Simone Veil – Ontem na RTP 1 (a única televisão a recomendar em Portugal canais 1 e 2) foi emitido uma segunda vez uma reportagem sob o título Os Drogados de Adolf Hitler/O Pervitin e o exército alemão na 2ª Guerra Mundial “A estratégia criada por Hitler para ocupar a Polónia e depois para toda a Guerra – a blitzkrieg – ou guerra relâmpago consistia no ataque em simultâneo com tanques, aviões e tropas que eram drogadas para não terem medo e resistirem melhor ao cansaço.

Entre muitas outras, o Pervitin, a droga da felicidade ocupou um importante lugar nessa estratégia do exército alemão durante a 2ª Guerra Mundial.” Os Soldados alemães, ao saber, recebiam anfetaminas, cocaína e todo tipo estimulantes para incentivar “Atos de bravura acima do comum” em combates.

Entre os efeitos colaterais, houve a perda dos padrões morais de comportamento e um aumento no número de soldados viciados. Os nazis pregavam a abstinência sob pretexto de promover a saúde nacional. Mas quando se tratou de travar a “blitzkrieg” (guerra relâmpago), uma estratégia criada pela Alemanha que consistia no uso simultâneo de blindados e aviões para neutralizar o inimigo antes que ele tivesse tempo de opor uma resposta sólida ao ataque.

No programa -documental se faz referência, ainda, a uma carta particularmente notável de 9 de novembro de 1939, aos “Caros pais e irmãos”, enviada para a família em Colônia, um jovem soldado na frente polaca escreve: “As coisas não estão para a brincadeira, por aqui, e eu espero que vocês entendam se eu só conseguir lhes escrever uma vez a cada dois ou quatro dias. Hoje, eu estou lhes escrevendo principalmente para pedir-lhes para me enviar um pouco de Pervitin…; com amor Amor”. O Pervitin, foi um fármaco estimulante aquilo que hoje poderíamos designar de speed, era a droga-milagre do Exército alemão.

O homem que escreveu estas linhas tornou-se anos mais tarde, um escritor famoso em seu país. Era Heinrich Böll, que, em 1972, foi o primeiro alemão a receber o Prêmio Nobel de Literatura no período do pós-guerra. Soldados recebiam anfetaminas, cocaína e todo tipo estimulantes para incentivar “Atos de bravura acima do comum” em combates.

Entre os efeitos colaterais, houve a perda dos padrões morais de comportamento e um aumento no número de soldados viciados” Böll nasceu em Colônia, em uma família pacifista católica que mais tarde se opôs à ascensão do nazismo. Recusou-se a participar da Juventude Hitlerista durante a década de 1930.

Foi aprendiz de um livreiro antes de estudar alemão na Universidade de Colônia. Recrutado para a Wehrmacht (exercito alemão), serviu na França, Romênia, Hungria e União Soviética, e foi ferido quatro vezes antes de ser capturado pelos americanos em abril de 1945 e enviado para um campo de prisioneiros de guerra. Böll passou a se dedicar integralmente à literatura aos 30 anos.

Seu primeiro romance, O comboio foi pontual, foi publicado em 1949. Muitos outros romances, contos, radionovelas e coletâneas de ensaios se seguiram, e em 1972 recebeu o Prêmio Nobel de Literatura. Entre 1972-1973, H. Böll foi presidente do PEN International, a associação mundial de escritores e mais antiga organização de direitos humanos.

Sua obra está traduzida em mais de 30 idiomas, e continua sendo um dos escritores mais lidos em Alemanha, parte da sua obra passou para o ecrã, Böll trabalhou como libretista e alguns de seus livros foram adaptados para o cinema e a televisão. Entre as adaptações destacam-se A Honra Perdida de Katharina Blum (realizado por Volker Schlöndorff e Margarethe von Trotta de 1975).

Ocasião para recordar a A prisioneira 78 561, Simone Veil ( 1927 /2017 ) política francesa, conhecida pelo fato de enquanto Ministra da Saúde ter defendido em 1974 um projeto de lei que despenalizou a interrupção voluntária da gravidez em França. Foi também a primeira mulher a presidir ao Parlamento Europeu (1979-1982), membro do Conselho Constitucional de França A primeira foi a de ter conseguido fazer da França o primeiro país de maioria católica a aprovar uma lei de despenalização do aborto, centrada no respeito pelos direitos da mulher. Foi em 1975, na condição de ministra da Saúde de um governo chefiado por Jacques Chirac.

Na sua biografia de 2007, Uma Vida, narra a sua experiencia passada no calvário dos campos de extermínio nazis, onde foi tatuada com o número 78 561. Os seus pais e o seu irmão foram assassinados. Simone Veil faz parte dos sobreviventes judeus que depois do Holocausto ficaram na Europa. Em 2005 foi galardoada com o Prêmio Príncipe das Astúrias para a Cooperação Internacional.

Foi membro do membro da Academia Francesa onde deu entrada em 18 de Março de 2010 e presidiu da Fundação para a Memória da Shoah. ( em hebraico “a catástrofe” e em iídiche ou Hurban, do hebraico para “destruição”). Foi o genocídio ou assassinato em massa de cerca de seis milhões de judeus durante a Segunda Guerra Mundial, no maior genocídio do século XX. Dos nove milhões de judeus que residiam na Europa antes do Holocausto, cerca de dois terços foram mortos; mais de um milhão de crianças, dois milhões de mulheres e três milhões de homens judeus morreram durante o período.

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