional em Gaia, a Escola Profissional do Infante é uma referência pelo seu trabalho. Somos parceiros de longa data e esperamos continuar a sê-lo, tudo indica que sim. Gostava de destacar os Centros Tecnológicos Avançados, pois acho que, realmente, são um valor diferenciador da vossa atividade, muito direcionados e enquadrados naquilo que são as necessidades atuais, especialmente nas áreas do Digital e da Informática. Também, acho fundamental o facto de existir um módulo de Inteligência Artificial em todos os cursos, porque fugir desta ferramenta é fugir do futuro e do presente e, portanto, acho que é muito importante esta vossa abertura para esta realidade, que passa por todos nós e pelos vossos alunos ainda mais. (…) Dar os parabéns à Escola Profissional do Infante, pelo trabalho que tem vindo a desenvolver e dizer também que tem sempre na Câmara Municipal de Gaia um parceiro para todas as atividades”.

Presente na ocasião, Mafalda Cunha, vice-presidente executiva da Associação Empresarial do Baixo Ave (AEBA), também se dirigiu aos presentes, asseverando que “na Trofa, nós somos vizinhos, ou seja, convivemos paredes-meias com a Escola Profissional do Infante e, de facto, é apreciável ver como é que alguns jovens alunos fizeram a sua evolução. De facto, estas ofertas dos vários cursos profissionais são muito importantes e nós temos a obrigação, como portugueses, de valorizar esta oferta formativa e tudo quanto possamos fazer para integrar de forma equitativa, serena, estes jovens, nós estamos a contribuir para que este ensino se fortaleça e se faça presente, porque, de facto, é uma oferta que faz todo o sentido”.